Mestres do Metal: Iron Maiden, parte 1

Eles são uma das mais longevas bandas setentistas e fizeram parte da New Wave of British Heavy Metal e continuam em pleno vigor e sua principal marca registrada hoje em dia é uma poderosa trinca de guitarras solistas, algo único no Heavy Metal. Foram críticos ferozes do conservadorismo na política britânica nos anos 70 e já vieram ao Brasil inúmeras vezes, considerando nosso país um de seus públicos mais fieis. Vamos falar do Iron Maiden.

A saga da banda começou no dia 25 de dezembro de 1975, quando Steve Harris (nascido Stephen Percy Harris)no dia 12 de março de 1956 em Leytonstone, Essex, Inglaterra), baixista da banda Smiler formou com albuns conhecidos uma banda que recebeu o nome Iron Maiden (um ataúde cheio de pregos por dentro, instrumento de tortura usado no livro O Homem da Máscara de Ferro de Alexandre Dumas). Os outros membros da banda eram o vocalista Paul Day (nascido Paul Mario Day, no dia 12 de abril de 1956 em White Chapell, Londres, Inglaterra), os guitarristas Terry Rance e Dave Sullivan e o baterista Ron “Rebel” Matthews. Só que meses depois, Harris trocou o vocalista por achá-lo sem carisma. Os dois guitarristas também foram dispensados. Aí entrou o vocalista Denny Wilcock (um fã do Kiss que se maquiava e usava sangue falso nas apresentações), que trouxe seu amigo guitarrista Dave Murray (nascido David Michael Murray no dia 23 de dezembro de 1956 em Edmonston, Londres, Inglaterra). Para completar, foi admitido o guitarrista Bobby Sawyer.

Nos idos de 1977, Wilcok brigou feio com o amigo Murray e convenceu o chefe a dispensar o guitarrista e o batera Matthews. Sawyer foi dispensado e então, às vésperas de um show foi chamado o guitarrista  Terry Wapram , o baterista Thunderstick (nascido Barry Graham Purkis no dia 7 de dezembro de 1954 na Inglaterra) um tecladista, Tony Moore (nascido Antony Moore, 11 October 1958 in Bristol, Inglaterra). Aquela apresentação foi sofrível e numa tacada só, foram dispensados Wilcock,  Thunderstrick, Kapram e Moore (este último foi sacado, porque Harris chegou à conclusão de que não precisava de um tecladista). Dave Murrey voltou para o Iron e para a batera foi chamado Doug Sampson (nascido Douglas Gary Sampson no dia 30 de junho de 1957 em Londres, Inglaterra), que tocou com Harris no Smiler.

O trio remanescente (Harris, Murray e Sampson) continuou ensaiando junto e eles começaram a procurar um novo vocalista Fizeram alguns testes e acabaram fechando com o cantor Paul D’Anno (nascido Paul Andrews no dia 17 de maio de 1958 em Londres, Inglaterra). Com a formação completa, a Donzela de Ferro  estava pronta pra detonar. No reveillon de 1978, o quarteto se reuniu num estúdio para gravar uma fita demo, que acabaria por entrar para a história do Rock. Chamado de The Soudhouse Tapes, o acetato trazia quatro músicas compostas pelo líder da banda: Iron Maiden, Invasion,  Prowler e Strange World (esta última acabou sendo limada da versão em EP porque a banda não gostou de sua produção). Uma cópia da fita foi dada de presente ao amigo Neal Kay, que tinha um clube chamado Bandwagon Heavy Metal Sounhouse. Kay gostou do trabalho e incluiu a fita na discotecagem da casa. Outra cópia caiu nas mãos de Ron Smallwood que veio a se tornar empresário da banda. Em pouco tempo, o Iron Maiden caiu no gosto dos jovens metaleiros frequentadores da Soundhouse. Outros clubes também acabaram e rendendo a eles.

Em 1979, embora Dave preferisse ser o único guitarrista da banda, a procura por um segundo home das seis cordas continuou. Durante um tempo tocaram na banda os músicos Paul Carns e Paul Todd. Adrian Smith, um amigo de infância de Dave Murray foi convidado para a bada mas naquele momento declinou do chamado. Então, o Iron fechou com Dennis Stratton (nascido no dia 9 de outubro de 1952 em Canning Town, Londres, Inglaterra) como guitarrista titular. O batera Sampson teve que sair da banda por conta de problemas de saúde e Stratton recomendou Clive Burr (nascido no dia 8 de março de 1957 em East Ham, Londres, Inglaterra) que tocava no Samson. Nesses shows, a banda usava ao lado do palco uma cabeça gigante monstruosa, criada pelo cenógrafo Dave Beasly à qual a banda chamava de Eddie the Head.

Em 1980, já consolidada na cena metaleira londrina, a banda fez seu début fonográfico, participando de uma coletânea chamada Metal for Muthas, que contou com outras bandas do movimento musical chamado pela imprensa britânica de New Wave of British Heavy Metal (Nova Onda do Heavy Metal Britânico) como Samson, E.F. Band, Mantis e Angel Witch, entre outras. O Iron gravou duas versões de Sanctuary e Wrathchild. O trabalho deu visibilidade a Harris e sua gangue e eles participaram de algumas turnês.

Continua no próximo post

The Soundhouse Tapes: demo tape que entrou para  a história

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