Lendas do Rock: Roy Orbison, parte 1

Ele era chamado “Big O”, por causa de sua estatura e foi um dos melhores cantores de todos os tempos com sua bela voz de tenorino (daí seu outro epíteto, Caruso do Rock) e um dos grandes nomes do Rockabilly, sendo um dos principais artistas do cast da legendária Sun Records, tendo sido amigo e colega de Elvis Presley, Carl Perkins, Johnny Cash e Jerry Lee Lewis. Fez parte de uma superbanda no fim dos anos 80 com feras como George Harrison, Bob Dylan, Tom Petty e Jeff Lynne chamada The Travelling Wilburys. Vamos falar de Roy Orbison.

Roy Kelton Orbison nasceu no dia 23de abril de 1936 em Vernon, Texas. Era o filho do meio do mecânico Orbie Lee Orbison e sua esposa Nadine Schultz Orbison. A família Orbison teve que se mudar para Fort Worth na época da Grande Depressão em busca de trabalho, tendo posteriormente para Wink algum tempo depois.

Roy ganhou sua primeira guitarra aos seis anos. Com o tempo foi sendo influenciado por nomes do Country como Lefty Frizzell, Hank Williams, Jimmie Rodgers e Ernest Tubb, a quem conheceu num show em Fort Worth. Roy também era fascinado pelo R&B primitivo (que daria origem ao nosso Rock and Roll), Tex-Mex, Zydeco (sua canção favorita desse estilo era Joli Blon, uma das primeiras que ele cantou em público) e a música orquestral de Mantovani. Aos oito anos, ele se apresentou numa rádio local. Aos 13, formou sua primeira banda, The Wink Westerners, ao lado de alguns amigos. A banda tocava um repertório calcado no Country e alguns números de Glenn Miller. Teve seu primeiro programa de rádio no final da década de 40.

Roy frequentou o curso ginasial em todos os lugares onde morou, ou seja Vernon, Fort Worth e Wink. Fez o colegial na Wink High School, o qual concluiu em 1954. Estudou dois anos na Universidade do Texas. Pretendia se formar em Geologia, pelo fato de o pai trabalhar com petróleo. Seu amigo Pat Boone (que se tornaria um famoso cantor futuramente) sugeriu que formasse uma nova banda.

Em 1955, Roy decidiu trabalhar como músico à noite, mantendo um emprego regular numa empresa petrolífera. Formou The Teen Kings, que chamou atenção do cantor e guitarrista Johnny Cash. Este, então, sugeriu a Orbison que fosse procurar Sam Phillips na Sun Records para um teste. Roy levou uma fita gravada pelo selo Je-wel onde ele e os Teen Kings tocavam Ooby Dooby (composta por Dick Penner e Wade Moore), Phillips gostou muito do que ouviu e acabou fechando contrato com eles.

Ooby Dooby foi um grande sucesso em 1956, chegando a figurar em 59º lugar no Hot 100, o que não era pouca coisa nos EUA. Nesse início, muita gente pensava que Roy era um cantor negro pelo seu estilo de cantar, muito parecido com o de Elvis em seus primeiros discos pela Sun. O Rei do Rock também havia passado por isso. Por conta dessa projeção, Roy Orbison e os Teen Kings passaram a excursuonar com artistas da Sun como Sonny James, Johnny Horton e Johnny Cash, que a essa altura era muito amigo de Roy. A banda gravou ainda Go! Go! Go! e Rockhouse. Só que começou a acontecer algumas brigas internas por causa de créditos em composições e royalties e a banda acabou.

Roy começou a se dedicar a compor para os artistas da Sun e conheceu o amor de sua vida, Claudette Frady, de apenas 16 anos. Roy não era um exemplo de beleza como seu colega Elvis, mas conquistou o coração do brotinho. Eles se casaram em 1957 e nesse ínterim, Roy entrou na roda de amigos de Elvis e sempre frequentava seus círculos sociais. Roy então compôs uma de suas primeiras composições, Claudette, uma homenagem à sua musa, que foi dada aos Everly Brothers [aqui, uma versão demo gravada por Roy]. A música foi lado B do grande sucesso All I Have to Do is Dream.

Roy começou a ter problemas de royalties com a Sun porque sempre era eclipsado por colegas como Jerry Lee Lewis e Elvis nas paradas de sucesso e lentamente foi parando de gravar e compor para a gravadora, concentrando-se apenas em apresentações ao vivo para garantir o sustento, ainda mais com a chegada do primeiro herdeiro. Teve que abrir mão de direitos autorais de Claudette para se livrar do contrato com a gravadora e assinar com o selo Monument. Por essa época, também trabalhou com a editora Acuff-Rose.

Roy Orbison e sua eterna musa Claudette

Continua no próximo post

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