Grandes Nomes do Rock: The Who, parte 4

Depois de um primeiro álbum de muito sucesso lançado em 1965, My Generation, cuja música título se converteu num hino do Rock, O The Who começou a trabalhar com experimentalismos a partir do álbum A Quick One (1966), seguido por The Who Sell Out (1967), seu primeiro álbum conceitual. Inspirado nos conceitos transcedentais aprendidos com o guru de Peter, Meher Baba, a partir de 1968, a bada começou a preparar novo material que acabou se tornando a estréia do conceito de Ópera Rock, Tommy, que conta a história de um garoto cego que se torna um líder messiânico. O álbum gerou dois singles de sucesso, Pinball Wizard/Dog’s, part 2 e I’m Free/We’re Not Gonna Take It.

Na esteira do sucesso de Tommy, outras bandas britânicas tratarm de criar suas próprias óperas rock. Foi o caso de The Pretty Things com S.F. Sorrow e The Kinks com Arthur. Além do grande álbum e das apresentações teatrais de Tommy, o The Who fez uma apresentação antológica no Festival Woodstock ao lado de Jimi Hendrix, Janis Joplin, Joe Cocker, Crosby, Stills & Nash, Santana e outros. Diurante o show da banda aconteceu algo inusitado. O líder Yippie Abie Hoffman sentou-se no palco sob efeito de LSD. Num dado momento, levantou-se, pegou o microfone e começou a protestar contra a prisão de John Sinclair, sentenciado a 10 anos de cadeira por posse de maconha ao ser apanhado por um policial disfarçado. Pete, fulo da vida, ebravejou com Hoffman: – “Cai fora da p* do meu palco!” Deu-lhe uma guitarrada e o sujeito sumiu na multidão.

No início de 1970, o The Who participou de um especial da BBC que vislumbrava a cena roqueira dos anos 60 chamado Pop Goes the 60’s, onde tocaram I Can See For Miles. Em fevereiro, lançaram Live at Leeds, considerado um dos melhores álbuns ao vivo de todos os tempos. No dicso, destacam-se os covers Shakin’ All Over (Johnny Kidd & The Pirates), Summertime Blues (Eddie Cochran) e Young Man Blues (Mose Allison), além de uma versão de 14 minutos do eterno clássico My Generation. Lançaram também o single The Seeker/Here for More e fizeram outra de suas performances explosivas no Festival da Ilha de Wight. Tonwnshend começou a elaborar o projeto de uma nova ópera rock com elementos de ficção científica num projeto chamado Lifehouse, que a banda pretendia lançar em formato EP (maxi single) cerca de meia dúzia de músicas gravadas no estúdio caseiro do guitarrista. Percalços de ordem técnica fizeram com que a banda deixasse Lifehouse inacabado, mas aproveiram algun material para a gravação de seu próximo disco.

Em 1971, foi lançado Who’s Next, aproveitando alguns elementos do projeto Lifehouse, que contou a produção de Glys Johns. O disco se converteu no mais aclamado (por fãs e críticos) trabalho em estúdio do The Who, com destaque para as composições de Townshend Baba O’Riley e Won’t Get Fooled Again e uma de John Entwsistle My Wife. O disco contou com as participações especiais de Nicky Hopkin (piano), Al Kooper (órgão) e Leslie West da banda Mountain (guitarra). Chegou ao primeiríssimo lugar nas paradas britânicas e ficou em quarto nas paradas dos EUA. No ano seguinte, fizeram diversos shows e voltaram ao estúdio em maio, para elaborar uma nova ópera rock.

Em 1973, veio ao mundo Quadrophenia, o resultado de tanto trabalho iniciado ainda no ano anterior. Glys Johns produziu algumas músicas. A opera rock conta a história do jovem mod Jimmy e sua luta contra tormentos internos e por um lugar ao sol. Destacam-se as faixas 5:15, Love Reign O’er Me e The Real Me. Num futuro post, eu volto a falar deste álbum, pois merece uma análise faixa a faixa, já que se trata de um mesma história interligada por canções e outtakes compostos para o projeto Lifehouse.

Em 1975, saiu o álbum The Who By Numbers, com muitas composições introspectivas e depressivas de Pete Townshend. Um crítico chegou aider que o disco era como um “blihete de suicídio do guitarrista. Destacam-se músicas como Squeeze Box, Slip Kid e Dreamin’ for the Waist, além da composição de John Entwistle Success Story. O álbum até que foi bem nas paradas ficando no Top 10 norte americano e britânico. Nesse ano foi lançada a versão cinematográfica de Tommy dirigida por Ken Russell, protagonizada por Roger Daltrey (Tommy), que contou com Keith Moon (o infame e sacana Tio Ernie), Tina Turner (Acid Queen), Elton John (Pinball Wizard), Ann-Margret (a mãe de Tommy), Oliver Reed (o amante da mãe de Tommy), Eric Clapton, sacerdote do templo de Marilyn Monroe) e grande elenco.

Desenho da capa de The Who By Numbers por John Entwistle

Continua no próximo post

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