Mestres do Metal: Iron Maiden, parte 2

No dia 24 de dezembro de 1975, Steve Harris, baixista da banda Smiler formou uma banda de Heavy Metal à qual chamou Iron Maiden. Logo nos primeiros meses, o vocalista Paul Day foi dispensado por não ter carisma e substituído por Dennis Wilcock. Foram dispensados os dois guitarristas originais e o cantor chamou seu amigo de infância Dave Murray para a banda. Devido a intrigas internas, Murray foi chutado mas voltou logo depois, consolidando o núcleo da banda junto com Harris e o batera Doug Sampson (ex-Smiler). Após alguns testes, o vocalista Paul Di’Anno veio reforçar o Iron e o quarteto gravou uma fita demo chamada The Soundhouse Tapes, que abriu caminho para a banda rumo ao estrelato. Dennis Stratton foi admitido como segundo guitarrista e a banda voltou a ser um quinteto. Sampson saiu por motivo de doença e foi substituído por Clive Burr.

Graças á sua participação na coletânea Metal for Muthas, o Iron acabou conseguindo um contrato com a EMI para gravar seu primeiro disco próprio. O álbum Iron Maiden foi lançado em abril de 1980 e contou com a produção de Will Malone. Os destaques são Transylvania (Harris), Running Free (Di’Anno, Harris), Phantom of the Opera e Iron Maiden (ambas de Harris). Na capa, a mascote da banda Eddie, the Head ganhou um corpo zumbi, criado pelo desenhista Derek Riggs. O disco chegou ao 4º lugar nos charts britânicos, um verdadeiro feito para uma banda que estava debutando no mercado fonográfico.

Nesse ano, o Iron fez a abertura dos shows do Kiss na parte europeia de sua turnê Unmasked. Também tocaram junto com o Judas Priest em algumas datas. Terminados os compromissos, a banda dispensou Dennis Stratton por causa de diferenças pessoais e criativas. Para seu lugar, chamaram o amigo de Dave Murray, Adrian Smith (nascido Adrian Frederik Smith no dia 27 de fevereiro em Londres, Inglaterra), que havia sido sondado no ano anterior mas recusou o convite. A entrada de Smith veio dar aquele gás que a banda precisava com a dobradinha de guitarras que se tonou marca registrada da banda, sonoridade influenciada por Allman Brothers e Thin Lizzy.

Em 1981, saiu o segundo álbum da banda, intitulado Killers, primeiro trabalho da banda produzido pelo competente Martin Birch, que havia feito um grande trabalho com os dinossauros Deep Purple e Black Sabbath. Durante esse tempo, Birch era o que se podia chamar de o “Sexto” Maiden. A maioria quase absoluta das faixas foi composta por Steve Harris (The Ides of March, Wrathchild, Murder in the Rue Morgue e outras), exceto a música que intitula o disco (Di’Anno, Harris). O disco ficou em 12º nas paradas britânicas e em 78º do Hot 100 da Billboard. A banda fez sua primeira turnê mundial e nos EUA fez abertura para o Judas Priest. Os frequentes problemas de Di’Anno com drogas fizeram com que ele fosse demitido do Iron e após o fim da turnê mundial, a banda começou a procurar um substituto.

Após um encontro com Rod Smalwood do Reading Festival, a banda conheceu o cantor Bruce Dickinson (nascido Paul Bruce Dickinson no dia 7 de agosto de 1958 em Worksop, Nottinghampshire, Inglaterra), que que era vocalista do Samson. Ele participou de um teste e foi aprovado na hora. Aproveitando a deixa, a banda saiu numa miniturnê na Itália e no Raibow Theater no Reino Unido, tocando algumas coisas que iriam aparecer no novo disco do Maiden. As qualidades vocais de Bruce vieram casar com a sonoridade que a banda buscava e enfim conseguiu criar.

Em 1982, saiu o álbum The Number of the Beast, marcando a estreia do novo vocalista, outra produção  bombástica de Martin “Farmer” Birch. O clássico maideniano que nomeia o álbum é uma música tirada da passagem bíblica de Apocalipse 12:12 e 13:18 que fala sobre a expulsão do dragão dos céus e uma besta que emerge do mar e que tem em sua testa o número 666. Na introdução, o ator Barry Clayton cita o texto. Na verdade, a banda tinha pensado no mestre dos filmes de terror Vincent Price para a locução, mas o ator pediu 25.000 libras esterlinas. esse disco também tem outros dois clássicos do Maiden, Run to the Hills e Hallowed Be Thy Name. O disco ficou em primeiríssimo lugar nas paradas britânicas e em 33º nos EUA, sendo considerado posteriormente um dos melhores álbuns de Heavy Metal de todos os tempos. Na capa, o “tinhoso” é manipulado como um fantoche pelo velho Eddie.

Continua no próximo post

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