Monkees Review: O irreverente Micky Dolenz, parte 2

Micky reservou o ano de 1965 para fazer testes e mais testes em diversos veículos: TV, cinema, teatro e música, tudo dentro de seus conhecimentos. Afinal, era filho de atores, protagonizou um seriado, participou de outros e tocou numa banda de Rock. Aliás, seu conceito sobre participar de uma banda de Rock aumentou muito especialmente depois que assistiu à histórica apresentação dos Beatles no Ed Sullivan Show no dis 9 de setembro de 1964. “Eu queria tocar numa banda assim!” – teria dito depois dos show.

Um dos testes era para um seriado da Screen Gems, que estava sendo elaborado pelos produtores Bob Rafelson e Bert Schneider, que recebeu o nome The Monkees. Eles queriam jovens atores que também tivessem noções de música e que fossem bonitos e engraçados. Micky foi um dos aprovados nas audições e ficou surpreso em reencontrar Mike Nesmith, que tinha presitigado um show de sua banda um ano antes. Os outros dois eram o inglês Davy Jones e outro americano, Peter Tork. No seriado, Micky atuava como o baterista (embora tocasse guitarra) da banda.

Micky era o responsável pelas tiradas mais cômicas da série, por sua facilidade em imitar vozes e pelo seu jeito escrachado de ser. Geralmente, era ele quem bolava planos mirabolantes que eram fios condutores dos episódios. Sua imitação de James Cagney, num episódio onde tinha um sósia gângster, foi impagável.

Micky caiu nas graças do produtor do seriado, o tarimbado Don Kirchner. Sob a tutela deste, Micky mostrou-se um cantor de voz suave e apaixonante e a ele coube interpretar vários clássicos dos Monkees como (Theme From) The MonkeesI’m a Believer, Last Train to Clarksville, Let’s Dance On, The Girl I Knew Somewhere, Sometime in the Morning, Daily Nightly, For Pete’s Sake, No Time, Pleasant Valley Sunday, Mary Mary, She, (I’m Not Your) Steppin’ Stone, Goin’ Down, entre muitas outras. Há um episódio muito engraçado sobre o encontro dos Monkees com Don Kirchner. Enquanto eles coneversavam na sala, o aloprado Mickey pegou uma tigela cheia de gelo pra “batizar” algum incauto e o escolhido foi justamente o produtor musical dos Monkees que ficou todo molhado!

Ninguém imaginava que a banda fosse fazer um grande sucesso e os rapazes tiveram que aprender a tocar de verdade. Micky “ralou” para aprender batera e Peter Tork, responsável por ensinar os colegas, mostrou-se um professor paciente e eficiente. Micky era destro com as mãos e canhoto com os pés.

Quando os Monkees fizeram sua histórica turnê à Inglaterra em 1967, Micky encontrou o amor na pessoa da apresentadora britânica da BBC Samantha Juste, para quem escreveu e interpretou Randy Scouse Git, um de seus clássicos recorrentes com os Monkees. Os dois se casaram em 1969 e tiveram uma filha, a atriz Ami Dolenz.

Davy Jones foi um dos colegas com quem Micky mais se sentia à vontade, por terem uma história de vida muito parecida. Tanto que, mesmo com o fim do seriado em 1968, permaneceram juntos  primeiro como um trio (Peter havia deixado a banda) e com a saída de Mike após dois álbuns,  Micky e Davy gravaram o derradeiro álbum da banda,  Changes (1970).

Capone? Malone? Não, Don Micky Dolenz

Continua no próximo post.

1 comentário

Arquivado em Aniversariantes, Biografias, Humor, Música, Monkees Review, Rock and Roll, The Beatles, The Monkees

Uma resposta para “Monkees Review: O irreverente Micky Dolenz, parte 2

  1. Micky Dolenz é tão engraçado que deveria ter sido proibido de falar no seriados, pois só pelas suas caras já seria engraçado.

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