Rock Setentista: Chicago, parte 5

O ano de 1978 foi cheio de percalços para o Chicago. Tiveram que lidar com a morte trágica de Terry Kath, membro fundador da banda e com o fato de que seu mentor, produtor e empresário James William Guercio estava roubando a banda. Depois da demissão de Guercio, a banda contratou o guitarrista Donnie Dacus para o lugar do falecido colega e gravaram o álbum Hot Streets, que acabou com o tradicional numeral romano adotado desde o segundo disco. O disco teve uma recepção razoável e no ano seguinte saiu Chicago 13. Em 1980, seu disco Chicago XIV, um retorno aos algarismos romanos, foi um fracasso e representou o fim de sua estada na gravadora Columbia Records.

Em 1981, o batera Danny Seraphine decidiu tomar as rédeas da banda, que assinou com a Warner Brothers e contratou o o excelente tecladista, guitarrista e cantor Bill Champlin (nascido William Bradford Champlin no dia 21 de maio de 1947 em Oakland, Califórnia, EUA), que trouxe consigo seu amigo  produtor e compositor, o canadense David Foster (nascido David Walter Foster no dia 1º de novembro de 1949 em Victoria, Columbia Britãnica, Canadá). Em compensação, a banda perdeu o percussionista Laudir de Oliveira, que saiu para abraçar novos projetos e o Chicago ficou sem sua parcela brasileira no line up. Foi lançada nesse ano a segunda coletãnea da banda, Greatest Hits, vol. II. Peter Cetera lançou seu primeiro álbum solo, autointitulado, que contou com as pariticpações especiais de Carl Wilson dos Beach Boys e Steve Lukather (Toto).

Em 1982, começou a guinada na história do Chicago com o lançamento de Chicago 16 (os algarimos romanos saíram de cena novamente). David Foster produziu o álbum de forma primorosa, além de tocar teclados. O disco teve como carro-chefe o clássico da banda e uma das melhores baladas de todos os tempos, Hard to Say I’m Sorry (o início da parceria Cetera/Foster), coladinha com o acachapante groovy Get Away (Lamm). Os outros destaques do disco são: What You’re Missing (Jay Gruska, Joseph Williams), Love Me Tomorrow (Cetera, Foster) e What Can I Say (Foster, Pankow). Os músicos de apoio participantes desse álbum são: Chris Pinnick e Michael Landau (guitarras), ambos em sua segunda participação num álbum do Chicago; Steve Lukather (guitarra), Steve Porcaro (programação) e David Paich (sintetizador), membros da banda Toto completam o time. O álbum ficou bem colocado no Hot 100 da Billboard e Hard to Say I’m Sorry foi líder absoluta nas paradas dos EUA, trazendo o Chicago de volta ao topo do mundo. Inclusive, a música foi tema do filme Summer Lovers (no Brasil, Amantes de Verão), dirigido por Randall Kleiser e estrelado por Daryl Hannah. No ano seguinte, foi lançada a coletânea If you Leave Me Now.

Em 1984, foi lançado o álbum Chicago 17, outra produção de primeira linha de David Foster (também atuou nos teclados e sintetizadores), que é considerado o melhor e mais vendável trabalho do Chicago. Nesse disco, o guitarrista Chris Pinnick foi efetivado como membro da banda, depois do competente trabalho nos dois álbuns anteriores. Foi chamado um time tarimbado para as sessões do álbum: o velho conhecido guitarrista Michael Landau, em seu terceiro trabalho consecutivo com o Chicago, Paul Jackson Jr. e Mark Goldenberg (guitarras); o percussionista brasileiro Paulinho da Costa, o programadores de sintetizadores Jon Van Tongeren, Erich Bulling e Marcus Ryle, os sopristas Gary Grant e Greg Adams , o maninho de Peter, Kenny Cetera – que se juntou aos famosos Donny Osmond e Richard Marx nos backing vocals adicionais. Também participaram, mas não foram creditados os bateras Jeff Porcaro (Toto) e Carlos Vega e David Pack (backing vocals). E tome-lhe clássicos: You’re The Inspiration (Cetera, Foster), Stay the Night (Cetera, Foster), Hard Habit to Break (Steve Kipner/Jon Parker) e Along Comes a Woman (Cetera, Mark Goldenberg). Todas essas músicas foram lançados como singles e não fizeram feio: figuraram no Top 10 das paradas, sendo que “Inspiration” chegou à lideranças nos charts. O disco ficou no 4º lugar. Seguiu-se então uma turnê bem sucedida do álbum.

Em 1985, no auge da popularidade resgatada, aconteceu outra mudança que poderia siginificar o fim da banda. O baixista e frontman Peter Cetera não estava a fim de fazer uma nova turnê, pois estava exausto e queria descansar, além de curtir a filhinha Claire, nascida dois anos antes. Diante do ultimato dado pelos colegas, Peter preferiu sair do Chicago e começou sua carreira solo.

Peter Cetera: saída do Chicago para uma brilhante carreira solo

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