Lendas do Rock: Everly Brothers, parte 1

Eles são amados por todos os aficcionados no Rock da Primeira Onda e influenciaram toda uma geração de músicos que decidiram trabalhar em dupla como John e Paul nos Beatles, Simon & Garfunkel e Peter & Gordon, entre outros. Vamos falar dos Everly Brothers.

Isaac Donald  “Don” Everly (nascido no dia 1º de fevereiro de 1937 em Muhlenberg County, Kentucky) e Phillip “Phil” Everly, nascido no dia 19 de janeiro de 1939 em Chicago, Illinois) já tinha a música no sangue. O pai dos dois, Ike Everly era músico e tinha um programa de rádio junto com a esposa Margaret. A dupla de pequenos rouxinois era a principal atração do programa e isso deu a eles visibilidade e interesse por parte da indústria fonográfica. A Família Everly se apresentava em vários lugares e ficaram muito famosos seus shows. Quando os Everly se estabeleceram em Shenandoah, Iowa, Don e Phil começaram a frequentar a escola. Já crescidos, estabeleceram-se como dupla, onde tocavam violão e Don fazia a parte grave das harmonias  e quase sempre os trechos solo das canções, enquanto Phil fazia as terças agudas e vez ou outra fazia algum solo vocal.

Graças a Chet Atkins, a dupla assinou contrato com a gravadora Columbia Records e seu disco de estreia, Keep A’ Lovin’ Me foi um grande fracasso e eles foram praticamente expulsos de lá. Atkins continou encorajando a dupla e eles despertaram o interesse da editora musical Acuff-Rose. Wesley Rose ficou impressionado com as composições deles e prometeu que se assinassem com a editora, seriam indicados a um contrato com um gravadora. Em 1956, assinaram coma Acuff-Rose e foram contratados pela Cadence Records.

Seu primeiro single pela gravadora foi Bye Bye, Love, canção que havia sido rejeitada por 30 cantores anteriormente, incluindo Elvis Presley. Os Everly viram que a composição do casal Felice e Boudleaux Bryant tinha muito potencial e o resultado foi o segundo posto das paradas por de 1957, logo atrás do clássico de Elvis Let Me be Your Teddy Bear. Nos charts de Country ficou em primeiro e nos de R & B ficou em sexto. Esta foi uma das muitas colaborações dos Bryant com a dupla. Depois vieram os clássicos All I Have to Do Is Dream, Bird Dog, Wake Up, Little Susie, Devoted to You, Problems, Poor Jenny, Take a Message To Mary, Like Strangers, Always It’s You, Love of My Life e Love Hurts (que foi um grande sucesso com a banda setentista Nazareth). Mas as composições próprias não fizeram feio. (Till) I Kissed You, escrita por Don, chegou ao quarto posto nas paradas.

Depois desse sucesso inicial, os Everly Brothers começaram a excursionar pelos EUA e Inglaterra e dividiu palcos com Buddy Holly & The Crickets, de quem ficaram muito amigos. Buddy e sua banda foram fortemente influenciados pela dupla, inclusive no jeito de seu vestir. Os Everly gravaram algumas músicas de Buddy, como That’ll be The Day e escreveram Wishing exclusivamente para ele. Quando Buddy morreu em 1959 no evento tragicamente conhecido como “O Dia em que a música morreu”, Phil foi um dos que carregaram o caixão do músico, enquanto Don se trancou em casa, lamentando a perda do amigo. Os Everly gravaram composições de outras lendas como Ray Charles (This Little Girl of Mine), Gene Vincent (Be Bop A Lula), Little Richard (Lucille) e Roy Orbison (Claudette),entre outras.

Em 1960, depois de muitos sucessos pela Cadence, a dupla assinou com a Warner Bros., onde mantiveram o nível colocando suas músicas nas paradas. Cathy’s Clown, seu début pela WB, foi sucesso nos dois lados do Atlântico e primeiro grande êxito da Warner na Inglaterra. Em seguida vieram So Sad (To Watch Good Love Go Bad) de 1960 (sétimo lugar nas paradas), Walk Right Back de 1961 (também sétimo lugar), Crying In The Rain de 1962 (sexto lugar), que foi um grande sucessodécads depois com a banda norueguesa A-Ha e That’s Old Fashioned de 1962 (nono lugar), útlimo sucesso da dupla a figurar no Top 10. A Cadence lançou alguns discos dos Everly, apesar de não estarem mais em seu cast. When Will I Be Loved (composição de Phil) chegou ao oitavo lugar e Like Strangers ficou no Top 40. Seu ingresso na Warner também resultou numa briga com Wesley Rose, então empresário da banda e seu desligamento da Acuff-Rose, inclusive sendo proibidos de usarem material do casal Bryant.

Em 1961, a exemplo de Elvis, que anos antes se alistara no exécito norte americano, Phil e Don juntaram-se à marinha, indo trabalhar nos fuzileiros navais. Isso não impediu, no entanto que fossem a programas de TV como o Ed Sullivan Show. Ao darem baixa e retomar a carreira regular, os Everly se depararam com uma triste realidade no mercado fonográfico. Seus discos começaram a vender muito pouco, principalmente depois do advento da Segunda Onda, a Invasão Britânica no ano seguinte.

Conclui no próximo post

1 comentário

Arquivado em Aniversariantes, Biografias, Grupos vocais, Lendas do Rock, Música, Rock and Roll

Uma resposta para “Lendas do Rock: Everly Brothers, parte 1

  1. McKenna

    Amo. Os Everly cantam muito. São demais.

    O engraçado é os grupos ingleses foram vocalmente influenciado pelos caras e depois os ingleses provocaram queda nas vendas.

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