Grandes Nomes do Rock: Blood, Sweat & Tears, finale

O disco More Than Ever acabou sendo um verdadeiro fracasso e por conta disso, a Columbia Records rescindiu o contrato com o BS&T. Bobby Colomby parou de fazer turnês e acabou se desligando em definitivo da banda, sendo o último remanescente da formação original a sair. Veio o álbum Brand New Day, em 1977, pela gravadora ABC Records e o retorno de Colomby, mas como produtor do disco. Veio uma nova mudança no line up do BS&T que saiu em turnê em 1978. A morte do saxofonista e novo integrante Gregory Herbert, após uma overdose de drogas fez com que o compromisso fosse abruptamente cancelado e então, os músicos decidiram dar um tempo na banda, menos David Clayton-Thomas que decidiu formar um novo line up do BS&T, após pedido do empresário.

Em 1979, o BS&T, banda novaiorquina por natureza (a maioria dos fundadores eram oriundos da cidade e do estado de Nova York), voltou à ativa com uma formação de músicos de origem canadense como o líder (David, apesar de ter nascido na Inglaterra, cresceu no vizinho ao norte dos EUA). O novo Blood, Sweat & Tears contou com: Kenny Marco (guitar), David Piltch (baixo), Joe Sealy (teclados), Bruce Cassidy (trompete, flugelhorn), Earl Seymour e Steve Kennedy (sax, flauta) e Sally Chappis (bateria), ao que parece, a primeira e única mulher a ter participado do line up titular do BS&T. O compromissos foram todos cumpridos e houve uma ligeira alteração na banda. Saíram Steve Kennedy e Sally Chappis e entraram Harvey Kogan e Jack Scarangella.

Em 1980, a banda assinou contrato com o selo LAX, subsidiário da gravadora Avenue Records e foi lançado o álbum Nuclear Blues, produzido por Jerry Goldstein (que trabalhou com a lendária banda de Rock e Soul War). Houve mais uma alteração no line up: Robert Piltch (guitarra) entrou no lugar de Kenny Marco, Richard Martinez (teclados) entrou no lugar de Joe Sealy, Vernon Dorge (sax, flauta) entrou no lugar de Harvey Koogan e o baterista Bobby Economou, da malfadada turnê de 1978, retornou às fileiras do BS&T no lugar de Jack Scarangella. O disco ainda contou com os vocalistas de apoio William Smith e Lonnie Jordan numa das faixas. Destacam-se no disco, além da faixa título, o cover de Jimi Hendrix, Manic Depression, Fantasy Stage (Clayton-Thomas, Robert Pilch) e a suite Spanish Eyes (cujas partes foram compostas por diversos integrantes) que domina todo o lado B do disco. O disco foi outra “bomba” do BS&T, não tendo nem chegado aos charts. Muitos fãs do BS&T execram esse disco por ele não ter as características e diretrizes que consagraram a banda.

Em 1981, em meio à preparação de material para um novo álbum ao vivo, que só foi lançado anos depois, outra mudança: saíram os irmãos Philtch para as entradas de Peter Harris e Wayne Pedzwiatr (guitarra e baixo), Martinez e Cassidy deram espaço a Lou Pomanti e Mic Gillette, ex-Tower of Power, nos teclados e trompete, respectivamente. A banda fez uma turnê que incluiu a Austrália e terminados os compromissos, essa encarnação do Blood, Sweat & Tears chegou ao fim, e a banda deu um break, após mais de uma década de atividade e alterações constantes na formação.

Em 1984, após um lapso temporal de três anos, o BS&T voltou à ativa contando com David Clayton Thomas à frente, tendo como empresário Larry Dorr, que comprou, junto ao batera e fundador Bobby Colomby os direitos para o uso do nome da banda. Entre os novos membros, estavam James Kidwell (guitarra), Jeff Andrews (baixo), Taras Kovayl (teclados), Tim Ouimette (trumpet, sopros), Mario Cruz (sax, flauta) e Ricky Sebastian (bateria). No ano seguinte, saiu o álbum ao vivo Latin Fire a partir de shows entre 1980 e 1981, perfazendo todas as fases da banda. A partir de 1985, houve um revezamento de membros nunca vistos numa banda. David Clayton Thomas segurou a onda durante quase 20 anos com frontman do BS&T até deixar a banda de vez em 2004.

Em 1993, o membro fundador Al Kooper reuniu algins os colegas que haviam participado do BS&T para comemorar os 25 anos do primeiro álbum da banda, Child is Father of the Man. Nesse show, Al, Randy Brecker, Jim Fielder, Steve Katz e Fred Lipsius fizeram seu primeiro show juntos em mais de duas décadas. No ano seguinte, ele foi proibido por Colomby de usar o nome do BS&T num novo show do tipo e o evento teve que ser nomeado com o nome do disco. Colomby e Larry Door têm sido os proprietários do nome e do legado da banda até os dias de hoje e durante um tempo, a banda foi franqueada para acompanhar o cantor Chuck Negron (Three Dog Night).

O line up atual do Blood, Sweat & Tears é o seguinte: Thomas Connor (vocais), Dave Gellis (guitarra), Glenn McClelland (teclados), Gary Foote (baixo), Andrea Valentini (bateria), Teddy Mulet e Steve Jankowski (trompetes), Jens Wendelboe (trombone) e Ken Gioffre (saxofone). A a qualquer momento quem sabe, não podemos contemplar aquela formação original que contava com Al Kooper? Ou a formaçao clássica, que tinha o poderoso vocal de David Clayton-Thomas? Ou quem sabe as duas juntas? É esperar e ver pra crer, pois parece que o BS&T tem muita lenha pra queimar ainda.

BST&T: 2011/2012

Fontes:

Wikipedia

http://www.bloodsweatandtears.com/

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Arquivado em Biografias, Grandes Nomes do Rock, Jazz, Música, Rock and Roll

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