Rock Setentista: Pink Floyd, parte 6

Em 1979, ainda sob a gestão artística de Roger Waters, a banda lançou seu clássico álbum The Wall, uma ópera Rock que conta a história de um músico incompreendido, vivendo dentro de uma parede metafórica. Foi uma crítica ao sistema de ensino britânico. Richard Wright foi demitido e terminou o álbum como músico pago. Depois do sucesso que o álbum e a turnê tiveram, foi elaborado um filme utilizando os conceitos do disco. Pink Floyd – The Wall foi lançado em 1982, contando com o cantor Bob Geldof vivendo o protagonista Pink. No ano seguinte, foi lançado o álbum The Final Cut, totalmente elaborado e com conteúdo criado exclusivamente por Waters. O sico não teve turnê de divulgação e nesse ano, ainda foi lançada a coletânea Works.

A partir de 1984, os membros do Pink Floyd começaram a se dedicar a projetos solo. O guitarrista David Gilmour foi o primeiro a lançar um trabalho individual, About Face, sua segunda incursão solo, desde David Gilmour (1978). Fora do Pink Floyd havia um ano, Richard Wright formou o duo Zee, contando com o ex-vocalista do Fashion, Dee Harris num único disco chamado Identity. Waters lançou The Pros and Cons of Hitch Hiking, um álbum conceitual que havia sido pensado, a princípio, para gravar com o Floyd na mesma época que The Wall. O batera Mason gravou o álbum Profiles, que contou com a participação do colega Gilmour.

No final de 1985, veio a bomba: Roger Waters anunciou sua saída do Pink Floyd alegando que a banda era uma força criativa desgastada. Na verdade a intenção de Waters era fazer com que seus companheiros Gilmour e Mason aceitassem dar um ponto final ao Pink Floyd. Diante da recusa do guitarrista em acabar com a banda, Waters começou uma batalha judicial reivindicando os direitos ao nome do Floyd, para evitar que os mebros remanscenetes o usassem em futuros trabalhos. A pendenga acabou sendo decidida através de um acordo etre as partes.

Em 1987, Gilmour e Mason começaram a elaborar mais um trabalho do Pink Floyd após autorização para o uso do nome conforme acordo com Waters. Vários nomes foram pensados para o título do álbum, que acabou ficando A Momentary Lapse of Reason, que contou com a volta de Bob Ezrin como produtor e músico convidado. O tecladista Richard Wright voltou ao Floyd, ainda como músico contratado. A maioria das músicas haviam sido escritas por Gilmour, fora uma outra feita em conjunto com Ezrin, Jon Carin (que tocou teclados no álbum) e Anthony Moore. Além dos já citados Ezrin (teclados, percussão, sequencers) e Carin como músicos, participaram do álbum o baixista Tony Levin (que já havia tocado com o King Crimson), os consagrados bateristas Carmine Appice (Vanilla Fudge, Cactus) e Jim Keltner (Ringo Starr); o guitarrista Michael Landau, o percussionista Steve Forman, os saxofonista Tom Scott, John Halliwell e Scott Page, Pat Leonard nos sintetizadores, Bill Payne no órgão hammond e os vocalistas de apoio Darlene Koldenhaven, Carmen Twillie, Phyllis St. James e Donnie Gerrard. Os destaques do álbum são as músicas Signs of Life (Gilmour, Ezrin), uma peça instrumental com a declamação do batera Mason; Learning to Fly (Gilmour, Ezrin, Carin, Moore), The Dogs of War (Gilmour, Moore), On the Turning Away (Gilmour, Moore) e A New Machine, partes 1 e 2 (Gilmour).

Apesar da boa recepção e sucesso em vendas, ficando em primeiro lugar nas paradas do reino Unido e EUA, o disco foi duramente criticado pelo uso de compositores de fora e pela não-participação criativa de Wright e Mason. Alguns charama o disco de um trabalho solo do guitarrista, comparando-o à elaboração de The Final Cut como um trabalho solo de Roger Waters.

Em 1988, foi lançado o duplo ao vivo Delicate Sound of Thunder, a partir de vários shows fitos no Omni Coliseum em Atlanta, Georgia, onde a banda interpreta diversos clássicos desde o álbum The Dark Side of The Moon até Momentary Lapse of Reason. A banda de apoio contou com Richard Wright (ainda não efetivado como membro do Floyd), o baixista/vocalista Guy Pratt, o saxofonista Scott Page, o tecladista Jon Carin (que também fez vocais, o percussionista Gary Wallis e as vocalistas Margaret Taylor, Rachel Fury e Durga Mc Broom. O álbum também foi muito bem nas paradas, chegando ao 11º lugar na Billboard.

A partir de 1989, iniciou-se um hiato nos trabalhos do Pink Floyd e eles só voltaram a se reunir para um novo trabalho em 1993. Nesse meio tempo, competiram, filmaram e gravaram um disco para um evento esportivo chamado Carrera Panamericana. Isso acabou sendo benéfico para Gilmour, Mason e Wright pois os aproximou mais e mais como nos velhos tempos.

Delicate Sound of Thunder: o Pink Floyd sem Roger Waters

Conclui no próximo post

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Arquivado em Biografias, Música, Rock and Roll, Rock Setentista

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