Mestres do Metal: Black Sabbath, parte 4

o ano de 1982 marcou a saída intempestiva de Ronnie James Dio e Vinnie Appice após as controvérsias envolvendo o álbum Live Evil. Assim, o Sabbath começou a procurar substtutos para o vocal e bateria. Testaram alguns candidatos como Nick Moore (Samson) e John Loman (Lone Star) e tinham grandes chances de serem chamados a integrar a banda. Tony queria David Coverdale (ex-Deep Purple e Whitesnake) na banda, mas este recusou gentilmente o convite feito.

Em 1983, acabaram fechando com outro ex-Deep Purple, Ian Gillan, que no momento estava sem banda. Reza a lenda que Tony e Geezer encontraram Gillan num pub e então, os amigos ficaram chorando as pitangas. Depois de uma bebedeira daquelas, Gillan acabou aceitando o convite do guitarrista e do baixista do Sabbath. O próprio vocalista declarou mais tarde que quando havia se recuperado do porre homérico, viu em sua agenda um encontro com o staff da banda para acertarem detalhes da gravação do novo álbum. Como ele realmente estava sem nada para fazer, topou entrar na banda. E para a bateria? Boas notícias! o bom e velho Bill Ward estava de volta ao seio da banda que ajudou a formar em 1968. O álbum da novíssima [pero no mucho] formação do Sabbath foi lançado com o nome de Born Again (aquele que tem na capa um baby demon), com músicas como a faixa título, Trashed, Zero the Hero e Disturbing the Priest. Alíás, essa última música tem uma história interessante. Um padre que morava perto do estúdio sentia-se incomodado com o som da banda e foi reclamar com eles. Isso deu um gancho para a composição.

A turnê do disco foi um verdadeiro sucesso e alguns espectadores teriam gravado alguns shows e lançaram como bootlegs. A banda chegou a cogitar o lançamento de um álbum ao vivo, mas Gillan vetou a ideia. No meio da turnê, o velho Bill não aguentou o rítmo alucinante e pediu para sair, sendo substituído por Bev Bevan (Electric Light Orchestra). Além das músicas do disco, a banda também tocava alguns clássicos sabáticos como Black Sabbath, War Pigs, Iron Man, Paranoid, Children of the Grave e até Heaven and Hell da formação anterior, além do clássico do Purple, Smoke on the Water, que ficaram um primor na voz de Gillan. Claro que havia aqueles que torciam o nariz para o novo line up, chamado por alguns de Purple Sabbath (Sabá Roxo).

Em 1984, terminada a turnê do disco, o Sabbath se viu com um novo problema: Gillan deixou a banda para a reunião da consagrada Mark II do Deep Purple. O batera Bev Bevan também saiu logo após o término dos compromissos da turnê. Para começar os trabalhos de um novo álbum e após alguns testes, a banda recrutou o desconhecido Dave Donato para os vocais. Eles escreveram novas músicas mas não gostaram do resultado final e Donato foi dispensado, mas deixou algumas demos como registro de sua curta estada no Sabbath. Veio Jeff Fenholt (ex-Rondinelli), que também ocupou a vaga por pouco tempo. No final do ano, outra baixa importante: Geezer Butler decidiu sair, pois estava desiludido com a banda após a paretida de Gillan. Tony Iommi estava pela primeira vez sozinho, sem seus velhos companheiros que o ajudaram a formar o Black Sabbath. o velho colaborador Geoff Nichols permaneceu nos teclados da banda.

O ano de 1985 ofereceu uma esperança aos fãs sabáticos: a formação original da banda se reuniu para tocar no Live Aid de Bob Geldof, após  quase 10 anos sem tocar junta. Deixaram claro, para o desgosto dos admiradores da banda que seria a única vez que fariam isso. Tony então pensou em fazer um álbum solo, por sugestão de alguns amigos, mas a gravadora Warner recusou esta ideia e o disco teve que ser creditado ao Black Sabbath. Foram recrutados para a banda o baixista Dave “The Beast” Spitz e para a bateria Eric Singer. Para os vocais, Iommi pensava em vários vocalistas convidados como Rob Halford (Judas Priest), Glenn Hughes (ex-Trapeze e ex-Purple) e o próprio ex-vocalista sabático Ronnie James Dio, que recusou o convite por ainda se sentir ressentido com o guitarrista. A desenvoltura de Hughes durante as sessões no estúdio, no entanto, fez com que houvesse uma mudança nos planos. Ele seria o único vocalista.

Purple Sabbath ou Deep Black?

Continua no próximo post.

Deixe um comentário

Arquivado em Aniversariantes, Biografias, Blues, Música, Mestres do Metal, Rock and Roll

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s