Deep Purple, parte 12: Marks VI e VII e a saída de Jon Lord

Os anos 90 começaram turbulentos para o Purple. Ian Gillan tinha sido despedido em 1989 após constantes embates criativos e pessoais com Ritchie Blackmore, então o líder da banda. Joe Lynn-Turner (ex-Rainbow) foi o escolhido para ser o novo vocalista, fazendo surgir a Mark V. Gravaram um disco, Slaves and Masters, considerado fraco, fizeram uma turnê bem sucedida (que trouxe o Deep Purple pela primeira vez ao Brasil) e um terço da banda (Lord, Glover & Paice), com o apoio da Purple Records colocou Blackmore na parede pedindo a volta de Gillan. Após entendimentos o vocalista da formação clássica voltou e eles gravaram o álbum The Battle Rages On. Blackmore, inconformado com a nova direção musical, se demite.

No fim de 1993, a banda decide chamar para a turnê do Japão o guitarrista virtuoso Joe Satriani, que estava fazendo muito sucesso na cena roqueira com muitos trabalhos instrumentais como o consagrado álbum Surfin’ with the Alien. Satriani também participa de alguns shows em 1994 e é convidado oficialmente a fazer parte do Deep Purple. Satch decline em favor da carreira solo e de um vantajoso contrato com a Sony Music. Seus dias como guitarrista do Purple não conheceram sessões de estúdio e só podem ser encontrados em bootlegs da banda. Mesmo assim, fez acontecer a Mark VI.

Para ocupar a vaga deixada por Blackmore, a banda fechou com o guitarrista Steve Morse (nascido Steven J. Morse no dia 28 de julho em Hamilton, Ohio, EUA), o quarto norte americano a fazer parte do Purple. Steve tinha participado dos Dixie Gregs, Steve Morse Band e Kansas, todas elas com discos gravados. A chegada de Morse veio revitalizar o som do Purple, apesar de muitos Blackmoremaníacos torcerem o nariz para sua atuação. Algo a se elogiar nele é seu bom humor, sua coragem de dar a cara pra bater e não entrar numas de Tommy Bolin (substituto de Blackmore nos anos 70 que se sentia estigmatizado pela sombra de seu predecessor).

Após um lapso de três anos, em 1996, o Purple voltou ao estúdio, contando com sua Mark VII e gravou o álbum Purpendicular (um trocadilho com a palavra “perpendicular, num ângulo reto”), produzido pela própria banda e que contou com uma praxe comum na Mark II, os cinco membros assinaram como coautores das canções. Sendo assim, os destaques do disco são as músicas Vavoom: Ted The Mechanic, The Aviator, Hey Cisco e Purpendicular Waltz. Entre 1996 e 1997, nova turnê mundial, com o Brasil na rota (foram muitos shows em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre e outras cidades paulistas como Santos, Santo André e Vinhedo). O Brasil entrou efetivamente na lista de países que recebem turnês da banda.

Em 1998, saiu o álbum Abandon (outro trocadilho com A Band On ou “banda ligada”), com destaque para Any Fool Kno That, Seventh Heaven e Watchin’ the Sky, além de uma releitura de um clássico da Mark II, Bludsucker (baseada em Bloodsucker de Blackmore, Gillan, Glover, Lord & Paice). Veio outra turnê mundial muito bem sucedida. No ano seguinte, Jon Lord conseguiu, com a ajuda de um fã holandês do Purple, o compositor e musicologista Marco De Goeij, recriar o Concerto For Group and Orchestra, cuja partitura original havia desaparecido em 1970. Pronta, depois de um meticuloso trabalho, a nova versão foi executada no Royal Albert Hall junto com a Orquestra Sinfônica de Londres, sob regência de Paul Mann, marcando o trigésimo aniversário da obra. Fizeram ainda dois concertos no Japão e um no Brasil (junto com a nossa Orquestra Jazz Sinfônica) em 2000 (Via Funchal em São Paulo em 7 e 9 de setembro daquele ano), que contou com a participação especialíssima de Ronnie James Dio. Este foi o último trabalho de Jon Lord com o Deep Purple.

Chegou o século XXI e o Purple viu, novamente, uma era chegar ao fim. Em 2002, Jon Lord decidiu se aposentar das turnês e sair do Purple. Para seu lugar, a banda chamou o competente e veterano tecladista Don Airey (nascido Donald Airey no dia 21 de junho de 1948 em Sunderland, Inglaterra), um velho conhecido da banda, que já havia subsituído Lord que ando ele machucou o joelho e 2001. Além de ter tocado no Rainbow e no Whitesnake, spin offs do Purple te no currículo trabalhos com Black Sabbath, Electric Light Orchestra, Wishbone Ash, Ozzy Osbourne, Michael Schenker Group, Judas Priest e Gary Moore. Airey chegou com as bênçãos de seu predecessor, amigo de longa data. Começava no Purple a Mark VIII

Mark VI: o simpático Joe Satriani posa ao lado do Purple

Conclui no próximo post

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