Lendas do Rock: Roy Orbison, parte 3

A carreira de Roy Orbison começou a deslanchar em 1961. Em 1963, tinha quatro álbuns gravados e muitos sucessos se alternando nas paradas de sucesso. Vários hits seus estavam bem colocados nos charts daquele ano: In Dreams (7º lugar EUA; 6º lugar Grã Bretanha), Falling (22º EUA; 9º Grã Bretanha), Mean Woman Blues (5º EUA; 3º Grã Bretanha), Blue Bayou (29º EUA; 3º Grã Bretanha) e a composição de Willie Nelson, Pretty Paper (15º EUA; 6º Grã Bretanha em 1964).

Muito querido na Terra da Rainha, Roy Orbison foi chamado para substituir Duane Eddy numa turnê pela Grã Bretanha, encabeçada pelos Beatles. Nessa banda, atuavam fãs confessos do cantor que devem ter se sentido no céu por partilhar o palco com um mestre. Para Roy, a recíproca era verdadeira e ele se tornou grande amigo de John, Paul, George e Ringo. Também atuava na turnê outra grande sensação oriunda da mesma Liverpool de onde saíram os Beatles, Gerry & The Pacemakers, outros fãs de carteirinha de Big O. Reza a lenda que os shows eram verdadeiros happennings onde músicos bem humorados brincavam juntos depois de tocar. No ano seguinte fez uma bem sucedida turnê pela Austrália e Nova Zelândia, junto com seus admiradores norte americanos, os Beach Boys. Depois foi a vez dos britânicos Rolling Stones viajarem com Roy, também “tirando uma casquinha” de dividir o palco com seu heroi.

De volta aos EUA, Roy começou uma parceria com Bill Dees que resultou em outro clássico, It’s Over que chegou ao número 1 nas paradas britânicas. Certa feita, enquanto Roy e Bill pensavam em compor algo, Claudette avisou que estava indo para Nashville, no que o marido perguntou se ela tinha algum dinheiro. Dees emendou: “uma mulher bonita não precisa de nenhum dinheiro” Quarenta minutos depois, estava pronto um dos maiores clássicos do Rock: Oh Pretty Woman!, com o famoso rosnado brincalhão que Roy tirou de um filme de Bob Hope. Resultado: primeiríssimo lugar nas paradas dos dois lados do Atlântico. Infelizmente, na vida pessoal de Roy as coisas começaram a azedar, pois descobriu que Claudette o traía. Os dois se divorciaram no fim do ano.

Em 1965, saiu o derradeiro álbum de Roy pela Monument, Orbisongs, onde figurava o grande hit do ano anterior, citado acima, Goodnight, I’d Be a Legend In My Time (de Don Gibson) e Let the Good Times Roll (Leonard Lee). Terminou sua parceria de quase cinco anos com a gravadora e ele assinou com a MGM, onde além de discos, também participaria de produções televisivas e cinematográficas. Nesse ano, Roy voltou à Grã Bretanha para mais uma turnê e acabou quebrando o pé num acidente de moto. Aliás, ele sempre foi fascinado por carros e motos e graças ao dinheiro que ganhou, comprou vários veículos e criou uma coleção particular. Enquanto se recuperava, recebeu a visita de Claudette que ainda o amava muito e pediu seu perdão. Os dois se acertaram e casaram de novo. Claudette também nutria a mesma paixão de Roy por motos. Aí nasceu o terceiro filho, Wesley Orbison.

Em 1966, Roy lançou o álbum The Orbison Way, seu primeiro pela nova gravadora. Diferente dos anteriores, nenhuma música chegou aos charts, embora fossem muito boas. Destaque para It Ain’t no Big Thing, This Is My Land, Maybe e Breakin’ Up is Breakin’ My Heart, entre outras. Esse ano marcou também uma grande tragédia na vida de Roy. Enquanto ele andava de moto com Claudette numa estrada, ela caiu da garupa e foi atropelada or um trailer, tendo morte instantânea. A perda da mulher de sua vida fez Roy se atirar no trabalho de forma intensa. Gravou o álbum The Classic Roy Orbison, que tinha músicas como You’ll Never Be Sixteen Again (uma pungente homenagem á sua amada), Growing Up, Pantomime e Just Another Name For Rock And Roll.

 Em 1967, ele trabalhou como ator em seu primeiro filme, The Fastest Guitar Alive, onde também colaborou com a trilha sonora. O filme contava a estória de um espião (Orbison) na época da Guerra da Secessão que tinha uma guitarra que virava uma espingarda. Além do trabalho no filme, ele também gravou um álbum com composições de Don Gibson (Roy Orbison Sings Don Gibson). Destacam-se, entre muitas músicas, (I’d Be) A Legend In My Time, (Yes) I’m Hurting, Far, Far Away e The Same Street.

Conclui no próximo post

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Arquivado em Aniversariantes, Biografias, Lendas do Rock, Música, Rock and Roll, The Beatles

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