Mestres do Metal: Iron Maiden, parte 3

Em 1980, saiu o primeiro álbum Iron Maiden , que teve um boa repercussão no Reino Unido. A banda fez abertura dos shows do Kiss na parte européia de sua turnê Unmasked. Também fez shows com o Judas Priest. O guitarrista Dennis Stratton saiu da banda por razões pessoais e criativas e foi substituíído por Adrian Smith, que fez com Dave Murray uma dobradinha de guitarras que se tornou o supra-sumo da banda. No ano seguinte, saiu o álbum Killers e dessa feita, o Iron encabeçou uma turnê aos EUA. Problemas com drogas fizeram com que o vocalista Paul Di’Anno fosse chutado, sendo substituído por Bruce Dickinson, ex-Samson, que acabou se tornando A Voz do Iron Maiden. Em 1982, a banda gravou seu álbum clássico The Number of the Beast, um dos melhores discos da história do Heavy Metal.

Nesse ano começou a monumental turnê do álbum, The Beast on the Road, que visitou a América do Norte, Japão, Austrália e Europa. Em sua visita aos EUA, a banda teve que lidar com grupos cristãos conservadores que qualificavam a banda como satânica, principalmente por causa do nome do álbum. Tal qual aconteceu com os Beatles nos anos 60, após a bombástica declaração de John Lennon sobre os Fab 4 serem mais populares que Jesus Cristo, alguns religiosos mais exaltados promoveram a queima dos discos em praça pública para mostrar sua hostilidade ao Iron. Claro que a banda tirou a maior onda, pois essa atitude deu à banda uma publicidade inesperada. Em dezembro de 1982, o batera Clive Burr encerrou sua associação com o Iron Maiden, por conta da extensa programação na agenda de shows. para seu lugar, foi recrutado Nicko McBrain (nascido Michael Henry McBrain no dia 5 de junho de 1952 em Hackney, Londres, Inglaterra), que tocava no Trust. Fechava-se assim a formação clássica do Iron Maiden.

Em 1983, a banda lançou o álbum Piece of Mind, primeiro de três que eles gravaram no Compass Point Studios nas Bahamas, contando com o toque de Midas de Martin Birch, com a emblemática capa com o simpático Eddie preso com uma camisa de força. Bruce Dickinson faz seu début como compositor do Iron com Revelations e divide a parceria nas composições Flight of Icarus, Sun and Steel (com Adrian Smith) e Die with Your Boots On (com Smith e Steve Harris). Nesse disco tem o petardo clássico The Trooper (Harris). O disco foi um grande sucesso, nas listas Top 10 em diversos lugares do mundo, inclusive nos charts britânicos onde ficou em terceiro e na Billboard (14º lugar do Top 20). Aí veio a bem sucedida turnê do álbum.

Em 1984, eles lançaram o álbum Powerslave, outra produção notável de Martin Birch, novamente gravado nas Bahamas. Tem uma das mais belas capas feitas para um disco de Metal, com Eddie como uma majestosa estátua de um faraó num templo egípcio. A faixa que dá título ao disco é ima composição do vocalista Dickinson. O “couro come solto” em todas as faixas mas o destaque fica por conta dos clássicos Aces High (Harris) e 2 Minutes to Midnight (Dickinson, Smith). Embora o disco tenha ficado em segundo nos charts britânicos, não foi dessa vez que eles conseguiram ficar dentre os primeiros na Billboard (alcançaram o 21º lugar).

A World Slavery Tour , aconteceu entre 1984 e 1985, visitou 28 países e foi vista por mais de três milhões de fãs em todo o planeta com uma produção monumental nunca antes vista. Foi nessa excursão que os fãs brasileiros puderam ver de perto seus ídolos metaleiros. Os portugueses também tiveram a oportunidade de conferir de perto os novos gigantes do Metal. A banda fez uma apresentação antológica no Rock and Rio, onde encabeçaram as atrações internacionais junto com o Queen. Em 1985, foi lançado o primeiro álbum ao vivo da banda, Live After Death, contemplando momentos da turnê.

Em 1986, foi lançado o álbum Somewhere in Time, fechado a trilogia das sessões ocorridas nas Bahamas, onde a banda ousou pela primeira vez introduzir guitarras e baixo sintetizados. A capa mostra Eddie ameaçador a la Exterminador do Futuro. O artista e mago Martin Birch produziu mais essa empreitada do Maiden. Embora não seja um trabalho conceitual, o disco tem uma temática voltada a viagens e tempo. O disco tem dois clássicos da banda, Wasted Years e Stranger in a Strange Land, compostos pelo guitarrista Adrian Smith. O trabalhou ficou em 3º nas paradas britânicas e conquistou o 11º lugar na Billboard.

Continua no próximo post

O futuro segundo o Iron Maiden

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