Deep Purple, parte 6: os primeiros passos da Mark III

Em 1972, o álbum Machine Head alçou o Deep Purple à condição de superstars do Rock. Só que por conta das estressantes viagens e intensos compromissos, a banda começou a ficar cansada. Depois da gravação do álbum Who Do We Think We Are, Ian Gillan e Roger Glover decidiram deixar a banda para descansar e Jon Lord, então líder do Purple ficou num impasse. Seria a hora de dar um fim honroso à banda, depois de tantos êxitos? O empresário Tony Edwards e seus sócios da HEC Enterprises persuadiram o tecladista a mudar de ideia. Começou assim uma busca aos subsitututos às vagas de vocalista e baixista.

O primeiro a ser recrutado foi Glenn Hughes (nascido no dia 21 de agosto de 1952 em Cannock, Staffordshire, Inglaterra), que tocava baixo e cantava na banda Trapeze. Essa dupla habilidade do músico deixou Lord e Blackmore empolgados e resolveria o preenchimento das vagas, mas isso significaria converter a banda num quarteto, o que estava fora de cogitação. A busca por um substituto a Gillan continuaram. O primeiro sondado foi Paul Rodgers, que tinha despontado para a fama no fenomenal Free. Ele chegou a fazer um teste, mas ficou de dar uma resposta ao Purple, que acabou sendo negativa. Ele preferiu dar uma nova chance à sua banda, que encerrou as atividades em definitivo naquele mesmo ano e Rodgers acabou formando o Bad Company.

Os empresários do Purple continuavam a receber material de candidatos a cantor da banda. Nesse meio tempo, Blackmore e Hughes começaram se conhecer musicalmente e compuseram juntos o que viria a ser o clássico Mistreated. Eles estavam quase esgotando as possibilidades e num dia de agosto de 1973, depois de muitas audições recusadas e todo mundo cansado e querendo ir pra casa, aparece um sujeito gordinho e cheio de espinhas, que a princípio havia sido subestimado pela sua forma física.

David Coverdale (nascido no dia 22 de setembro de 1951 em Saltburn-by-the-sea, Inglaterra) era vocalista da banda The Government, que abriu um show da Mark II em seus primórdios. Viu um anúncio do Purple na Melody Maker e mandou seu material. Depois de seis horas tocando clássicos da banda, além de covers como Long Tall Sally (Little Richard) e Yesterday (Beatles), ele agradou ao exigente Blackmore que gostou de sua voz rascante de bluesman. Não teve jeito: tiveram que admirtir o “gordinho” mesmo. Os empresários da banda deram-lhe remédios para afinara a silhueta e ele estava pronto a encarar o posto de frontman do Deep Purple.

Resumo da ópera: em setembro de 1973, o Purple estava completo de novo e a Mark III começava a dar os primeiros passos. Se reuniram para compor no Castelo de Clearwell o material que sairia no próximo disco, que também gravado na unidade móvel de gravação dos Stones em novembro de 1973. No mês seguinte, a Mark III fez seu début num show na Dinamarca. Embora não fosse tão pesada quando a formação predecessora, o line up dexiou sua marca em sons regados a um temepro bem funky, aceito por Blackmore muito a contragosto. Diferente da Mark II, a assinatura da composição das músicas ficava a cargo de quem as compunha mesmo.

Em fevereiro de 1974, foi lançado Burn, o primeiro álbum da Mark III recheado de clássicos da lavra Blackmore, Coverdale, Lord, Hughes, Paice como a faixa-título, Lay Down Stay Down, Might Just Take Your Life, Sail Away e You Fool No One, além do maravilhoso som Mistreated (Blackmore, Coverdale), onde o vocalista mostra todo o seu talento e a instrumental A 200 (Blackmore, Lord, Paice). A música Coronaria’s Redig (Blackmore, Lord, Paice) também fez parte das sessões e ficou de fora, sendo lançada como lado B do single de Might Just Take Your Life. O bom e velho Martin Birch marcou presença como produtor.

Mark III em ação

Continua no próximo post

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