E se… Os Beatles tivessem sido aprovados pela Decca?

Vamos inaugurar neste post  a série E Se.., onde vamos contar estórias de fundo fictício, onde entramos num “universo paralelo” onde fatos da música tomaram rumos diferentes do que aconteceu de fato. Para inaugurar esta série, vamos falar sobre um assunto importante no universo Beatle.

Mike Smith, assistente de A & R da Decca Records foi assistir a um show dos Beatles no Cavern e combinou com seu empresário, Brian Epstein um teste no estúdio situado em Londres para o primeiro dia do ano de 1962.

Os rapazes deixaram suas famílias e ambiente de festividade para fazer essa audição, importante para seu futuro. Chegaram à fria capital da Inglaterra e o horário de 11 da manhã foi agendado para o início do teste. É claro que a banda estava bastante nervosa e para complicar, John e Paul estava gripados.

Conforme o teste ia transcorrendo com seus percalços habituais, o nervosismo da banda foi-se moderando e logo eles estavam perto da qualidade de seus shows no Cavern Club. Embora não tenha gostado nada das músicas tocadas, alguma coisa dentro de Mike Smith o fez pensar diferente. Ele sempre pensou que bandas como aquela não iriam durar muito tempo e essa era a hora de colocá-los em seu lugar. Só que diferente da decisão que marcou a história dos Beatles em nosso universo, Mike resolveu dar mais uma chance a eles, marcando outro ensaio para a semana seguinte. Naquela ocaasião, o próprio presidente da Decca, Dick Rowe estaria presente e qualque que fosse a decisão, o “big boss” daria a palavra final.

No dia do teste, a banda parecia muito mais segura, fazendo brincadeiras o tempo todo. O teste foi muito bom e o próprio Rowe, pássando por cima de Mike, seu subalterno, fez questão de cumprimentar seus novos contratados. É claro que Smith não gostou muito disso mas o sucesso do primeiro single dos Beatles Besame Mucho/Like Dreamers do tratou de calar sua boca.

A parceria entre os Beatles e a Decca trouxe inumeros sucessos para a gravadora. Só havia um problema: John não gostava de ter que ficar cantando coisas dos outros. Afinal, ele e Paul haviam composto inúmeras canções de própria autoria. Rowe não deixou os Beatles tomarem a iniciativa no setor criativo pois nunca um artista se deu bem cantando suas próprias canções. Além do mais, o Cavern Club foi descartado da vida do quarteto, pois a gravadora achava inoportuno que seus contratados se apresentassem lá.

Outra coisa que a Decca aproveitava era o destaque dado ao baterista Pete Best, que se tornou o galã da banda, eclipsando os outros. Após uma queda de braço perdida com Dick Rowe, John decidiu deixar os Beatles. Brian conseguiu persuadí-lo a continuar. Nessa altura, Tony Sheridan & The Beat Brothers disputava com os Beatles a popularidade na Inglaterra, mas o Rock Made in England ainda não tinha atravessado o oceano. Os Beatles não foram exceção. Sua turnê em terras americanas foi aquém do esperado e na volta à Inglaterra, foi decidido o fim da banda.

Pete Best tornou-se habitué de especiais televisivos e hoje tem seu próprio programa. Seus companheiros também seguiram cada um seu caminho. John, em homenagem ao amigo Stu, tornou-se um destacado e excêntrico pintor. Seu filho, Julian aderiu à música e formou uma nova geração da banda de John, mas com sucesso efêmero. Paul tornou-se professor e George se firmou como um dos mais requisitados músicos de estúdio da Inglaterra. Ringo, que sempre foi sonhado como baterista dos Beatles, terminou a carreira com o fim dos Beat Brothers nos anos 80. Quanto a Brian Epstein, o fim dos Beatles foi um golpe que ele jamais conseguiu superar. Morreu nos anos 70.

Às vezes, os Beatles são lembrados como uma banda que teve uma enorme repercussão na Inglaterra nos anos 60, mas que sempre amargou um fracasso por não terem conseguido conquistar a América.

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