Lendas do Rock: Gene Vincent, parte 1

Ele foi um dos grandes nomes da Primeira Onda e um grande cantor e performer, apesar de um poblema que tinha na perna. Até hoje seu nome é lembrado pelos inúmeros discípulos e fãs que deixou. Este era o grande Gene Vincent.

Vincent Eugene Craddock nasceu no dia 11 de fevereiro de 1935 em Norfolk, Virginia, EUA. Seu pai, Ezekiah Jackson Craddock era voluntário da Guarda Costeira norte ameircana e ajudou a patrulhar a costa contra possíveis ataques de navios alemães na Segunda Guerra. Sua mãe Mary Louise Craddock tinha com o marido um armazém na praia de Munden Point. Nessa estada, Eugene começou a mostrar interesse em música, ganhando a primeira guirarra de um amigo, aos 12 anos. Outra coisa era muito forte no jovem: sua vontade de ser marinheiro. Tanto que, aos 17 anos largou os estudos e se alistou na Marinha dos EUA. Mostrou muita competência e era um promissor homem da Marinha. Só que também tinha reputação de criador de problemas quando estava na costa.

Queria fazer carreira na Marinha e juntou o dinheiro do soldo para comprar uma moto, outra de suas paixões. Só que um grave acidente enquanto estava de folga abreviou seu sonho. A perna ficou compormetida e corria o risco de ser amputada. Mas Eugene se recusou a perder a perna. A amputação foi descartada, mas ele adquiriu uma lesão permanente.

Em 1956, tendo dado baixa, Eugene começou a voltar-se para a música ao ver o show Hank Snow’s All Star Jamboree numa rádio em Norfolk, que tinha como participantes alguns artista de renome como Cowboy Copas, The Louving Brothers, Jimmy Rogers e um certo rapazinho caipira de Tupelo, Mississipi chamado Elvis Presley que ia dar muito o que falar no futuro. Decidiu mudar seu nome para Gene Vincent e começou a tocar na banda da estaçã de rédio chamada The Virginians. Fez seu début com a perna ainda engessada cantando Be Bop a Lula.

Aliás, vou abrir um parêntese aqui para falar sobre as três versões de como a música foi feita, uma das lendas recorrentes do Rock and Roll. Enquanto ainda estava internado, Gene teria composto esse clássico em parceria com um tal de Donald Graves. Um DJ local, Sheriff Tex Davis, amigo de Gene gostou da música e pagou a quantia de 25 dólares para comprar a parte de Graves. A segunda versão diz que Gene e Davis estavam lendo uma historinha da Luluzinha (Little Lulu) e aí veio a inspiração. A terceria versão dá conta de que Donald Graves a teria composto sozinho e ofereceu a música a Gene por 50 dólares. Até hoje, essa questão está em aberto. Lenda ou não, a verdade é que Be Bop a Lula foi verdadeiro estouro e virou um hino do Rock.

A estada de Vincent com The Virginians foi curta e ele acabou formando sua própria banda, convocando alguns musicos como Cliff “Galopante” Gallup (guitarra líder), “Wee” Willie Williams (guitarra rítmica), “Jumpin'” Jack Neal (contrabaixo acústico) e o moleque de apenas 15 anos Dickie “Be Bop” Harrell  (bateria), que foi batizada como The Blue Caps (uma referência aos jovens que se alistavam na Marinha, os “Quepes Azuis”). Davis se tornou empresário do grupo e conseguiu um contrato com a Capitol Records. Be Bop a Lula foi lado B do single de estreia de Gene. A música escolhida para o lado A foi Woman Love. Adivinhem qual fez mais sucesso?

Continua no próximo post

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