Rock Setentista:Pink Floyd, parte 2

Em 1963, Roger Waters (guitarra) e seu colega de faculdade Nick Mason (bateria) formaram uma banda que acabou se convertendo num sexteto chamado Sigma 6, com a entrada do tecladista Richard Wright. Após reformulações no nome e na formação, que se estabilizou com a entrada do guitarrista e compositor Syd Barrett, fazendo com que Waters fisse para o baixo, a banda se firmou como um quarteto e mudou definitivamente o nome para The Pink Floyd Sound, que foi encurtado para The Pink Floyd, por sugestão de seus empresários. Em 1967, depois de chamar atenção no underground londrino, a banda começou a fazer presença no mainstream. Com isso, fecharam contrato com a gravadora EMI e forma lançados dois singles Arnold Layne e See Emily Play.

Em agosto de 1967, foi lançado o primeiro álbum da banda The Piper at the Gates of Dawn, com a produção de Norman Smith, o qual teve sessões de gravação no estúdio 1 de Abbey Road. Ao mesmo tempo, no estúdio 2, os Beatles estavam gravando aquela que seria sua grande obra prima Sargeant Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Reza a lenda que Syd Barrett e John Lennon se cruzaram nos arredores e trocaram umas figurinhas cada um sobre o seu trabalho em andamento.

O disco de estreia do Floyd, repleto de composições de Syd Barrett que falavam de duendes, espantalhos e fadas, contava com músicas como Insterstellar Overdrive (composição de Barrett, Waters, Wright e Mason), uma instrumental considerada uma das mais antigas do repertório da banda; The Scarecrow (Barrett), lançada anteriormente como lado B do single See Emily Play, Lucifer Sam e Flaming (Barrett), sendo esta última lançada como single. O disco chegou ao sexto lugar nas paradas britânicas e pôs o Pink Floyd em evidência. O sucesso foi tanto que multidões foram ao UFO Club para ver os shows da banda. Em seguida fizeram uma turnê pelo Reino Unido junto com Jimi Hendrix.

Se por um lado, a banda tinha conseguido se tornar famosa, cheia de hsows e compromissos, por outro, seu líder passava por forte stress e problemas mentais, causados pelo uso de drogas e especialmente LSD. Syd começou a faltar em shows e quando estava no palco, ficava parado, com olhar vítreo e sem brilho, tocando apenas um acorde e desafinando a guitarra aleatoriamente. Em meio às sessões de um um novo álbum, aquilo preocupava muito a banda, que começou a procurar, no início de de 1968, por um segundo guitarrista, para que Barrett se concentrasse mais nos vocais e nas composições. Até o grande Jeff Beck foi considerado para a tarefa.

Foi aí que a banda entrou em contato com um velho amigo de Syd e de Roger, David Gilmour (nascido David Jon Gilmour no dia 6 de março de 1946 em Cambridge, Inglaterra) e que havia ensinado Barrett a tocar guitarra. Gilmout ajudou a contrabalançar as coisas nas sessões de gravação e a ideia inicial de David servir de anteparo a Syd foi abandonada porque Syd começou a ficar cada vez mais imprevisível. Em abril daquele ano, a banda decidiu então dispensá-lo e tornar Gilmour o guitarrista titular. Os empresários da banda preferiram ficar com Barrett, a quem consideravam um gênio e Steve O’Rourke assumiu os negócios do Pink Floyd.

Em junho de 1968, foi lançado o álbum A Saucerful of Secrets, contando com a derradeira participação de Syd Barrett no Pink Floyd, onde ele apareceu em duas faixas do disco. Foi a primeira de muitas capas do Floyd desenvolvidas pela equipe de design gráfico Hipgnosis, uma das marcas registradas da banda. Os destaques do disco são a faixa título (Waters, Gilmour, Mason, Wright), uma bela peça instrumental, Let There Be More Light (Waters), com belo arranjo vocal de Waters, Gilmour e Wright, Corporal Clegg (Waters), uma das únicas músicas do Floyd com seu baterista, Nick Mason, fazendo os vocais principais, Remember a Day (Richard Wright), onde o produtor Norman Smith toca bateria e partocipa dos vocais de apoio e Jugband Blues, a única composição de Barrett no disco, que contou com músicos do Exército da Salvação tocando os metais. Um dia depois do lançamento a banda fez um concerto gratuito em Hyde Park. Em seguida, fizeram uma turnê aos EUA junto com The Who e Soft Machine. A crítica, contudo, foi cruel com o disco, chamando-o de chato e enfadonho.

No ano seguinte, a banda tocou integralmente na trilha sonora do filme More, dirigido por Barbet Schroeder. David Gilmour canta todas as músicas, que em sua maioria foram escritas por Waters, Gilmour, Wright e Mason, salvo uma ou outra composta por um deles. Destaque para Cymbaline e Green is the Colour, duas composições de Waters que fizeram parte do repertório regular da banda.

1968: um raro momento da banda como quinteto

Conitnua no próximo post

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