Aniversaria hoje: Roberta Flack, parte 1

Ela é uma das principais cantoras e compositoras de Soul e R &B e teve incursões pelo Jazz e Folk. Uma das mais belas vozes de todos os tempos e com influência clássica enquanto pianista. Estamos falando de Roberta Flack.

Nasceu no dia 10 de fevereiro de Black Mountain, Carolina do Norte, EUA. Quando criança, ao ouvir as interpretações da cantora Gospel Mahalia Jackson e do cantor de Soul Sam Cooke. Começou a se interessar pela música e a cantar numa igreja batista. Estudou piano clássico na Universidade de Howard. Posteriormente também começou a desenvolver-se em canto e se tronou regente assistente do coral da faculdade. Sua produção de Aida de Giuseppe Verdi foi aplaudida de pé pelos alunos da Howard. Foi a primeira mestra-aluna afro-americana numa escola de brancos e se formou na Howard aos 19 anos.

Pretendia fazer uma pós-graduação mas a repentina morte do pai fez com que ela tivesse que arrumar um emprego ensinando inglês e música em Farmville, Carolina do Norte. Mudou-se para Washington DC e além de ensinar música, tocava piano num culbe local chamado Tivoli, acompanhando cantores de ópera. Nos intervalos, cantava Blues, Folk e Standards Pop. Foi incentivada por seu professor de canto Frederick “Wilkie’ Wilkerson a tentar a sorte como cantora popular. Cantava e tocava em muitos pubs da capital norte americana.

No fim da década de 60, num concerto beneficente, ela foi ouvida pelo cantor de Soul Les McCann que conseguiu arranjar um teste na legendária gravadora Atlantic Records, onde ela cantou 42 músicas em 3 horas para o produtor Joel Dorn. Depois, gravou 39 canções em menos de 10 horas. Todo esse esforço valeu a gravação de seu primeiro álbum, First Take de 1969, uma ótima estréia para uma cantora iniciante.

No álbum, ela contou com feras do Jazz como Bucky Pizzarelli (guitarra) e Ron Carter (baixo) e as músicas de destaque eram Compared to What (de Gene McDaniels), o Spiritual tradicional I Told Jesus e a composição First Time Ever I  Saw Your Face de Ewan MacColl, canção esta escolhida para compor a trilha sonora do filme Perversa Paixão (Play Misty for Me) de 1971, estreia do ator Clint Eastwood na direção. Este tornou-se um grande admirador da cantora. Essa música acabou ganhando o Grammy de 1972 como Canção do Ano.

Em 1970, veio o álbum Chapter Two, que teve os reforço do excelente regente brasileiro Eumir Deodato, do competente King Curtis nos arranjos vocais e Donny Hathaway no piano. Lá, Roberta cantou coisas como Do What You Gotta Do (de Jimmy Webb), Gone Away (de Donny Hathaway, Leroy Hutson e Curtis Mayfield) e os covers Let It Be Me (Everly Brothers) e Just Like a Woman (Bob Dylan).

capa do primeiro disco de Roberta Flack

Conclui no próximo post

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Arquivado em Biografias, Blues, Jazz, Música

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