Monkees Review: o Líder Michael Nesmith, parte 1

Ele foi o líder dos Monkees no seriado e em sua trajetória como banda de sucesso, sempre com seu indefectível gorro verde. Um guitarrista e compositor de mão cheia e o porta-voz do quarteto, que comprou briga com os produtores da série para que a banda pudesse se desenvolver musicalmente. Teve muito êxito na carreira solo e foi um dos fundadores da MTV. Falamos hoje do grande e talentoso Michael Nesmith.

Robert Michael Nesmith nasceu no dia 30 de dezembro de 1942 no St. Joseph’s Hospital em Houston, Texas, EUA, filho de Warren Audrey Nesmith e Bette Nesmith Graham (née McMurray). Quando Mike tinha apenas quatro anos, os pais se separaram e ele foi morar com a mãe em Dallas, Texas. Ele teve uma infância muito agradável ao lado dos parentes maternos e estudou na Thomas Jefferson High School. Lá ele participou de atividades artísticas, tendo feito parte do coral e atuando em montagens teatrais. Desenvolveu ainda aptidão para poesia, que seria importante em sua evolução como artista e aprendeu a tocar guitarra. Sua mãe Bette trabalhava como secretária num escritório e acabou inventando o liquid paper [ou “branquinho”], cuja patente deu muito dinheiro à família.

Ao se formar, Mike se alistou na Força Aérea dos EUA em 1960, servindo na Base Aérea de San Antonio, onde fez um curso e se tornou mecânico de aeronaves e ainda teve boa graduação no estudos seculares da corporação, tendo uma dispensa valorosa em 1962. Enquanto estava servindo na Força Aérea, a mãe de Mike se casou novamente com Robert Graham, com quem ele tinha uma ótima relação. Tão boa que Robert presentou o enteado com sua primeira guitarra. Quando deu baixa no serviço militar, Mike começou a estudar na San Antonio College, onde acabou conhecendo John Kuhene, também conhecido como John London, seu primeiro parceiro musical. A dupla (Mike na guitarra e John no baixo) começou a se apresentar em eventos da escola com um repertório calcado em canções folk e algumas composições próprias de Mike. Foi em alguma dessas apresentações que ele foi apresentado a Phyllis Ann Barbour, com quem acabou se casando.

Em 1963, Mike e sua Phyllis (naquele momento, sra. Nesmith) foi tentar a sorte no circuito Folk de Los Angeles, California. O fiel escudeiro John London também foi com eles e participou dos projetos do amigo, que começou ausar o nome de Michael Blessing. Com uma vida musical cheia de percalços, Mike e John tocaram em alguns clubes de L.A. e oferecendo seus prestimos a gravadoras locais. Phyllis estava grávida e naquele momento, o paizão Mike tinha a responsabilidade dobrada em se manter e cuidar da família. O primogênito de Mike, Christian DuVal Nesmith nasceu no dia 31 de janeiro de 1964, enquanto o papai ia granjeando respeito na emergente cena roqueira da Cidade dos Anjos. Num dos muitos clubes do circuito, Mike viu a atuação da banda Missing Links, liderado pelo guitarrista Mike Swain, pseudônimo de um tal Micky Dolenz.

Em 1965, Mike fechou um acordo para a publicação de suas composições com o músico Randy Sparks, que tocava na famosa banda Folk New Christy Minstrels. Um produtor e assíduo frequentador da editora de Mike chamado Barry Freedman, também conhecido como Rev. Frazier Mohawk, mostrou para Mike o famoso anúncio da Col-Gems procurando atores para um seriado. Curiosidade: Friedman foi testemunha do episódio em que a banda Buffalo Springfield foi formada. Mike já tinha trabalhado com a Col-Gems antes e com a cara e a coragem que lhe eram peculiares, nosso herói foi fazer o tal teste. Chegou no estúdio com seu famoso gorro verde, o qual usava para não despentear o cabelo quando andava de moto. Sua naturalidade ao encenar e as respostas firmes dada aos produtores Robert Schneider e Bob Rafelson, além do fato de ser músico foram predeterminantes para que abocanhasse uma das vagas. O seu gorro verde também fez parte do pacote. Nascia o seriado The Monkees.

nesmith-1963

Michael Blessing e seu violão

Continua no próximo post

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