Mestres do Metal: Black Sabbath, parte 6

Após quase uma década de troca de componentes e sem a pegada de sempre, o Black Sabbath prometia uma verdadeira volta por cima, por conta do retorno de seus filhos pródigos Ronnie James Dio e Geezer Butler. Com a superação das rusgas do passado, Iommi recebeu os velhos parceiros de braços abertos, mas teve que dispensar seus colaboradores Tony Martin e Neil Murray. Cozy Powell topou continuar na banda, mas no decorrer dos trabalhos do novo álbum, sofreu um grave acidente e quebrou as pernas, ficando impossibilitado de continuar com os colegas. Para seu lugar, foi chamado Vinnie Appice, trazendo de volta a formação dos discos Heaven and Hell e Mob Rules.

Em 1992, a banda gravou o álbum Dehumanizer que tinha como destaque as músicas Computer God, TV Crimes e Time Machine, que foi usada na trilha sonora do filme Quanto mais Idiota Melhor (Wayne’s World), estrelado por Mike Myers e Dana Carvey. Seguiu-se, então uma grande turnê mundial e o Brasil recebeu pela primeira vez o Black Sabbath. Nesse ano, Ozzy anunciou sua aposentadoria e chamou o Sabbath para abrir os dois shows finais para sua banda em sua turnê intitulada No More Tours. A banda aceitou o convite, menos Dio que se sentiu diminuído em ter que abrir para aquele a quem veio a substituir na década de 80. Rob Halford foi chamado para seu lugar e no último show, a grande surpresa: o bom e velho Bill Ward havia sido convidado por Ozzy e assim os quatro fundadores do Black Sabbath tocaram velhos clássicos da banda. Appice deixou a banda tão logo terminou a turnê com Ozzy, indo tocar com o velho amigo Dio na retomada de seu projeto solo.

Em 1993, começou a gravação do álbum Cross Purposes, novamente com uma mudança no line up. Para a bateria foi chamado Bobby Rondinelli (ex-Rainbow) e para os vocais, retornou Tony “Dio Cover” Martin. Destacam-se as músicas Cross of Thorns, Cardinal Sin e Evil Eye, uma coautoria de Eddie Van Hallen. O álbum foi lançado um ano depois. Veio uma nova turnê e Bobby Rondinelli acabou se desligando da banda. Bill Ward foi chamado para apresentações na América do Sul e o Sabbath veio pela segunda vez ao Brasil, que teve a oportunidade de ver três terços de sua formação original. Terminada a turnê, Geezer Butler e Bill Ward deixaram a banda mais uma vez. Aproveitando alguns momentos da turnê, foi lançado em 1995 o álbum Cross Purposes Live, uma rara oportunidade de conferir Tony Martin cantando clássicos sabáticos como Paranoid, Iron Man, Sabbath Bloody Sabbath, Children of the Grave e Mob Rules. Aqui, alguns momentos do show.

O álbum Forbidden começou a ser gravado e foi lançado nesse ano. O line up da banda contava com a mesma formação do álbum Tyr (Iommi, Martin, Murray, Powell e Nichols). Neste álbum, o último gravado em estúdio pela banda, destacam-se a faixa título e Illusion of Power, um dueto entre Tony Martin e o vocalista do Body Count, Ice T. É considerado pelos críticos e pelo público o pior álbum da discografia do Black Sabbath. Durante a turnê, Cozy Powell saiu da banda pela segunda vez, alegando problemas de saúde. Bobby Rondinelli voltou a ser batera do Sabbath. Terminado o compromisso, Tony Iommi decidiu dar umas férias prolongadas ao Sabbath, colocando a banda num hiato de três anos, até a sonhada reunião da formação original em 1998.

Appice/Butler/Dio/Iommi, a formação do Sabbath que esteve no Brasil em 1992

Conclui no próximo post

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