Rock Setentista: Pink Floyd, finale

Em 1993, após um período de quatro anos sem atividades do Pink Floyd, David Gilmour e Richard Wright tinham voltado às boas e isso rendeu a inspiração para um retorno ao estúdio para um novo trabalho do Pink Floyd. Em 1994, o álbum The Division Bell marcava o retorno do tecladista à condição de membro efetivo da banda, após amargar a década de 80 como mero músico contratado. No ao seguinte, após uma bem sucedida turnê, a banda lançou o duplo ao vivo P.U.L.S.E. e após finalizados os compromissos, houve um novo hiato no Floyd e seus membros passaram a se deidicar a projetos solo.

Em 2005, o velho amigo Bob Geldof, responsável pelo histórico concerto Live Aid chamou a banda para tocar no Live 8. No dia 2 de julho daquele ano, os floydmanáicos foram brindados com a volta da formação clássica do Pink Floyd, ou seja, David Gilmour (guitarra, vocais), Richard Wright (teclados, vocais), Nick Mason (bateria) e Roger Waters (baixo, vocais). Os quatro subiram ao palco do Hyde Park em Londres e mandaram ver em clássicos floydianos como Speak to Me, Breath/Breath (Reprise), Money, Wish You Were Here e Confortably Numb. O momento mais emocionante foi no final. Gilmour deu boa noite à plateia e ia saindo do palco, quando Waters o chamou de volta e os quatro deram uma abraço coletivo, num momento que ficou eternizado para os que tiveram a honra de ver esse show histórico. Buas décadas de conflitos foram encerrados com esse gesto bonito e singelo dessa banda que tem milhões de admiradores.

Desde que tinha saído do Pink Floyd em 1985, Roger Waters lançou o álbum Radio K.A.O.S. (1987), uma Ópera Rock sobre um menino que podia ver através de ondas de rádio. Na verdade, foi sua terceira incursão em trabalhos fora do Floyd. Em 1990 fez o histórico e emblemático concerto The Wall Live in Berlin no mesmo lugar onde um dia foi erigido o infame Muro de Berlim, que havia sido derrubado no ano anterior. Contando com convidados como The Band, Joni Mitchell, Van Morrison, Cindy Lauper, Bryan Adams, Thomas Dolby e outros. Em 2000, veio a turnê Un The Flesh e em 2002, Waters gravou o disco Amused to Death. Nesse mesmo ano, a turnê chegou ao Brasil, sendo Waters o único membro do Pink Floyd a ter feito um show no país. Em 2005, ele concluiu sua ópera Ça Ira, peça erudita ambientada na Revolução Francesa.

No dia 7 de julho de 2006, os floymaníacos perdiam o mentor e primeiro líder do Floyd, Syd Barrett, que partiu para as estrelas aos 60 anos. Depois que saiu da banda em 1969, ele gravou dois trabalhos solo, The Madcap Laughs e Barrett, ambos de 1970. Depois daquele encontro com os ex-colegas durante as sessões de Wish You Were Here, Barrett desapareceu e a última notícia a seu respeito, infelizmente, foi seu falecimento. Nesse mesmo ano, Gilmour lançou o seu trabalho solo On an Island, que contou com o colega de Floyd, Richard Wright e as feras David Crosby e Graham Nash (Crosby, Stills & Nash).

Em 2007, considerando que os músicos da banda estavam fazendo jamsessions uns nos shows dos outros, como um concerto de Waters em homenagem a Syd Barrett que contou com os ex-colegas, começou-se a especular a volta do Pink Floyd, mas tanto Gilmour quanto Waters desmentiram os boatos que foram espalhados. Roger fez uma nova turnê tocando o álbum The Dark Side of the Moon e outras músicas do repertório do Floyd que chegou ao Brasil em dois shows no Rio de Janeiro e São Paulo.

Em 2008, a ópera de Waters Ça Ira foi executada no Festival de òpera de Manaus e alguns dos concertos contaram com o músico. No dia 15 de setembro daquele ano, outra perda irreparável: faleceu o tecladista e membro fundador do Pink Floyd Richard Wright, aos 65 anos. Ele havia gravado três álbuns solo, Wet Dream (1978), Identity (1984) e Brokan China (1996). Sua morte foi um tiro de misericórdia nas chances de uma nova reunião cássica do Pink Floyd.

Em março de 2012, Waters repetiu a turnê do Dark Side e aportou em terras brasileiras de novo. Quanto ao futuro, não há indícios de que possamos ver uma das bandas mais amadas do Rock de volta à ativa como antes. O Pink Floyd não acabou oficialmente e, segundo declarações tanto de Waters como de Gilmour, as possibilidades para um reencontro são remotas. Só o Tempo (Time) dirá.

Pink Floyd no Live 8 (2005): reencontro de amigos

Fontes:

Wikipedia

http://www.pinkfloyd.com/

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