Deep Purple, parte 1: Roundabout

Foi com muito pesar que recebi a a notícia da morte de Jon Lord, tecladista e compositor do Deep Purple, uma grande banda que ultrapassou os 40 anos de existência, definindo o hard Rock que tomaria conta do planeta nas décadas seguintes. Não é por acaso que eles são considerados um dos pilares da Santa Trindade do Metal. Começa aqui a biografia do Deep Purple.

Tudo começou em 1967, quando Chris Curtis (nascido Christopher Crummy no dia 26 de agosto de 1941 em Oldham, Lancashire, Inglaterra), ex-baterista dos Searchers, uma das mais conhecidas bandas da cena do Mersey Beat em Liverpool, teve uma grande ideia para um projeto: Roundabout, uma superbanda onde haveria um rodízio de músicos em torno dele, como se fosse uma rotatória musical [N. Ed. em algumas traduções é carrossel]. Entrou em contato com o produtor Tony Edwards (1932-2010) que gostou da proposta. Para financiar a empreitada, Edwards contou com seus sócios John Coletta e Ron Hire, com quem tinha a firma HEC Enterprises.

O primeiro músico a ser contatado foi o tecladista Jon Lord (nascido Jonathan Douglas Lord no dia 9 de junho de 1941 em Leicester, Inglaterra), que havia feito nome na cena londrina tocando com a banda The Artwoods (que tinha como vocalista Art Wood, irmão do futuro guitarrista dos Rolling Stones Ronnie Wood) e também em estúdio (ele foi creditado como músico de apoio no clássico You Really Got Me dos Kinks, embora ainda haja um agrande controvérsia quanto a isso). Quando a banda quis mudar o nome para Saint Valentine’s Day Massacre, aproveitando a onda de filmes de gângster que se alastrou pela Inglaterra, somando-se o fato de que o disco da [nova] banda tinha sido um grande fracasso comercial, Jon Lord saiu e formou a banda de curta duração Santa Barbara Machine Head, que contava com o jovem Ronnie Wood na guitarra. Nesse ínterim, Lord foi recrutado pelos Flowerpot Men para uma série de shows, mas o emprego teve duração efêmera.

Lord dividia um apartamento com Curtis nessa época e durante uma festa, o batera contou sobre o projeto e apresentou Tony Edwards a ele. Lord achou interessante a proposta e fechou com o Roundabout. Para fechar a formação (bateria+teclados+guitarra), Jon sugeriu que chamassem o jovem guitarrista Ritchie Blackmore (nascido Richard Hughes Blackmore no dia 14 de abril de 1945 em Weston-super-Mare, Somerset, Inglaterra). Ele já tinha estabelecido fama como excelente músico de estúdio, além de ter tocado nas bandas The Outlaws, Screamin’ Lord Sutch & The Savages e Neil Christian’s Crusaders. Naquele momento, ele estava morando em Hamburgo, Alemanha com a namorada e foi persuadido a abraçar o projeto.

Quando estava tudo pronto para o début do Roundabout, a surpresa: Chris Curtis havia desaparecido! Talvez tenha desistido em favor de seu notório espírito errático. Num primeiro momento, pensaram em cancelar tudo, mas Edwards, Lord e Blackmore decidiram abandonar o conceito inicial de rodízio e formar uma banda convencional. Para o baixo, Lord chamou seu velho amigo e ex-colega de Flowerpot Men Nick Simper (nascido Nicholas John Simper no dia 3 de novembro de 1945 em Norwood Green, Southall, Middlesex, Inglaterra), que havia tocado na última formação da lendária banda Johnny Kidd & The Pirates, que acabou após a morte trágica de seu vocalista num acidente de carro. Depois disso, Simper foi tocar nos Flowerpot Men, onde reencontrou o amigo Lord. Também chegou a tocar na banda de Screamin’ Lord Sutch, onde conheceu Blackmore. Para os vocais, chamaram para um teste o cantor Rod Evans (nascido Roderick Evans no dia 19 de janeiro de 1947 em Slough, Berkshire, Inglaterra), que era vocalista da banda The Maze. Evans, acabou levando consigo o amigo e colega de banda Ian Paice (nascido Ian Anderson Paice no dia 29 de junho de 1948 em Nottingham, Inglaterra), onde tocava bateria. A princípio, Paice foi para dar apoio moral a Evans, mas acabou fazendo um teste também. Resultado: os dois abocanharam as vagas finais da banda.

O batera Chris Curtis: idealizador do Roundabout

Continua no próximo post

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