Rock Setentista: Chicago, parte 7

A saída de Peter Cetera em 1985, após um ultimato da banda deixou o Chicago, a princípio, em polvorosa. Mas resolveram abrir testes para arranjar um substituto e acabaram fechando com Jason Scheff, que além de tocar baixo como ninguém, ainda tinha voz de tenor e ótimos agudos como seu predecessor. Depois do álbum Chicago 18 (1986), o produtor David Foster foi dispensado, pois o Chicago queria tentar novas direções. O guitarrista Chris Pinnick saiu da banda antes das sessões de Chicago 19 (1988) e foi substituído por Dawayne Taylor (ex- Bob Seger & the Silver Bullet Band). O álbum até que chegou a figurar nos charts, mas sem aquele alatade dos anteriores. Em 1990, o batera Danny Seraphie foi demitido de maneira controversa e Tris Imboden se tornou o novo membro do Chicago. Em 1991, saiu a antologia quádrupla Group Portrait.

Nesse ano, o Chicago gravou e lançou o álbum Twenty 1 (grafado assim mesmo) para dar ares de mudança e como forma de dar boas vindas à nova década. Ron Nevison permaneceu como produtor e a banda voltou a contar com vários músicos de estúdio, listados a seguir: David Foster (piano) tocou no disco para provar que não houve ressentimentos quanto à sua dispensa; John Keane (bateria), Robbie Buchanan, Efrain Toro e Tom Keane (teclados), Steve Porcaro (programação de teclados), Michael Landau (guitarra), que voltou a figurar num disco do Chicago e Stephen “Doc” Kupka (sax barítono). Destacam-se as músicas Explain it to My Heart (Diane Warren), What Does It Take (Jason Scheff/Gerard McMahon), One from the Heart (Robert Lamm/Gerard McMahon), God Save the Queen (James Pankow/Jason Scheff) e Holdin’ On (Bill Champlin/Tom Saviano). O álbum não foi bem de vendas pois teve a inglória missão de bater de frente com a emergette cena Grunge trazida por Nirvana e quetais, o must daquele início de década. No ano seguinte, a banda recebeu uma estrela na Calçada da Fama em Hollywood.Em 1993, eles começaram a trabalhar num disco mais experimental, que foi chamado Stone of Sisyphus. Só que a Reprise (selo da Warner Brothers da qual a banda fazia parte) recusou-se a lançá-lo e a banda então decidiu deixar a gravadora. O disco chegou a ser lançado no Japão, mas demorou a aparecer nos EUA. Ficaram uns dois anos sem gravar, só fazendo turnês.

Em 1995, gravaram Night and Day Big Band, um álbum só com covers de grandes clássicos do Jazz pelo selo Giant da Warner Brothers. O guitarrista Dawayne Taylor tinha saído da banda e o guitarrista de sessão Bruce Gaitsch tocou com o Chicago no disco, que contou com a produção de Bruce Fairbarn e com o seguinte pelotão de músicos de apoio: Luis Conte, Jack Duncan e Sal Ferreras (percussão), o famoso grupo latino Gipsy Kings (vocais), Joe Perry (do Aerosmith) na guitarra, Paul Shaffer, conhecido por trabalhar com os Blues Brothers e David Letterman (piano), Wayne Bergeron (trompete) e a cantora Jade (vocais) junto com aquele bando de marmanjos cantando a belissima Dream A Little Dream Of Me. Além desta música destacam-se no disco: Chicago (That Toddlin’ Town) (Fred Fischer), Moonlight Serenade e In the Mood (Glenn Miller), Night and Day (Cole Porter), Sophisticated Lady (Duke Ellington, Irving Mills, Mitchell Paris), Don’t Get Around Much Anymore (Duke Ellington, Bob Russell) e Take the ‘A’ Train (Billy Strayhorn). No ano seguinte, só fizeram turnês e em 1997, foi lançada a coletânea The Heart of Chicago 1967-1997, além de um show conjunto com os Beach Boys, parcewria que retomaram após quase oito anos.

Em 1998, foi vez de The Heart of Chicago 1967-1998, volume II, segunda parte da compilação. Em seguida lançaram o álbum natalino (retomando os algarimos romanos) Chicago XXV: The Christmas Album, com prodição de Roy Bittan, onde a banda faz desfilar diversas canções de Natal como The Little Drummer Boy (Katherine Davis/Henry Onorati/Harry Simeone), The Christmas Song (Mel Tormé/Robert Wells), O Come All Ye Faithful (Traditional), Feliz Navidad (Jose Feliciano), Santa Claus Is Coming to Town (Haven Gillespie/Fred Coots), Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow! (Sammy Cahn/Julie Styne), What Child Is This? (Traditional), White Christmas (Irving Berlin) e Silent Night (Traditional), entre outras .

Continua no proximo post

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Arquivado em Biografias, Jazz, Música, Rock and Roll, Rock Setentista

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