Deep Purple, parte 9: o hiato

Após oito anos de sua concepção, o Deep Purple chegou ao fim de forma melancólica após um show no Liverpool Empire, depois de ter passado por inúmeras modificações no decorrer dos anos. Mas o que aconteceu com os músicos que fizeram história na banda? Essa pergunta vai ser respondida no decorrer do texto abaixo.

Em 1969, após ser dispensado, Rod Evans fez parte da banda Captain Beyond junto com Rhino Reinhardt (guitarra) e Lee Dorman (ambos ex-Iron Butterfly, embora tenham tocado em formações diferentes) e o batera Bobby Caldwell (ex-Johnny Winter Band). Depois de dois discos, Evans saiu e deixou o show business em 1980 para ser terapeuta pneumológico. Nessa época, empresários desonestos o contataram para que ele fizesse parte de uma formação fake do Deep Purple, que contava com ele nos vocais e os desconhecidos músicos de estúdio Tony Flynn (guitarra), Tom de Rivera (baixo), Geoff Emery (keyboards), and Dick Jurgens III (drums), filho do famoso big band leader Dick Henrey Jurgens, todos com alguma semelhança física com com os membros do Purple. Muitos dos shows acabaram em rumultos homéricos quando o público descobriu que estava sendo engabelado pelos farsantes. Evans foi processado pelos empresários do Purple e teve que desembolsar mais de US$ 600.000 além de ter perdido o direito aos royalties dos discos da Mark I.

Nick Simper, que foi despedido para que Roger Glover entrasse, trabalhou com a cantora Marsha Hunt e formou sua própria banda Warhorse, que contava com Ron Hire (da HEC Enterprises, produtora do Purple) como manager e gravou dois álbuns pela Vertigo Records. Pariticpou de um álbum ao vivo de Screamin’ Lord Sutch, contando com o batera do The Who, Keith Moon tendo reencontrado o ex-colega de Purple, Ritchie Blackmore e eles tocaram juntos, sem ressentimentos. Participou ainda do tributo aos 10 anos da morte do amigo Johnny Kidd, com quem tocou nos anos 60. Findo o contrato com Hire, Simper ainda tocou com aa bandas Fandango, Flying Fox (com o batera original dos Rolling Stones, Carlo Little), Quartemass (com Mick Underwood, que tocou com Ian Gillan no Episode Six e Gillan) e Good Old Boys até se firmar com a banda de apoio The Nasty Habits (sua banda atual), que fez um brilhante show com músicas da primeira formação do Deep Purple, que até hoje percorre os EUA e o Reino Unido.

Ian Gillan, após sua saída do Purple em 1973, curtiu umas merecidas férias e depois tentou emplacar como empresário no ramo de venda de motos e depois na hotelaria. Decidiu parar de “tapar o sol com a peneira” e fez uma participação na Ópera Rock The Butterfly Ball – um projeto teatral e musical que contava com a produção do ex-colega de Gillan no Episode Six e Deep Purple, Roger Glover – ao substituir o então vocalista do Rainbow, Ronnie James Dio. [Curiosamente, o espetáculo já havia contado com David Coverdale e Glenn Hughes, então membros da Mark II]. Após a calorosa acolhida do púlbico que alaudiu de pé sua performance, nosso heroi decidiu voltar, qual filho pródigo à música, formando a Ian Gillan Band. Depois de quatro álbuns, a banda acabou em 1978 e no Natal daquele ano, o vocalista foi chamado pelo ex-colega Blackmore para integrar o Rainbow. Gillan recusou o convite, mas teve a honra de contar com Blackmore numa jam em um show de Natal. Formou, então a banda simplesmente chamada Gillan, que contou com seu amigo e ex-batera da Episode Six, Mick Underwood. Depois de seis discos lançados até 1982, Gillan anunciou que estava se retirando da música novamente para tratamento de suas cordas vocais. Depois de um ano, voltou à ativa, cantando no Black Sabbath, com quem gravou o álbum Born Again.

Roger Glover saiu da banda e foi trabalhar como produtor na gravadora Purple Records, além de ser o contato de todos os integrantes e ex-integrantes que fizeram parte da depois gigantesca árvore genealógica do Deep Purple. Como produtor, ele conseguiu uma enorme repustação, tendo trabalhado com Elf (a banda que acabou se tornando o Rainbow), Judas Priest, Nazareth, Ian Gillan Band e até David Coverdale. Com o ex-vocalista da Mark III, Roger Glover tocou baixo no Whitesnake em 1976/77. Produziu seus dois álbuns solo The Butterfly Ball (baseado na já citada Ópera Rock) e Elements. Em 1979, voltou a tocar baixo no Rainbow, banda do amigo Ritchie Blackmore. Por pouco a banda não contou com um terço da Mark II. Glover ainda produziu em 1983 seu terceiro trabalho solo, Masks.

Blackmore, como já citado, formou o Rainbow em 1975, banda cujas fileiras contaram com músicos tarimbados do Heavy Metal como Ronnie James Dio, Joe Lynn-Turner (vocais), Roger Glover (baixo) e Cozy Powell (bateria).

David Coverdale formou a David Coverdale Band em 1976, depois dos seus bem dois bem sucedidos álbuns solo David Coverdale’s White Snake e Northwinds, onde reuniu a nata de músicos competentes, muitos com ligações com o Deep Purple, como o guitarrista Mel Galley (ex-Trapeze), seus ex-colegas de Purple Jon Lord e Ian Paice (conseguindo ter um terço da mark III numa formação) e até o ex-Purple Mark II Roger Glover particpou nos primórdios. Além disso, comprou uma briga ainda maior com Blackmore ao chamar o batera Cozy Powell para a banda. A partir do terceiro disco, a banda foi batizada Whitesnake, grande sucesso das FM’s nos anos 80 e 90.

Com dito na capítulo anterior, Glen Hughes teve diversos problemas com drogas e tentou em vão retornar ao Trapeze com o amigo Mel Galley. Depois de se desintoxicar fez parte do projeto Phenomena II e integrou o Black Sabbath no albun Seventh Star, antes de cair nas drogas novamente.

Jon Lord e Ian Paice mantiveram a parceria no projeto Ashton, Lord & Paice e no Whitesnake, do ex-colega de Mark III David Coverdale, embora o batera tenha trabalhado com a banda de Gary Moore após sua saída da banda de Coverdale.

Após o fim em 1976, os membros do Purple abraçaram outros projetos

Continua no próximo post

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Arquivado em Biografias, Deep Purple, Música, Mestres do Metal, Rock and Roll

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