Grandes Nomes do Soul: Earth, Wind & Fire, parte 7

A década de 90 recebeu o EW&F contratado pela Warner Brothers, mesma gravadora que os havia dispensado nos anos 70. Em 1991, saiu The Best of Philip Bailey: A Gospel Collection, uma coletânea da carreira solo de Phillip Bailey na década anterior e no ano seguinte saiu a abrangente antologia da banda, The Eternal Dance. Em 1993, foi lançado o álbum Millenium, que foi um fracasso comercial, o que levou a Warner a dispensar a banda de novo. Em 1994, Maurice White se retirou das turnês da banda, limitando-se a compor e produzir. No ano seguinte, o EW&F recebeu uma estrela na Calçada da Fama em Hollywood. E 1997, saiu o álbum In the Name of Love e a banda fez uma apresentação no Festival de Jazz de Montreux. Em 1998, Maurice White anunciou que era portador do Mal de Parkinson, real motivo de seu afastamento das turnês.

Em 2000, o Earth, Wind & Fire foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame. para receber a honraria, Maurice, Phillip, Verdine, Ralph Johnson e Andrew Woofolk contaram com a presença dos ex-colegas que fizeram parte da formação clássica da banda Larry Dunn, Al McKay, Fred White e Johnny Graham. Foram aplaudidos de pé pelo púlbico que foi prestigiar o evento e tocaram clássicos como Shining Star e That’s The Way Of the World pela primeira vez juntos após décadas. Vislumbrou-se uma reunião desse line up, mas as tentativas restaram infrutíferas. Nesse ano, a banda foi convidada, junto com outros artistas, para tocar num jantar especial oferecido pelo então presidente dos EUA Bill Clinton para o rei do Marrocos Mohamed VI. O monarca ficou tão impressionado com a performance da banda que os convidou para as comemorações de seu aniversário.

Em 2001, saiu o documentário Shining Star: A História Oficial do Earth, Wind and Fire, dirigido por Kathryn Arnold. Nesse ano, que marcou o planeta com a tragédia das Torres Gêmeas no dia 11 de setembro, o EW&F foi uma das atrações de um concerto que aconteceu no Verizon Wireless Virginia Beach Amphitheater, além de doarem o montante de 25.000 dólares para a Cruz Vermelha. Aconteceu também mais uma mudança na formação. Saiu o tecladista Morris Pleasure para a entrada de Myron McKinley; o guitarrista  Sheldon Reynolds passou para a guitarra líder e a banda contratou o guitarrista rítmico Bobby Gonzales. O batera John Paris assumiu no lugar de Gordon Campbell e o tarimbado percussionista Daniel de Los Reyes pegou a vaga deixada por B. David Whitworth.

Em 2002, a banda tocou no encerramento do Jogos Olímpicos de Inverno, que aconteceu em Salt Lake City, Utah. Foi lançada a coletânea The Essential Earth, Wind & Fire e dois álbuns ao vivo, That’s the Way of the World: Alive in ’75 e Live in Brazil (mostrando o antológico show do EW&F no Maracanãzinho, Rio de Janeiro em 1980). Nova mudança na banda: o guitarrista Sheldon Reynolds encerrou seu ciclo no EW&F e Bobby Gonzales assumiu a guitarra líder, deixando sua função para o novo recruta  John Johnson. Foi incluída uma vocalista de apoio, Kimberly Brewer, uma presença feminina no EW&F, algo que não acontecia desde 1973, quando a cantora Jessica Graves saiu da banda. Nesse ano, Phillip gravou mais um álbum individual, Soul on Jazz (carregado de covers de lendas jazzísticas com Thelonious Monk e Herbie Hancock).

Em 2003, foi lançado o álbum The Promise , produzido por Maurice e Phillip em conjunto com a dupla Tim & Bob, após um hiato de quase seis anos sem material inédito. Destacam-se as músicas: All in the Way (Wayne Vaughn, Wanda Vaughn, M. White), onde o EW&F retoma a parceria com o grupo feminino The Emotions (desde o clássico Boogie Wonderland); Freedom (M. White) e Never (Curtis, M. White), além de Where Do We Go from Here? (Bill Meyers, Ross Vannelli)  e Dirty (M. White, Alexander Dutkewych, K.G.St.J.), duas músicas que ficaram de fora do álbum I Am. O trabalho ficou no 19º lugar da parada R&B e recebeu aclamação da crítica. Nesse ano, o EW&F recebeu mais duas honrarias: foi introduzido no Vocal Group Hall of Fame e no Hollywood’s RockWalk.

Em 2004, aconteceu o antológico show do EW&F na entrega do Grammy daquele ano, quando foi feito um tributo ao Funk. A banda juntou-se a outro ícone do Soul: Parliament/Funkadelic do lendário e genial George Clinton, ao lado das então novatas OutkastRobert Randolph and the Family Band numa sonzeira histórica. Houve outra mudança na formação: os guitarristas Greg “G-Mo” Moore e Vadim Zilberstein entraram no lugar de Bobby Gonzales e John Johnson; a cantora Kim Johnson (que tem no currículo atuação com Rod Stewart e Isley Brothers) entrou no lugar de Kimberly Brewer nos vocais de apoio, junto com Krystal Bailey (que ficou pouco tempo). Nesse ano, o EW&F juntou-se ao Chicago, outra banda icônica dos anos 70 numa turnê histórica [ver biografia do Chicago aqui]. A banda participou do álbum de tributo a Jimi Hendrix chamado Power of Soul: A Tribute to Jimi Hendrix com o cover de Voodoo Child (Slight Return). Foi lançada a coletânea romântica Love Songs e a banda assinou com a Sanctuary Records.

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Encontro de lendas: EW&F e P-Funk

Conclui no próximo post

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Arquivado em Biografias, Grandes Nomes do Soul, Jazz, Música, Soul e R & B

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