Mestres do Metal: Black Sabbath, parte 2

Na segunda metade de 1969, o Black Sabbath começou a chamar atenção por sua performance soturna e mórbida e estavam conquistando muitos fãs. Até fecharem com o novo nome, eles tocavam covers de Beatles (de quem Ozzy sempre foi fã, desde os 14 anos), Blue Cheer, Hendrix e Cream. Começaram a tocar uma mistura de Blue e Folk com uma sonoridade mais pesada, que daria origem na décad seguinte ao Heavy Metal. Fecharam contrato com a gravadora Phllips Records e gravaram seu primeiro single Evil Woman (um cover da banda Crow) pela Fontana Records, uma subsidiária. O álbum foi um verdadeiro fiasco em vendas, mas figurou no álbum de estreia da banda. Sua carreira fonográfica só começou a deslanchar na Vertigo Records, graças à produção de Rodger Bain, considerado o “George Martin” do Sabbath, embora tenha produzido só os três álbuns iniciais da banda.

Em fevereiro de 1970 (uma sexta-feira 13), a banda lançou pela Vertigo seu primeiro álbum, Black Sabbath com destaque para a faixa título, The Wizard e N.I.B., verdadeiros clássicos da banda. O álbum teve uma repercussão muito boa, ficando em 8° nas paradas. Ganharam, inclusive um disco de platina. Para se manter na crista da onda, a banda voltou para o estúdio para gravar seu segundo álbum. O disco ia ser chamado de War Pigs, por causa da música homônima, uma crítica à Guerra do Vietnã. Mas acabou sendo lançado como Paranoid, que tinha a faixa título, Iron Man, Electric Funeral, Planet Caravan (contando com o batera Bill Ward nos vocais), além da já citada War Pigs, todos clássicos sabáticos. Não deu outra, o álbum foi muito bem de vendas, um feito e tanto para um segundo disco de uma banda iniciante.

Em 1971, veio Master of Reality, onde Iommi começo a baixar a afinação de sua guitarra para C# (dó sustenido), procedimento seguido pelo parceiro Geezer Butler. Neste disco estão músicas de destaque como Sweet Leaf (uma ode à maconha), Children of The Grave (uma descrição soturna do futuro após uma possível guerra nuclear) e Into the Void, além de números instrumentais compostos por Tony como Orchid e Embryo e um cantado pr Ozzy, After Forever. Foi o último trabalho de Rodger Bain como produtor da banda. No ano seguinte, foi lançado o álbum Volume 4 (famoso pela imagem de Ozzy fazendo o sinal da paz), que destacou músicas como a eterna balada sabática Changes, que fez um enorme sucesso aqui no Brasil; Tomorrow’s Dream, Supernaut, Snowblind e a instrumental Laguna Sunrise. Aqui, pela primeira vez, a banda utilkiza um piano e um mellotron na música Changes, instrumentos tocados por Iommi e Butler. Seguiu-se ao disco uma grande turnês de divulgação.

Em 1973, veio à luz Sabbath Bloody Sabbath, um álbum mais cheio de teclados, sintetizadores e arranjos de cordas. Teve a participação de Rick Wakeman (Yes) como tecladista de estúdio. A faixa título puxa outras grande músicas do disco como A National Acrobat e Sabbra Cadadra, com a participação de Wakeman. Todos tocam sintetizadores em Sabbath Bloody Sabbath e o batera Bill ainda usa tímpanos e bongôs. A partir do álbum, o Black Sabbath começou a ser levado a sério pelos críticos, que aclamaram o álbum. Foi muito bom nas paradas e a banda recenbeu seu quinto disco de platina consecutivo. Veio, no ano seguinte, outra turnê mundial e o Sabbath ainda participou do festival California Jam, ao lado de grandes bandas como Deep Purple, Emerson, Lake & Palmer, Eagles, Seals & Croft, Rare Earth, Black Oak Arkansas e Earth Wind & Fire. Apesar do sucesso, veio a público os problemas da banda com o uso de LSD (principalmente Ozzy e Geezer). Também deixaram a Vertigo e assinaram com a Warner Bros.

Em 1975, foi lançado o álbum Sabotage, considerado o mais eclético da história da banda. As músicas variam do Heavy Metal característico do Sabbath como Hole in the Sky e Symptom of the Universe (com uma pitada de Bossa Nova na última parte); o Pop Rock de Am I Going Insane (Radio) e até canto gregoriano em Supertzar. Essa variedade no som da banda começou a gerar acalorados debates entre Ozzy e Tony. Osbourne teria comentado alguns anos mais tarde que o Sabbath estava deixando de ser uma banda pesada para fazer jams de jazz. O tiro de misericórdia veio no ano seguinte com o álbum Technical Ecstacy, que foi a primeira bola fora da banda, por não ter aquela sonoridade soturna que consagrou o Sabbath. Continuou a sonoridade eclética e uma levada mais progressiva. O destaque é para Bill fazendo vocais pela segunda vez num disco da banda em It’s Alright. Mas as músicas Rock’n’Roll Doctor e Dirty Women também são dignas de nota. Depois da turnê do disco, em 1977, Ozzy deu adeus ao Black Sabbath.

Continua no próximo post

2 Comentários

Arquivado em Biografias, Blues, Jazz, Música, Mestres do Metal, Rock and Roll

2 Respostas para “Mestres do Metal: Black Sabbath, parte 2

  1. Orra tá de parabéns pela postagem André! Muito bom mesmo!

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