Monkees Review: Don Kirshner

Ele foi um dos mais importantes produtores musicais dos EUA e diretor do lendário Brill Building, onde trabalhava a nata dos compositores norte americanos. Sua principal alcunha era “O Homem do Ouvido de Ouro”. Também foi um dos responsáveis pela direção e produção musical do seriado The Monkees, tendo trabalhado nos primeiros álbuns da banda. Falamos de Don Kirshner.

Donald Kirshner nasceu no dia 17 de abril de 1934 no Bronx, Nova York, EUA, filho do alfaiate Gilbert Kirshner e Belle Jaffe. Estudou no Bronx High School of Science, onde teve como colega o cantor Bobby Darin. Depois, estudou no Upsalla College em New Jersey. Kirshner e Darin fizeram uma parceria que não durou muito. No final dos anos 50, ele tentou se aproximar de duas das melhores duplas de compositores do Rock and Roll, Doc Pomus e Mort Shuman e Jerry Leiber e Mike Stoller e conseguiu fechar uma parceria importante com Al Nevins (1915-1965), um influente e veterano compositor e publicador que tinha excelentes contatos no mundo da música. Nascia a Aldon Music, uma das principais editoras musicais dos EUA. A Aldon fez um enorme sucesso ao contratar jovens compositores que fizeram parte da música popular dos EUA nos anos 60 como Carole King, Gerry Goffin, Neil Sedaka, Howard Greenfield, Barry Mann, Cynthia Weil e Jack Keller. Bobby Darin também fez parte do time, que recebeu o nome de The Brill Building Sound, em alusão ao prédio da empresa. Don tornou-se uma pessoa muito influente no cenário musical e tinha três selos fonográficos. Em 1963, a Aldon Music foi vendida para a Columbia Pictures, mas Don continuou no comando.

Em 1965, os produtores de um seriado que estava prestes a estrear na TV americana contratou os préstimos de Kirshner para cuidar da parte musical do programa, seja como diretor artístico ou produtor de possíveis discos ou trilha sonora. O seriado recebeu o nome de The Monkees, que tratava de um grupo de jovens músicos tentando vencer na vida. A direção musical de Kirshner mostrou-se bem sucedida e os primeiros singles Last Train to Clarksville e I’m a Believer foram muito bem em vendas, revelando a bela voz de Micky Dolenz. Também foi lançado o álbum de estréia, The Monkees. Kirshner tinha ótimas conexões com tarimbados compositores e músicos de estúdio e por sua determinação, os protagonistas da série eram proibidos de tocar nos discos. O produtor acreditava no potencial deles enquanto cantores, mas subestimava sua importância como músicos, o que acabou gerando uma controvérsia, especialmente com Mike Nesmith, o guitarrista e líder aclamado pelo elenco.

Depois do lançamento do segundo álbum, More of The Monkees, a relação de Kirshner com a banda e com a Columbia começou a azedar, principalmente quando lançou, sem o consentimento da empresa o single A Little Bit Me A Little Bit You. Reza a lenda que ele tentou ter o apoio de Davy Jones, considerado o mais popular do quarteto, contra o resto da banda com essa atitude. Só que acabou dando com os burros n’água. Ele foi demitido e os Monkees puderam enfim tocar no terceiro álbum da banda, Headquarters, mostrando o quanto o produtor estava errado.

No início dos anos 70, ele começou a trabalhar como produtor do desenho animado The Archies, que também falava sobre uma banda de Rock. O objetivo era capitalizar o sucesso do hit Sugar Sugar. Depois, ganhou um programa televisivo na ABC chamado Don Kirshner’s Rock Concert que durou de 1973 até 1981. Esse show reuniu a cada semana grades bandas dos anos 60 e 70 como Rolling Stones, Herman’s Hermits, ABBA, Rush, Black Sabbath, Foghat, Allman Brothers Band, Eagles, Kiss e Kansas. Essa última tornou-se protegida do produtor. Consta que ele teria oferecido uma enorme quantia em dinheiro para que os Beatles, então separados se apresentassem no programa. O convite, naturalmente foi recusado. Numa esquete do Saturday Might Live estrelada pelos Blues Brothers (John Belushi e Dan Aykroyd), ele foi parodiado pelo músico Paul Schaffer.

Em 2007, ele foi introduzido no Songwritters Hall of Fame. Faleceu no dia 17 de janeiro de 2011 aos 76 anos de insuficência cardíaca. Um ano depois, ele foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame, honraria que, ironicamente, os Monkees ainda não têm.

Os Monkees e Don Kirshner

Fonte: Wikipedia

1 comentário

Arquivado em Aniversariantes, Biografias, Música, Monkees Review, The Monkees

Uma resposta para “Monkees Review: Don Kirshner

  1. Mitch

    Infelizmente, querendo ou não, este cara faz parte da história dos Monkees e sem ele, eles só se conheceriam bem mais tarde.
    Pois estava no destino se conhecerem.

    Foi importante para a música americana, tinha o ouvido de ouro, tanto que os arranjos e os músicos são ótimos, mas os cantores melhores ainda.

    Mas não era um gênio, pois se fosse perceberia o potencial musical deles e seria o George Martin americano, explorando melhor o talento deles. Mas ao invés disso fez de tudo para mantê-los separados, quando percebeu como combinavam. Até tentou colocar seu primeiro contratado contra os outros, conforme cita o texto. E não é lenda. Foi confirmada, até pelo Rafelson. Mas Davy Jones escolheu a turma. E a história já sabemos.

    De qualquer forma, Kishner era um bom produtor de sucessos e poderia ser um gênio. Talvez o único que poderia rivalizar com George Martin.

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