Rock Setentista:Pink Floyd, parte 5

Em 1973, o Pink Floyd lançou sua obra prima The Dark Side of The Moon, considerado um dos melhores discos de Rock de todos os tempos, que teve grade vedagem no Reino Unido e nos EUA, consgrando a banda na Terra do Tio Sam. Veio uma grande turnê e dois anos depois saiu o álbum Wish You Were Here, outro grande trabalho do Floyd, cujas sessões foram marcadas pela inesperada visita do guitarrista original e mentos do Pink Floyd, Syd Barrett, causando muita comoção. Em 1976, Roger Waters tomou as rédeas e se tornou líder criativo da banda, lançando em 1977 o álbum Animals, uma crítica corrosiva à sociedade britânica e seus políticos. Na turnê, a bannda inaugurou uma de suas marcas registradas: o uso de um porco inflável gigante, criado pelo designer industrial e artista Theo Botschuijver. Começaram então a turnê In The Flesh, onde waters começou a pensar no conceito do álbum seguinte.

Em 1979, passados quase dois anos de Animals, voltaram ao estúdio para levar a cabo as ideias de Roger, uma Ópera Rock que tinha como meta a crítica do sustema educacional britânico, com ecos na história de vida do líder da banda, que veio á tona através do roqueiro Pink, que perdeu o pai na Segunda Guerra (tal como Roger), tinha uma mãe superprotetora, era infeliz no casamento e era ridicularizado e tiranizado por seus professores, o que fez com que criasse em torno de si uma metafórica parede. Tendo essa configuração, foi lançado em novembro daquele ano o bombástico álbum duplo The Wall, que contou com a produção de Bob Ezrin. Durante as sessões, os constantes desentendimentos entre Waters e o tecladista Wright, fizeram com que o segudo fosse demitido como membro da banda, continuando a participar do projeto como músico pago. Entre as músicas destacam-se os clássicos da banda Another Brick on the Wall (Gilmout, Waters), uma peça em três partes, cuja segunnda parte entrou para o repertório de clássicos do Rock; Comfortably Numb (Gilmour, Waters), uma música onírica com um solo de guitarra inesquecível; a confessional Mother (Gilmour, Waters), a angustiante e desesperada Hey You! eo gran finale Outside the Wall (Waters), onde a parede em torno do personagem Pink é destruída. Fez um enorme sucesso e ficou nos primewiros lugares das paradas britânicas e norte americanas. A turnê do disco é considerada uma das mais bem sucedidas da história do Rock.

Em 1982, foi lançado um filme utilizando os conceitos do álbum, Pink Foyd – The Wall, escrito e roteirizado por Waters e dirigido por Alan Parker (O Expresso da Meia Noite), contando com Bob Geldof, vocalista do Boomtown Rats, como o protagonista Pink, além de Christine Hargreaves (a mãe de Pink) e Bob Hoskins (o empresário de Pink). Na realidade, a EMI vetou o projeto por não entender o argumento. Alan parker, fã confesso do Floyd então consegiu carta branca ao persuadir os executivos de que faria um musical adaptado. A animação idealizada pelo desenhista Gerald Scarfe são outro ponto alto da produção. Waters havia sido pensado para viver o papel de pink mas acabou sendo recusado em favor de Bob Geldof. Waters acabou fazendo uma ponta no filme como convidado do casamento de Pink. Reza a lenda que o baixista não gostou da atuação de Geldof. Nesse mesmo ano, o Pink Floyd voltou ao estúdio para gravar um novo trabalho.

Em março de 1983, saiu o álbum The Final Cut. Até então, só haviam lançado a coletâneas A Collection of Great Dance Songs (1981). O disco retoma as reminiscências melancólicas de Waters, critica veementemente a participação da Grã Bretanha na Guerra das Malvinas e é o único trabalho da banda com canções escritas por ele, como se fosse um trabalho solo. Os outros membros, Gilmour e Mason, só se limitaram a tocar. É o único disco do Floyd que não conta com a participação de Richard Wright, demitido sem prévio aviso antes do início das gravações. Michael Kamen (piano e acordeon) e Andy Brown (órgão Hammond) atuaram nas teclas. Além dos dois, há outros músicos adicionais: Ray Cooper (percussão), Andy Newmark (bateria), Raphael Ravenscroft (sax tenor) e The National Philharmonic Orchestra, com arranjos e regência de Michael Kamen. Destacam-se as músicas Your Possible Pasts, Not Now John (única música que conta com a participação de David Gimour nos vocais) e Two Suns un the Sunset (com Andy Newmark na batera). Apesar do tom sombrio e depressivo, o disco teve um bom êxito tanto no Reino Unido quanto nos EUA, ficando em sexto nas paradas.

The Wall: a turnê mais lucrativa da história

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