Monkees Review: o Líder Michael Nesmith, parte 2

Os pais de Michael Nesmith se separaram quando ele tinha quatro anos e ele se mudou com a mãe para Dallas, Texas. Começou a  estudar na Thomas Jefferson High School, onde começou sua formação artística, atuando no coral da escola e em peças teatrais. Em 1960, alistou-se na Força Aérea norte americana, onde deu baixa dois ano depois. Começou a estudar na San Bernardino College, onde conheceu o amigo e grande parceiro John London. Além disso, conheceu Phyllis Ann Barbour, com quem veio a se casar. Mudaram-se para Los Angeles, Califórnia, onde Mike passou a viver exclusivamente de música. Em 1964, ele e Phyllis tiveram o primeiro filho, Christian. Em 1965, quando trabalhava numa editora musical, um produtor deu-lhe um anúncio procurando atores para testes de um seriado televisivo. Mike conseguiu uma das vagas no programa.

Nos Monkees, Mike fazia o papel de líder do quarteto, uma espécie de “irmão mais velho” e sua marca registrada era seu gorro verde, o qual usara nos testes para o seriado. Junto com Peter Tork, Mike era um dos únicos músicos autênticos, embora Micky Dolenz tocasse guitarra também antes de entrar no programa. Quando os Monkees começaram a ser requisitados para shows como uma banda de verdade, Mike e Peter ficaram incumbidos de ensinar Micky Dolenz e Davy Jones a aprenderem a tocar direito. Os quatro se tornaram muito amigos. Mike teve que aguentar a imposição dos produtores do seriado de que eles não deveriam participar como músicos nas sessões de gravação, apenas cantar. Algumas de suas composições como Papa Gene’s Blues, Sweet Young Thing (co-parceria com Goffin & King) e Mary Mary (do segundo álbum More of The Monkees) figuraram nos dois primeiros disco da banda, mas Mike, como porta-voz dos Monkees pedia mais autonomia e participação nas sessões deles como músicos de verdade que eram. Ele bateu de frente com o badalado produtor musical do seriado, Don Kirshner, que acabou sendo demitido e os Monkees receberam carta branca para atuarem como músicos. Mas suas declarações na imprensa à época custaram caro à banda, nascendo o boato de que eles eram pré-fabricados.

Em 1967, saiu o álbum Headquarters, o primeiro contando com os Monkees como compositores e músicos atuantes. Mike emplacou suas composições You Told Me, Sunny Girlfriend e You Just May Be the One no disco, que durante algum tempo ficou na frente do álbum  clássico dos Beatles, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Os Monkees foram celebrados pela banda britânica, cujos músicos se diziam fãs do seriado (especialmente John Lennon) e começaram o fenômeno chamado Monkeemania. Os Beatles deram, inclusive, uma festa aos Monkees no início da turnê de Mike e seus amigos na Terra da Rainha. Mike passou a ter muito contato com John Lennon e principalmente com George Harrison, guitarristas de primeira linha. Mike apareceu no clipe de A Day in the Life do Sgt. Pepper’s.

No mesmo ano, veio o álbum Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones Ltd., onde Mike compôs Daily Nightly (cantada por Micky Dolenz) e Don’t Call on Me (em parceria com o amigão John London), além de cantar o vocal principal em Salesman (Craig Vincent Smith), The Door Into Summer (Chip Douglas, Bill Martin), Love Is Only Sleeping (Barry Mann, Cynthia Weil) e What Am I Doing Hangin’ ‘Round? (Michael Martin Murphey, Owen Castleman) e co-escrever Goin’ Down, que acabou ficando de fora, sendo lançado em uma coletânea futura. O álbum ficou em primeiríssimo lugar nas paradas.

Em 1968, Michael e Phyllis tiveram o segundo filho, Jonathan, nascido em fevereiro e também saiu o álbum The Birds, The Bees & The Monkees, mais contribuições do guitarrista: Auntie’s Municipal Court (parceria com Keith Allison), Tapioca Tundra, Writing Wrongs e Magnolia Simms (parceria com Charles Rockett). Foi o primeiro disco dos Monkees a não figurar nos primeiro lugares da parada, embora tenha vendido milhões de cópias. No mesmo ano, os Monkees fizeram seu primeiro longa-metragem, Head (no Brasil, Os Monkees Estão Soltos) e o disco da trilha sonora teve apenas uma música de Mike, Circle Sky. O filme foi um fracasso retumbante de bilheteria, pois muita gente não entendeu a proposta e o conceito da obra. Isso aliado ao cancelamento do seriado teriam sido os motivos da saída de Peter Tork da banda.

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Mike em seu teste para ser um Monkee

Continua no próximo post

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