Rock Setentista: Pink Floyd, parte 1

Vamos falar de uma das mais queridas bandas da atualidade, que teve início nos anos 60, flertou com a psicodelia do final daquele década, depois se firmou no Rock Progressivo e inaugurou os grandes e pomposos shows de Rock com direito a fenomenais efeitos visuais e pirotécnicos. Com vocês, Pink Floyd.

Tudo começou no distante ano de 1963, quando os estudantes de arquitetura da London Polytechnic, Roger Waters (nascido George Roger Waters no dia 6 de setembro de 1943 em Surrey, Inglaterra) e Nick Mason (nascido Nicholas Berkeley Mason no dia 27 de janeiro de 1944 em Birmingham, Inglaterra) descobriram ter afinidades musicais. Sendo assim, Waters (guitarra) e Mason (bateria) uniram forças a Clive Meltcalfe (baixo) e os irmãos Keith e Shellagh Noble (vocais) e formaram uma banda, que só foi batizada com a entrrada de um sexto elemento, o guitarrista (depois tecladista) Richard Wright (nascido Richard William Wright no dia 28 de julho de 1943 em Middlesex, Inglaterra). O nome escolhido foi Sigma 6 e eles costumavam ensaiar numa sala de chá próxima à faculdade. O repertório era composto por músicas dos Searchers e algum material que era escrito por um colega de faculdade, Ken Chapman, que fazia as vezes de empresário da banda e contato pata shows. Nessa altura, Shellagh saiu e Juliette Gale entrou.

No ano seguinte, a banda teve vários nomes: The Meggadeaths, The Abdabs, The Screaming Abdabs, Leonard’s Lodgers e Spectrum Five até se firmarem como Tea Set. Noble e Malcalfe saíram para formar sua própria banda e nesse meio tempo, Waters reencontrou seu amigo de infância, o guitarrista Syd Barrett (nascido Roger Keith Barrett no dia 6 de janeiro de 1946 em Cambridge, Inglaterra) e acabou convidando-o para o Tea Set, razão pela qual acabou indo para o baixo. Para o posto de vocalista, o velho amigo de Roger, o guitarrista Bob Klose indicou Chris Dennis. O próprio Klose acabou sendo admitido e a banda passou a ter dois guitarristas.

Em 1965, após terem gravado uma demo, a banda teve três baixas: Chris Dennis saiu para servir à Força Aérea Real, Juliette Gale largou para se casar com o tecladista Wright e Bob Kolse teve que sair por pressão da família que acahava que a música era uma perda de tempo. Nessa altura, reduzidos a um quarteto e contando com Barrett como frontman, eles descobriram outra banda com o mesmo nome. Foi aí que o excêntrico Syd sugeriu o nome The Pink Floyd Sound, nome que lhe veio numa visão. Mais tarde, descobriu-se que o nome era uma citação de dois guitarristas de Blues que influenciaram Barrett, Pink Anderson (1900-1974) e Floyd Council (1911-1976).

Em 1966, após se especializarem em R&B, a banda começou a tocar no circuito underground. Certa feita, tocaram no lendário clube londrino Marquee, onde foram vistos por Peter Jenner, que ficou impressionado com o efeito da guitarra de Barrett com os teclados de Wright..Tornou-se, assim, empresário da banda, junto com Andrew King, seu amigo. Os dois junto com os músicos ficaram sócios na Blackhill Enterprises. Foi sugerido que a banda encurtasse o nome para The Pink Floyd, para ficar mais fácil de recomendá-los aos clubes e aos jornais especializados em música. Graças ás performances e as improvisações de Syd Barrett, a banda começou a chamar atenção no meio alternativo e eles começaram a flertar com as técnicas psicodélicas em voga aquele momento.

Em 1967, Eles foram contatados para participaram de um documentário sobre a cena musical chamado Tonite Let’s All Make Love in London, de Peter Whitehead. Eles foram filmados tocando duas músicas, Interstellar Overdrive e Nick’s Boogie, que não chegaram a aparecer no filme. depois de uma bem sucedida tempotada no UFO Club, a banda começou a aparecer para o mainstream e procurava uma gravadora. A EMI se interessou por eles e então gravaram seu primeiro single, Arnold Layne (lado B, Candy and a Currant Bun), compsição de Syd Barrett que chegou a figurar no Top 20 britânico apesar de seu tema (um travesti que rouba roupas femininas) ser pouco usual na época. A gravação contou com a produção de Norman Smith, que foi engenheiro de som nos discos dos Beatles. Em seguida veio o segundo single, See Emily Play/The Scarecrow (mais duas composições de Syd Barrett,) quee teve uma colocação melhor, ficando em sexto nas paradas britânicas. Aí então, a banda começou a gravar seu primeiro álbum, The Piper at the Gates of Dawn.

Sigma 6: a pré-história do Pink Floyd

Continua no próximo post

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