Grandes Nomes do Soul: Earth, Wind & Fire, parte 6

Em 1983, quando o EW&F entrou em recesso, Phillip Bailey gravou vários álbuns solo: Continuation (1983), The Wonders of His Love (1984), Chinese Wall (1984), com o megassucesso Easy Lover; Triumph e Inside Out (ambos de 1986). Já Maurice White produziu álbuns de sucesso para Barbra Streisend, Neil Diamond e Cher, além de gravar e produzir seu primeiro e único trabalho solo, Maurice White. Verdine White trabalhou como diretor e roteirista de vídeos e produziu, junto com o colega de EW&F Larry Dunn, o álbum Standing in the Night do Level 42. Em 1987, a banda voltou ao estúdio para gravar o álbum Touch the World. Depois foi decretado um novo recesso e Phillip gravou seu álbum solo Family Affairs (1989). Em 1990, a banda gravou  Heritage, seu último disco pela Columbia Records.

Em 1991, o EW&F voltou à Warner Brothers depois de quase 20 anos mas não gravou nenhum trabalho novo de imediato. No mesmo ano, saiu uma coletânea dos trabalhos Gospel que Phillip lançou entre 1983 e 1989 chamada The Best of Philip Bailey: A Gospel Collection. Em 1992, foi lançada a antologia The Eternal Dance, compilação de 55 músicas que fizeram parte da trajetória da banda. No mesmo ano, a banda voltou a se reunir em estúdio para elaborar um novo trabalho pela Warner. A banda contratou um segundo tecladista, Fred Ravel.

Em 1993, saiu o álbum Millenium, com produção de Maurice White. Os destaques do disco ficam por conta das faixas Even If You Wonder (Nicky Brown, Jeffrey Cohen, Jon Lind, M. White), Sunday Morning (Sheldon Reynolds, M. White, Allee Willis) e Two Hearts (parceria de Phillip e Maurice com o genial Burt Bacharach). O álbum teve uma recepção morna e teve baixa vendagem, apesar de ter figurado no 8º posto dos charts R&B da Billboard. Mal voltaram para a Warner, White e sua turma foram dispensados mais uma vez. O tecladista Vance Taylor, que havia ingressado no EW&F em 1987, saiu da banda e foi substituído por Morris Pleasure. A banda contratou mais dois músicos: o percussionista David Romero e o guitarrista (também baterista) Gary L. Morgan. O ano marcou duas perdas trágicas para a banda: o grande saxofonista e amigo Don Myrick da The Phenix Horns foi baleado fatalmente após uma controversa ocorrência policial e o membro fundador Wade Flemons perdeu a batalha contra o câncer.

Em 1994, Maurice anunciou sua aposentadoria das turnês com a banda, passando o bastão da liderança para o amigo Phillip Bailey, que nesse ano lançou mais um álbum solo, auto-intitulado. Nesse ano, o Earth, Wind & Fire é introduzido no Hall da Fama do NAACP (National Association for the Advancement of Colored People ou Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor), entidade que premia artistas afro-americanos dos EUA por realizações na música, cinema e TV. No ano seguinte, a banda ganha uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Em 1996, saíram as coletâneas Elements of Love: Ballads (com belas canções românticas da banda) e Greatest Hits Live com performances ao vivo. Houve algumas alterações no line up: saiu Fred Ravel para a entrada de Mike McNight (teclados) e a banda recebeu o percussionista/vocalista B. David Whitworth.

Em 1997, foi lançado o álbum In the Name of Love pela Rhino Records, primeiro trabalho inédito desde Millenium que teve a produção de Maurice White. Destacam-se as faixas Keep It Real (Melanie Andrews, Paul Minor, Morris Pleasure, Sheldon Reynolds, M. White), Cruising (P. Bailey, Sonny Emory, M. Pleasure, Roxanne Seeman) e a belíssima música que intitula o disco (M. Andrews, M. Pleasure, S. Reynolds, Betty Reynolds, M. White). Infelizmente, o disco passou longe dos charts (50º lugar na parada R&B). Nesse ano, a banda fez uma memorável apresentação no lendário Festival de Jazz de Montreax.

Em 1998, Maurice White revelou o real motivo que o fez se afastar das turnês: ele estava acometido pelo Mal de Parkinson desde o fim dos anos 80. Ele continuou a atuar mais nos bastidores escrevendo e produzindo. Nesse ano saiu mais uma coletânea, Earth, Wind & Fire: Greatest Hits e a banda recrutou mais um tecladista, Robert Brookins, que também passou a atuar como diretor musical. No ano seguinte, Phillip Bailey gravou mais um álbum solo, Dreams. Também, foi lançada a compilação Ultimate Collection e a banda fez uma apresentação no concerto Live By Request que foi transmitido pelo canal A&E.

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A “diretoria”: Verdine, Maurice, Ralph Johnson e Phillip

Conclui no próximo post

1 comentário

Arquivado em Biografias, Grandes Nomes do Soul, Música, Soul e R & B

Uma resposta para “Grandes Nomes do Soul: Earth, Wind & Fire, parte 6

  1. Fabi

    Esse show do Festival de Montreux me arrebatou!Que banda!Sonny Emory é um fenômeno da natureza.Esse é um show que todos que gostam de música e vive de música,ou seja,todo mundo deveria ver,pois é um momento único no mundo fonográfico.

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