Rock Setentista: Chicago, parte 3

Depois da exaustiva turnê do disco Chicago II, a banda foi ao estúdio e gravou o álbum subsequente, Chicago III, que teve uma ótima receptividade. Veio em seguida o primeiro disco ao vivo, o quádruplo Chicago at Carnegie Hall, com a banda conseguindo um feito que somente os Beatles (e posteriormente James Gang e Led Zeppelin) haviam alcançado, tocar no templo da música norte americana. Na sequencia vieram os álbuns Chicago V, VI (contando com a participação do percussionista brasileiro Laudir de Oliveira) e VII de 1974), que teve a participação de três membros dos Beach Boys e das Pointer Sisters. O álbum teve uma ótima recepção e foi mais um primeiro lugar nas paradas para a coleção do Chicago. Os singles uma vez mais fizeram bonito, fican entre o Top 10 e o Top 20.

Em 1975, veio o álbum Chicago VIII, também produzido por Guercio, mostrando que ele tinha um toque de Midas. A banda estava esgotada com tantos compromissos mas manteve o pique para as sessões de gravação do disco. O sempre ativo Laudir de Oliveira foi efetivado como membro titular da banda, sendo o primeiro brasileiro na história a fazer parte de uma banda do porte do Chicago [veja aqui, um link interessante sobre ele]. Se no álbum Chicago VI, o naipe de metais teve que encarar percussão, nesse último, Pankow, Loughnane e Parazaider tiveram que fazer parte de um coro formado por John Carsello, Donna Conroy, Bob Eberhardt, Steve Fagin, Kristy Ferguson, Linda Greene, Brandy Maitland, Katherine Ogden, Joanne Rocconi, Richard Torres e Angele Warner para a música Harry Truman (Lamm). Os outros destaques do disco são: Anyway You Want (Cetera), Hideaway (Cetera), Oh Thank You Great Spirit (Kath) e Old Days (Pankow). Outro primeiro lugar conquistado pela banda na Billboard. Apenas o single Old Days ficou no Top 10 das paradas. Nesse ano, saiu a primeira coletânea do Chicago chamada Chicago IX ou Chicago Greatest Hits. Seguindo a tendência dos discos lançados até aqui, ficou em primeiro ligar na Billboard. Fizeram uma turnê vitoriosa no México, que apesar das cobras e lagartos que a crítica musical local falou, foi sucesso de público.

Em 1976, na sequência à coletânea lançada no ano anterior, saiu o Chicago X, o décimo disco da banda, outra pérola sob a produção do sempre alerta James Guercio, que tocou violão e baixo no clássico absoluto do disco, If You Leave Me Now, uma das mais belas músicas de todo os tempos. Essa música foi primeiríssimo lugar aqui no Brasil, num tempo em que não se ouvia muito FM. Participaram do disco os músicos de apoio: David J. Wolinski (piano e mellotron), Othello Molineaux e Leroy Williams (tambores de aço), Jimmie Haskell (arranjos e orquestração de cordas e trompa) e Rudolph Trulli (pandeiro, backing vocals). Outras faixas destacadas: Another Rainy Day in New York City (Lamm), Gently I’ll Wake You (Lamm), Mama Mama (Cetera), You Get It Up (Lamm) e Hope for Love (Kath). A partir desse disco, o Chicago começou a centrar fogo em baladas românticas, deixando as levadas jazzístiticas e blueseiras em segundo plano. Fou a primeira vez, desde 1972 que a banda não alcançou o primeiro lugar nas paradas. Contudo, as baladas If You Leave Me Now e Another Rainy Day… fizeram bonito e lideraram os charts.

Em 1977, foi a vez de Chicago XI, mais uma produção de Guercio, sua derradeira junto com a banda. Foi feito na linha do anterior, recheado de baladas românticas, exceto a faixa que abre o disco, Mississippi Delta City Blues (Kath), que lembra os primórdios da banda. O clássico da vez fica por conta da maravilhosa Baby What a Big Surprise, que contou com Guercio no baixo e violão e participação especial do Beach Boy Carl Wilson nos backing vocals. Outras faixas de destaque: Till the End of Time (Pankow), Take Me Back to Chicago (Seraphine, David “Hawk” Wolinski), que conta com a fantástica voz de Chaka Khan nos backings e numa oração feita no final e The Inner Struggles of a Man (Dominic Frontiere). Além desses dois convidados mais que especiais, participaram do disco os músicos de estúdio: David “Hawk” Wolinski, coautor de Take Me Back to Chicago (sintetizador ARP e teclado Fender Rhodes), Tim Cetera, irmão de Peter (backing vocals), Dominic Frontiere, autor de The Inner Struggles of a Man, orquestração e arranjos de cordas e o coral The Voices of Inspiration.

Depois de mais de dez anos de banda, o Chicago sofre uma trágica baixa, o competente e talentoso cantor e guitarrista Terry Kath, que perdeu a vida num acidente com uma arma de fogo. E a banda sofre o pior dos golpes: descobriu-se que seu empresário e produtor enérgico James William Guercio estava roubando a banda.

Yes, nós temos Laudir, um brasileiro no Chicago (destacado no círculo)

Continua no próximo post

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Arquivado em Biografias, Jazz, Música, Rock and Roll, Rock Setentista

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