Lendas do Rock: Fats Domino

Ele foi um dos mais brilhantes pianistas do Rock and Roll e embora não tivesse um visual mais rebelde como seus contemporâneos, era amado e respeitado pelos rockers em geral. Foi um dos pioneiros da Primeira Onda, Vamos falar de Fats Domino.

Antoine Dominique Domino nacseu no dia 26 de fevereiro de 1928 em Nova Orleans, Louisisana, EUA. A primeira língua que aprendeu foi o francês e o apelido famoso veio quando ainda era criança por ser gordinho. Foi mais ou menos aos oito anos que el começou a tocar piano e foi melhorando com o decorrer dos anos. Aos 10 já era um verdadeiro prodígio local. Aos 14 deixou a escola e começou a trabalhar numa fábrica e também começou a tocar em night clubs. Escolheu o nome artístico por lembrar da infância e também como uma homenagem ao grande nome do Jazz, o pianista Fats Waller (1904-1943), uma de suas principais influências. Em 1949, assinou com a Imperial Records e gravou seu primeiro disco, Hey Labas. Mas seu primeiro disco a ser lançado foi The Fat Man, convertido depois a um clássico do Rock da Primeira Onda. Foi graças a essa música que começou a parceria de longa data com Dave Bartholomew, coautor dos clássicos que Fats lançou nos anos 50.

Em 1955, veio o clássico Ain’t That a Shame, primeira música dele a figurar nas paradas principais, seja por sua versão mais calcada no R & B ou a versão de Pat Boone, mais açucarada. e com cara de mainstream. Essa música colocou Fats Domino em evidência e ele logo entrou para o seleto grupo de artistas da chamada Primeira Onda. Foi lançado o primeiro álbum, Rockin’ and Rollin’ with Fats Domino. No ano seguinte, veio a versão do pianista para uma música gravada em 1940, Blueberry Hill, que virou outro clássico dele, alcançando os primeiros lugares das paradas. No resto da década, vieram outros grandes sucessos de Domino e Bartholomew, interpretados por Fats: When My Dreamboat Comes Home, I’m Walkin’ (um clássico!), Valley of Tears, It’s You I Love, Whole Lotta Loving (outro clássico!), I Want to Walk You Home e Be My Guest. Apareceu em dois fimes: Shake, Rattle and Roll e The Girl Can’t Help It (no Brasil, Sabes o que quero), onde cantou seu clássico Blue Monday. Cantou um de seus hits, The Big Beat no programa American Bandstand de Dick Clark, uma instituição da TV norte americana.

Em 1960, Fats gravou seus últimos clássicos que figuraram nas paradas de sucesso, Walkin’ in New Orleans e My Girl Josephine. No ano seguinte, deixou a Imperial, depois de 12 anos de relação comercial. Ao que parece, fez isso porque a gravadora foi comprada por uma major, como disse numa entrevista em 1979. Gravou outras músicas conhecidas mas não de sua autoria como Jambalaya, Your Cheatin’ Heart e Red Sails in the Sunset. Um dos motivos de Fats não ter mais músicas nos charts foi o advento da Segunda Onda, a Invasão Britânica. Apesar disso, tinha nos rockers ingleses inúmeros pupilos, como os Beatles, de quem gravou os clássicos Lady Madonna (que Paul McCartney compôs tendo Fats como inspiração)Everybody’s Got Something to Hide Except Me and My Monkey e Lovely Rita em 1968 e 1969. Ao que parece Paul McCartney era o mais aficcionado por Fats Domino dos quatro, pois gravou alguns sucessos dele como Ain’t that a Shame em carreira solo. Outra particularidade que Paul tem com o ídolo é fato de que em criança, seu apelido também era Fats.

Dos anos 70 em diante, a exemplo de seus contemporâneos Bill Haley, Little Richard, Jerry Lewis e Chuck Berry, , passou a se apresentar apoiado em seus clássicos e em revivals dos anos 50. Nessa altura, grandes artistas do passado tinham grande aceitação entre os jovens das décadas de 70, 80 e 90. De vez em quando, faz apresentação cojutna com outras feras do Rock, como os já citados Little Richard e Chuck Berry. Em 1986, foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame. No ano seguinte foi agraciado com um Grammy especial pelo conjunto da obra. Quando o furacão Katrina passou por New Orleans em 2005, num os piores desastres da história recente dos EUA, Fats recusou-se a arredar pé de sua querida Nova Orleans. Foi dado como morto mas sobreviveu à tragédia que praticamente destruiu a cidade e o Estado da Louisiana. Fez um grande concerto em prol da reconstrução da cidade. Hoje, aos 84 anos, vive feliz ao lado da esposa Rosemary, os oito filhos, mais os netos e bisnetos. Ah, não posso esquecer de sua interpretação nos clássicos I’m  Gonna Be a Wheel Someday, Coquette e Sentimental Journey.

Fontes:

Wikipedia

History of Rock

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