Deep Purple, parte 4: continua a saga da Mark II

O Deep Purple começou a mudar de cara em meados de 1969, quando assistiram a um show da banda Episode Six e gostaram da performance do vocalista Ian Gillan, chamando-o para um teste. O cantor levou o colega de banda, o baixista Roger Glover, que acabou sendo admitido como novo baixista da banda. Depois de ensaiarem com os novos membros paralelamente a shows da formação anterior, Rod Evans e Nick Simper foram dispensados. Começava assim, a formação clássica do Deep Purple, a Mark II. Uma das principais novidades desse line up era o acordo de cavalheiros que eles tinham ao compor material da banda, onde todos eles seriam creditados como autores, independente de quem tivesse criado alguma coisa. O som da banda ficou bem pesado, ao gosto de Blackmorte e Lord.

Em abril de 1970 foi lançado o álbum In Rock, disco cuja capa era inspirada no famoso monumento dos EUA, o Monte Rushmore, com rostos de presidentes norte americanos esculpidos. Isso era uma homenagem aos fãs dos EUA pelas altas vendagens dos primeiros discos da banda. Foi o primeiro trabalho da banda com o produtor Martin Birch uma espécie de 6º membro do Purple nos discos dos anos 70. O disco foi apresentado ao público britânico, faixa a faixa, num programa da BBC de Londres. Além das músicas do set list do disco, eles puderam ouvir coisas inéditas que não estavam no álbum como Jam Stew e Kneel and Pray, uma versão mais primitiva do clássico Speed King. Este foi o primeiro disco da banda a agradar os ingleses, tendo chegado ao 4º lugar nas paradas do Reino Unido. Também fez um grande sucesso na Alemanha e na Austrália.

Em março de 1971, Jon Lord começou a gravar um disco solo, Gemini Suite, calcado no Concerto For Group and Orchestra, gravado quase dois anos antes. Contou com a produção de Martin Birch e com a participação dos colegas de Purple Roger Glover e Ian Paice, além de Albert Lee (guitarra), Yvonne Elliman e Tony Ashton (vocais). Em setembro, veio o álbum Fireball, o primeiro disco do Deep Purple a chegar ao topo das paradas britânicas, muito embora tenha saído primeiro dos EUA e Canadá. Vários clássicos da banda estão presentes: a faixa título (que foi lançada também em single), Strange Kind of Woman (que saiu apenas na versão americana e em single no reino Unido), Demons’s Eye (que saiu na versão britânica e como lado B de Fireball), No, No, No; Anyone’s Daughter e The Mule.

Seguiu-se então uma grande turnê que mostrava a banda mais madura e entrosada. Foi nesses shows que começaram os lendários duelos da voz de Gillan com o solo da guitarra de Blackmore. Certa feita, um jornalista perguntou a Gillan como era o processo de composição das músicas do Purple e a resposta foi a execução primitiva de um futuro clássico da banda: Highway Star. Durante um programa de TV na Alemanha, a banda tocou a música, ainda sem uma letra definida onde Gillan falava coisas sobre Mickey Mouse e Steve McQueen.

O próximo passo da experimentação do Purple era a gravação, em estúdio, de um álbum nas mesmas condições de uma performance ao vivo. Em dezembro de 1971, eles viajaram para a Suiça, onde acharam o local perfeito para o projeto, o cassino de Montreaux, onde acontecia um famoso festival de música. Eles foram conferir os shows que aconteciam na ocasião e usariam o teatro após a apresentação de Frank Zappa & The Mothers of Invention, que fecharia a temporada. Só que aconteceu um incêndio e tiveram que cancelar o início dos trabalhos. Estava em gestação o clássico máximo da história da banda, o álbum Machine Head.

In Rock: verdadeiro clássico do Purple

Continua no próximo post

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