Deep Purple, epílogo: a atualidade

Em 2002, depois de 34 anos de existência, o Deep Purple viu partir seu tecladista Jon Lord, um dos arquitetos da rotatória (Roundabout) e o músico que esteve presente em todas formações da banda até aquele ano. Não se demitiu e nem foi demitido. Simplesmente, se aposentou para curtir um merecido descanso. Don Airey, substituto de Lord, um tarimbado músico foi bem acolhido como novo membro da nau púrpura. O fato de ter tocado em duas bandas formadas a partir de dissidências do Purple (Rainbow e Whitesnake) são credenciais para fazer parte da banda. É como se um círculo estivesse se fechando.

Em outubro de 2003 foi lançado Bananas, o álbum de estréia da Mark VIII. Pela primeira vez em sua história, o Deep Purple conta com músicos adicionais em algumas faixas de um disco. São eles: Paul Buckmaster (arranjo de cordas e violoncelo), Beth Hart (vocais de apoio) e Michael Bradford (guitarra), que também compôs algumas músicas junto com a banda. As músicas são assinadas em sua maioria pelo quinteto Gillan, Glover, Morse, Paice & Airey e os destaques são: House of Pain (Gillan, Bradford), Sun Goes Down, Haunted, Picture of Innocence (Gillan, Glover, Lord, Morse & Paice) e Silver Tongue. Seguiu-se mais uma turnê e o Brasil viu o Purple mais uma vez. Nessa volta às terras brasileiras, a banda participou de dois programas da TV Globo, Casseta & Planeta Urgente e Programa do Jô.

Em novembro de 2005, saiu Rapture of the Deep, o último álbum da banda até o momento. Os destaques são a faixa título, Money Talks, Don’t Let Go, Back to Back e Junkyard Blues. Teve um bom desempenho e boa recepção de público e crítica. Veio uma nova turnê mundial que durou uns três anos e o Brasil estava na fita de novo. Corrigindo o erro cometido 20 anos antes ao não participar do Live Aid, o Purple foi uma das atrações do Live 8, um evento promovido pelos mesmos organizadores. Um ano depois, Rapture foi relançado com um CD bônus contendo faixas ao vivo gravadas no Hard Rock Cafe em Londres. De 2006 a 2011, o Purple tem feito turnês como a comemorativa pelos 40 anos de história da banda em 2009, ano em que o bom e velho Jon Lord apresentou o Concerto for Group and Orchestra em sua totalidade na Virada Cultural e eu estuve lá para conferir. Foi o único membro do Purple que vi de perto. Em novembro de 2010, faleceu o incansável empresário e amigo da banda, Tony Edwards, aos 78 anos, que comprou a ideia do Roundabout em 1967 e representou a banda até 1976 .

Em 2011 e 2012, o Purple esteve a todo vapor. No início do ano passado, Glenn Hughes e David Coverdale cogitaram o ressurgimento da Mark III para um evento beneficente. O Brasil recebeu Gillan & Cia. novamente na The Songs That Built Rock Tour. Um novo álbum de estúdio estava sendo cogitado para este ano. Porém, os músicos do Purple e os fãs em geral foram abalados pela notícia da morte do genial tecladista Jon Lord em 16 de julho de 2012. Acabou-se a esperança de ver qualquer uma das formações anteriores do Purple completas .

Cada um dos participantes da rotatória musical tomou seu rumo na vida. Já falei sobre isso nos capítulos ateriores, mas vale a apenas dar uma relembrada. Rod Evans foi punido judicialmente pelo envolvimento no lamentável episódio do Fake Purple os anos 80; Nick Simper tem tocado com sua banda o repertório que consagrou a Mark I; David Coverdale tem mantido o Whitesnake com diversas formações, fez uma bela parceria com Jimmy Page no projeto Coverdale/Page; Glenn Hughes enfim venceu seu vício e se tornou evangélico; Blackmore em sua segunda saída do Purple reformou o Rainbow, decretou seu fim e agora está por aí com sua ótima banda Blackmore’s Night que formou em 1997 junto com a esposa Candice Night; Joe Lynn Turner trabalhou com Glenn Hughes no projeto HTP (Hughes Turner Project); Ian Paice aproveitou uma folguinha no Purple para tocar com ex- Beatle Paul McCartney e o ex-Pink Floyd David Gilmour no disco de paul Run Devil Run e num memorável show no Cavern Club.

Em cerca de 44 anos de história, o Purple acabou se tornando o Roundabout pensado por Chris Curtis em 1967. Foi um entra-e-sai incessante de músicos em torno do baterista, Ian Paice.Com isso, o batera do Purple fica sendo o único membro da banda a ter participado de todas as oito formações do Purple. Enquanto seus músicos tiverem esse prazer em dividir com o público sua musicalidade e sua energia, a banda nunca vai acabar. Agora é aguardar os próximos capítulos desta Purple Saga.

Mark VIII: a encarnação recente do Deep Purple

Fonte:

Wikipedia

Deep Purple Apreciation Society

Agradecimentos:

aos meus amigos e ex-colegas de Past Masters e Purplefans fieis Amaury Silva, Rodolfo Carvalho, Ivan Costadelli, Vagner Alves e também ao blog Purpendicular

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Arquivado em Biografias, Deep Purple, Música, Mestres do Metal, Rock and Roll

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