Mestres do Metal: Black Sabbath, parte 3

Após o anúncio da saída de Ozzy, que resolveu deixar a banda por conta da morte de seu pai, aliado a seus problemas com alcoolismo e drogas, os membros remanescentes da banda começaram a procurar um substituto. Tony lembrou-se de um velho amigo de Birmingham, Dave Walker, que havia cantado nas bandas Savoy Brown e Fleetwood Mac. Walker aceitou o convite e ajudou a escrever as músicas do próximo disco. Essa nova formação não chegou a entrar em estúdio para gravar. A única vez em que Dave cantou com o Sabbath foi num programa de TV chamado Look! Hear!, onde interpretou Junior Eyes. Ozzy mostrou seu interesse em voltar ao seio do Sabbath e Dave Walker teve que ser dispensado. Com o filho pródigo de volta, o Sabbath gravou o álbum Never Say Die, que mantinha características mais jazzísticas, diferente do anterior. Ozzy se recusou a cantar músicas escritas por seu substituto, razão pela qual o material eteve que ser reescrito e readaptado. Coube a Bill Ward os vocais de Swinging the Chain. As músicas de destaque são a faixa título, Junior Eyes (versão de Ozzy) e Hard Road, onde pela primeira e única vez todos da banda fazem backing vocals. Nos teclados, o competente Don Airey, ainda que não listado como membro oficial.

A turnê foi um grande sucesso, mas foi pontuada por desavenças entre Ozzy e Tony. Ozzy não suportava os longos solos do guitarristas entre uma música e outra. Já Tony reclamava do fato de Ozzy ter se ausentado em shows da turnê por conta de bebedeiras e drogas. Com o fim da turnê, eles se reuniram para planejar um novo álbum, mas Tony decidiu dispensar o frontman do Sabbath, cansado de seu vívio em álcool. Coube a Bill dar as más notícias ao colega. Terminava assim, a chamada Era Clássica do Black Sabbath.

Em 1979, para o lugar de Ozzy, Sharon Arden, filha do empresário da banda, Tony Arden, e ironicamente a futura sra. Sharon Osbourne sugeriu Ronnie James Dio, que havia atuado no Elf e no Rainbow de Ritchie Blackmore. Geezer Butler resolveu deixar a banda por um período e foi substituído por Geoff Nichols da banda Quartz. Pouco depois, Nichols foi para os teclados e Craig Gruber (que tocou com Dio no Elf) foi recrutado para o baixo. no ano seguinte, Geezer voltou para a banda e o Sabbath de Dio entrou em estúdio e gravou o álbum Heaven & Hell, com músicas como a faixa título, Die Young e Neon Knights. Nichols foi efetivado e oficializado o 5º membro da banda. A entrada de Dio agradou a todos os fãs da banda, mesmo os inconformados com a saíde de Ozzy. Enquanto estavam na bem sucedida turnê do disco, foi lançado, sem anuência da banda, o álbum Live at Last, um registro ao vivo de um show do Sabbath com Ozzy nos vocais. Infelizmente, a banda teve uma baixa importante: o batera e fundador da banda Bill Ward saiu da banda alegando problemas com alcoolismo.

Em 1981, a banda voltou ao estúdio para gravar o álbum Mob Rules, contando com o novo baterista, Vinnie Appice, irmão do legendário batera Cármine Appice,que havia atuado no Vanilla Fudge e Cactus. As músicas destacadas do disco eram a faixa título, Turn up the Light e Voodoo. Em seguida veio outra turnê vitoriosa, provando que o Sabbath ainda tinha muita lenha pra queimar com seu novo frontman. Para contraatacar o álbum ao vivo editado sem permissão, a banda começou a registrar os melhores momentos dos shows para gravar um álbum ao vivo oficial. Mob Rules foi muito bem nas paradas norte americanas e britânicas. Mas tudo que é bom dura pouco, pois Dio começou a entrar em rota de colisão com Iommi e Butler, membros fundadores do Sabbath. Tony e Geezer achavam Dio muito autoritário, aponto de chamar o vocalista de “pequeno Hitler” por sua baixa estatura. Dio reclamava que seu nome aparecia em último nos créditos do álbum.

O álbum Live Evil foi lançado em 1982 e tinha as conhecidas músicas da nova formação e outros clássicos do Sabbath cantados por Dio como Black Sabbath, War Pigs, N.I.B., Paranoid, Iron Man e Children of the Grave [confiram o disco inteiro aqui. Recomendamos que você adquira o original. Somos totalmente contra pirataria.]. Seria a primeira vez que a banda lançaria um disco ao vivo, trabalho que viria a coroar o êxito da nova fase do Sabbath e acabou sendo o pomo da discórdia entre seus membros. Dio teria sido acusado de mexer na mixagem do disco, privilegiando sua voz e a bateria de Vinnie Appice. Tantas discussões teriam levado Dio a sair do Sabbath, levando consigo o batera Vinnie Appice. Terminava assim a segunda era do Sabbath.

Continua no próximo post

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