Rock Setentista: Chicago, parte 1

Banda que fez muito sucesso nos anos 70 com músicas pop românticas que até hoje conquistam muitos corações e teve início com uma proposta de ser um ensemble de Blues e Soul.Sua marca registrada é a ruqieza em harmonias vocais e arranjos impecáveis. Vamos falar do Chicago.

Em 1967, um grupo de estudantes da Universidade DePaul em Chicago, Illinois, EUA, descobrindo afinidades musicais entre si, resolveu formar uma banda para tocar os hits do Top-40 das paradas norte americanas. Eram eles: o guitarrista e cantor Terry Kath (nascido Terry Alan Kath no dia 31 de janeiro de 1946 em Chicago, Illinois, EUA), o baterista Danny Seraphine (nascido Daniel Peter Seaphine no dia 28 de agosto de 1948 em Chicago, Illinois, EUA), o trombonista James Pankow (nascido James Carter Pankow no dia 20 de agosto de 1947 em St. Louis, Missouri, EUA), o trompetista Lee Loughnane (nascido Lee David Loughnane no dia 21 de outubro de 1946 em Emlmwood, Illinois, EUA) e o saxofonista Walter Parazaider (nascido no dia 14 de março de 1945 em Chicago, Illinois). A formação se consolidou com a entrada do tecladista e cantor novaiorquino Robert Lamm (nascido no dia 13 de outubro de 1944 em Brooklin, NY, EUA). Este “forasteiro” não era colega de faculdade dos músicos, pois estudava da Universidade Roosevelt.

Em 1968, com o nome de The Big Thing, a banda começou a fazer shows em festas da faculdade e no circuito de clubes de Chicago e imediações, mas faltavam dois elementos para completar a banda. Um vocalista que tivesse voz de tenor (Kath e Lamm eram barítonos) e um baixista. Foram encontrar o que faltava num único músico, Peter Cetera (nascido Peter Paul Cetera no dia 13 de setembro de 1944 em Chicago, Illinois, EUA), que tocava numa banda chamada The Exceptions. Cetera teria ficado impressionado com o naipe de metais do Big Thing e fechou com a banda, que passou a priorizar composições próprias e diminuir os covers tocados.

Walter Parazaider reencontrou seu velho amigo, o produtor James William Guercio (nascido em 1945) e o convidou para ver um show da banda. Guercio ficou impressionado com a sonoridade do grupo, uma vez que tinha o conceito de uma banda que centrasse forças num naipe de metais misturando elementos do Jazz e Rock, ideia que acabou vendendo ao tecladista Al Kooper, que acabou formando o Blood Sweat & Tears. Acabou se oferecendo como empresário e produtor do Big Thing e mudou o nome da banda para Chicago Transity Authority (nome do departamento que cuidava do trânsito da cidade de Chicago, o CTA). Ele conseguiu um contrato para a banda com a Columbia Records e enquanto preparavam seu disco de estreia, faziam shows em clubes e casas noturnas. Terry Kath consolidou-se como guitarrista e um de seus maiores fãs era o gênio da guitarra Jimi Hendrix.

Em 1969, foi lançado o primeiro álbum da banda, o duplo The Chicago Transity Authority, com a produção de Guercio. Destacam-se músicas como Does Anybody Really Know What Time It Is? (Lamm), Beginnings (Lamm), Questions 67 and 68 (Lamm) e o cover do Spencer Davis Group, I’m a Man (Winwood, Miller). Pod-ese dizer que o disco teve muito êxito ns paradas, tendo ficado em 17º lugar na Billboard e em 9º nos charts britânicos . Dois singles extraídos do álbum (Does Anybody… e Questions 67 and 68) conseguiram o surpreendente 7º lugar dentro do Top 10 dos EUA. Depois do lançamento do álbum, o CTA, departamento de trãnsito homenageado pela banda, quis abrir um processo judicial contra eles pelo “uso indevido” do nome da instituição. Guercio então encurtou o nome da banda para Chicago. A mudou-se então para Los Angeles, California.

Em 1970, saiu o segundo disco, também duplo, autointitulado (também chamado Chicago II), outra produção de Guercio. Neste disco, os vocais de Peter Cetera ganharam mais destaque do que no trabalho anterior e teve seu début como compositor. Destaque para In The Country (Kath), Wake Up Sunshine (Lamm), a suíte Ballet for a Girl in Buchannon (Pankow), composto por sete músicas interligadas, que conta com os clássicos do Chicago, Make Me Smile e Colour My World; Where Do We Go from Here (Cetera) e a acachapante 25 or 6 to 4 (Lamm), com o peso dos metais do Chicago, a voz poderosa de Cetera e a guitarra atrevida de Terry Kath. O disco reve uma ótima repercussão e chegou ao 4º lugar na Billboard. Os singles 25 or 6 to 4, Make Me Smile e Colour My World alcançaram o Top 10 das paradas (4º, 9º e 7º lugares, respectivamente). Veio então uma grande turnê de divulgação.

Os primórdios: Big Thing

Continua no próximo post

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