História do Rock: Os anos 40

Com o final da 2ª Guerra, os EUA se tornaram uma grande potência mundial. Com o Velho Mundo totalmente destruído, coube aos americanos ajudar em sua reconstrução. O Plano Marshall garantiu a ajuda financeira aos países arrasados pela Guerra e em sua esteira veio a americanização, ou seja, o aculturamento dos EUA a essas nações, sobretudo a Inglaterra, que mesmo estando do lado Aliado sofreu como nunca os efeitos da Guerra. Nos EUA, houve um verdadeiro Baby Boom dos chamados Filhos da Guerra. Em total prosperidade, os americanos tiveram acesso às benesses da vida moderna graças ao avanço da tecnologia: TV’s, máquinas de lavar, geladeiras, aspiradores de pó, enfim tudo o que facilitasse a vida. O American Way of Life estava em alta e os americanos mais do que nunca estavam orgulhosos de serem os “donos do mundo”. A música da época era a tocada pelas Big Bands como as de Glenn Miller e Harry James, muito clean e comportadas. Era a chamada “Música do Papai” ou Daddy’s Songs.

Apesar de o país estar no ápice cultural, a sociedade norte-americana era totalmente conservadora e intolerante com as minorias ditas raciais, sobretudo os negros. Tal fato é resultante do fim da Guerra Civil Americana ocorrida no século XIX. Os negros foram libertados, porém ficaram à margem da sociedade segregacionista chamada WASP (White Anglo-Saxon Protestant, ou seja, Anglo-Saxão Protestante Branco). Existiam ainda os “caipiras” (hillbillies), que também eram execrados pela sociedade moderna vigente. Tanto os negros quanto os caipiras, a despeito da sociedade WASP, desenvolveram sua cultura e sua musicalidade.

No início do século XX, o Blues e o Jazz compunham o alicerce da musicalidade dita afro-americana. Os caipiras criaram o Country & Western. No resto do país, o Jazz domesticado sob a existência das chamadas Big Bands ditava a trilha sonora de uma sociedade pura. Na metade da década de 40 surgiu nas Big Bands a figura do crooner, verdadeiro catalisador dos desejos das mocinhas de família. Frank Sinatra e Bing Crosby são exemplos de crooners que fizeram enorme sucesso. Eram os típicos genros que toda mãe queria para suas filhas. Este era o panorama cultural dos EUA durante o pós-guerra. No final dos anos 40, os Filhos da Guerra tinham que aceitar o que seus pais lhes impunham.

3 Comentários

Arquivado em História do Rock, Música, Rock and Roll

3 Respostas para “História do Rock: Os anos 40

  1. Muito boa a matéria sobre a história do Rock.

    Parabéns André!

  2. eu adoro as musicas de rock principalmente paramore ????

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