Rock Setentista: Pink Floyd, parte 7

Em 1984, os membros do Pink Floyd começaram a se dedicar a projetos individuais e no ano seguinte, Roger Waters deixou os floydmaníacos em choque ao anunciar sua saída da banda por considerá-la, segundo suas palavras uma força criativa desgastada. Ele esperava com esse ato que seus companheiros David Gilmour e Nick Mason concordassem em por um ponto final da banda. Só que ao invés disso, ele começou uma verdadeira batalha nos tribunais pelo direito ao nome do Pink Floyd, caso recsolvido a parotr de um acordo onde os remanescentes do Floyd mantiveram a banda viva. Em 1987, saiu o primeiro disco da chamada Era Gilmour, A Momentary Lapse of Reason, onde pela primeira vez o Pink Floyd teve que recorrer a compositores de fora na elaboração das músicas, o que fez a crítica cair de pau, apesar da boa vendagem que o disco teve. No ano seguinte veio o duplo ao vivo Delicate Sound of Thunder onde a banda interpreta alguns dos maiores clássicos de sua história. Em 1989, decidiram dar um tempo na banda.

Em 1993, após um hiato de quatro anos, David, Nick e Wright voltaram ao estúdio com muitas ideias na cabeça. Uma da primeiras coisas qie o trio decdidiu foi a volta de Rock Wright ao status de membro efetivo da banda e não só músico contratado. Ele voltava a assinar compsioções, coisa que não fazia desde o álbum Wish You Were Here (1975). Polly Samson, esposa [namorada à época] de Gilmour e Michael Moore (que foi parceiro de Gilmour em algumas músicas de A Momentary Lapse of Reason) coescreveram algumas composições.

Em 1994, o resultado dessa efervescência criativa veio à luz com o lançamento do álbum The Division Bell, o último álbum de estúdio da banda. O bom e velho Bob Ezrin voltava a produzir mais um disco do Pink Floyd, que teve como tema a falta de comunicação, isolamento e autodefesa. Como destaques do álbum, podemos citar a instrumental Cluster One (Gilmour, Wright), A Great Day for Freedom (Gilmour, Samson), Wearing the Inside Out (Wright, Moore), a volta de Richard a um vocal do Pink Floyd em 20 anos e Keep Talking (Gilmour, Wright, Samson), contando com a especial participação da voz digital do físico Stephen Hawking. O disco contou com os músicos Dick Parry (saxofone), que não participava de um trabalho do Pink Floyd desde Wish You Were Here), o baixista Guy Pratt (que havia tocado em Delicate Sound of Thunder), o percussionista Gary Wallis, que também havia participado do álbum anterior, o guitarrista Tim Renwick e os vocalistas Sam Brown, Durga McBroom (seu segundo trabalho com o Floyd), Carol Kenyon, Jackie Sheridan e Rebecca Leigh-White. Foi outro disco do Pink Floyd que alçançou o primeiro ligar nas paradas britânicas e norte americnanas, mas foi implacavelmente atacado pela crítica, que o chamou de chato e sonolento. Roger Waters foi outro que fez uma crítica feroz ao álbumd e sua antiga banda. Veio uma megaturnê promocional de onde foi tirado o material que compôs o duplo ao vivo P.U.LS.E., lançado no ano seguinte. Um destaque desse álbum é o set list de The Dark Side of the Moon tocado na íntegra, algo que a banda não fazia há muito tempo.

Em 1996, o Pink Floyd foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame. Todos os três músicos da banda marcaram presença. Waters não compareceu à cerimônia por ainda estar brigado com os ex-colegas. Gilmour e Wright juntaram-se ao guitarrista Billy Corgan (Smashing Pumpkins) para tocar uma versão acústica do clássico Wish You Were Here. A partir daí, os membros do Floyd começaram a se dedicar a trabalhos solos, se reunindo apenas para considerações sobre lançamento de coletâneas e vídeos da banda.

Em 1999, David Gilmour se reuniu ao ex-Beatle Paul McCartney e o batera do Deep Purple, Ian Paice para gravar o álbum de Macca Run Devil Run, recheado de covers de clássicos do Rock e algumas canções inéditas de Paul. Naquele mesmo ano, participou do antológico show com o set list do disco no lendário Cavern Club. Em 2002, fez uma série de shows acústicos junto com o colega de Floyd Richard Wright. Em 2003, veio a triste notícia do falecimento do empresário e grande amigo Steve O’Rourke, que estava com a banda desde 1969. Em seu funeral, a banda tocou Fat Old Sun e The Great Gig in the Sky.

Dois anos depois, no dia 2 de julho de 2005, no Live 8, evento criado por Bob Geldof, aconteceu o reencontro histórico entre os quatro membros da formação clássica do Pink Floyd. Waters voltava a tocar ao lado dos colegas Gilmour, Wright e Mason, depois de 20 anos.

Division Bell: a última turnê do Pink Floyd

Conclui no próximo post

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Arquivado em Biografias, Música, Rock and Roll, Rock Setentista

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