Grandes Nomes do Rock: The Who, parte 2

Roger Daltrey tinha formado em 1961, The Detours junto com Colin Dawson (vocais) e Doug Sandom (bateria), onde tocava guitarra líder. Ao ver o baixista John Entwistle na rua, convidou-o a integrar a banda. Este por sua vez, chamou para a guitarra rítmica o colega de escola e amigo Pete Townshend, com quem tinha formado o duo de Trad Jazz The Confederates. Townshend só aceitou entrar para os Detours ao ver os amplificadores Vox que eles tinham. Daltrey acabou assumindo os vocais ao ver um show de Johnny Kidd & The Pirates e a banda virou um quarteto, sendo Pete promovido à guitarra líder. Ao descobrir que já tinha uma banda com o mesmo nome, decdiriam mudar para The Who, sugerido por Richard Barnes, um colega de Townshend. Com a saída de Sandom e a entrada do jovem Keith Moon em seu lugar, o line up se estabilizou.

Em abril de 1964, o publicitário Peter Meaden se tornou empresário deles e começou a vender a imagem da banda aos Mods, uma tribo urbana londrina formada por jovens da classe média, que tinha como gosto musical o R&B, o Jazz e o Soul da emergente gravadora norte americana Motown e que rivalizavam com os Rockers. Meaden sugeriu que a banda mudasse o nome para The High Numbers e eles lançaram um single, Zoot Suit/I’m The Face, que foi muito mal em vendas e não chegou aos charts britânicos. Por causa desse fracasso, Meaden foi demitido e a banda voltou a se chamar The Who. Kit Lampert e Chris Stamp se tornaram empresários da banda, eles assumiram o slogan Maximum R&B e em pouco tempo o The Who se converteu em darling dos Mods.

A fama de destruidores de instrumentos começou em setembro daquele ano, quando eles estavam tocando num local chamado Railroad Tavern, onde o palco ficava mais alto que a pista de dança. Durante um número, a guitarra de Pete bateu no teto e o músico, irritado com as risadas da platéia arrebentou o instrumento, que ficou em pedaços, trocando de guitarra. Aquilo deixou a plateia petrificada e o público começou a crescer. Todo mundo queria ver o doido que quebrava guitarras. Pete se recusou a destruir novamente outra guitarra, só que o batera Keith Moon não se fez de rogado e mandou seu kit de bateria pros ares.Como muita gente pensou que aquilo era um um mis en scene da banda, a lenda começou a correr de boca em boca e todo mundo queria conhecer o The Who, aumentando seu séquito de fãs. Isso acabou se toando uma marca registrada nas apresentações ao vivo do The Who.

Em 1965, saiu o primeiro compacto do The Who, I Can’ t Explain/Bald Headed Woman, seguido por Anyway, Anyhow, Anywhere/Daddy Rolling Stone (o lado B nos EUA foi Anytime You Want Me). Curiosidade: Anyway é a única música composta por Townshend e Daltrey, uma vez que as composiçoes do guitarrista dominavam o repertório, junto com músicas que Daltrey e Entwsistle compunham sozinhos. Nesse mesmo ano, saiu o primeiríssimo álbum da banda pela Brunswick Records, My Generation (lançado nos EUA pela Decca Records como The Who Sings My Generation), cuja canção título se converteu em um dos maiores hinos do Rock and Roll, com sua letra rebelde e desafiadora. Uma coisa interessante em My Generation é que ela apresenta um dos primeiros solos de baixo da história. O jeito como Roger canta gaguejado se deve ao frio intenso que estava no estúdio no dia da gravação. A banda gostou do resultado final e manteve assim.

Além dela, destacam-se no álbum The Kids Are Alright, os covers de James Brown I Don’t Mind e Please, Please Please, o cover de Bo Diddley I’m A Man e uma composição instrumental de Townshend, Moon, Entwistle e o pianista Nicky Hopkins chamada The Ox [isto é O Boi], uma alusão ao apelido do baixista. O single de My Generation, com Shout and Shimmy (James Brown) como lado B (nos EUA, Out in the Street) chegou ao segundo lugar nos charts ingleses (74 no Hot 100 norte americano).

Em 1966, veio o segundo álbum da banda, The Quick One, que gerou controvérisias com a gravadora Decca Records, responsável pelo disco nos EUA por causa da conotação sexual do título, lançando-o com o nome Happy Jack. Além do álbum, saíram os singles Substitute, uma composição de Townshend que se converetu em outro clássico da banda, com Circles como lado B (nos EUA foi Waltz for a Pig) além de I’m a Boy (outro clássico)/In the City.

O primeiríssimo disco do The Who (versão britãnica)

Continua no próximo post

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