Mestres do Metal: Iron Maiden, parte 4

Em 1982, a turnê The Beast on the Road foi muito bem sucedida, apesar de ter encontrado problemas quando de sua passagem pelos EUA, por causa de grupos conservadores cristãos que promoveram uma queima de discos da banda, chamando-a de satânica. Isso acabou dando uma publicidade extra ao Maiden. No final do ano, o batera Clive Burr deixou a banda por conta dos inúmeras compromissos da agenda de shows. para seu lugar foi recrutado Nicko McBrain (ex-Trust) que fechou o line up clássico do Iron. Em 1983, saiu o álbum Piece of Mind, seguido de mais uma lucrativa turnê. Em 1984, veio outro álbum bombástico, Powerslave, acompanhado da primeira mega-turnê que chegou à América do Sul e o Iron Maiden fez seu primeiro show para seus fãs no Brasil, tocando no Rock and Rio junto com o Queen como bandas principais. Em 1985, veio o primeiro álbum ao vivo da banda (Live After Death) e no ano seguinte lançaram o ousado Somewhere in Time, onde usaram guitarras e baixo sintetizados.

Em 1988, foi lançado o álbum Seventh Son of a Seventh Son, continuando a pegada conceitual do anterior com suas guitarras e baixo sintetizados, também magistralmente produzido por Martin Birch em outra capa muito bem feita, apresentando Eddie segurando uma placenta com um bebê monstro. O disco é repleto de clássicos como a faixa-título (composição de Steve Harris), Moonchild (Bruce Dickinson, Adrian Smith), Infinite Dreams (Harris) e The Evil that Men Do (Harris, Dickinson, Smith). O disco foi primeiro lugar absoluto nas paradas britânicas e ficou em 12º nos EUA. Conseguiu uma certificação Ouro do mercado fonográfico norte americano. A banda foi uma das atrações do famoso festival Monsters of Rock de 1988, junto com Megadeth, Kiss e Helloween.

Entre 1989 e 1990, durante uma pausa da banda, Adrian e Bruce gravaram álbuns individuais. O guitarrista e sua banda ASAP lançaram Silver and Gold, enquanto o vocalista gravou Tattooed Millionaire, onde contou com a participação do guitarrista Janick Gers (nascido Janick Robert Gers no dia 27 de janeiro de 1957 em Hartlepool, Inglaterra), que havia tocado na banda solo de Ian Gillan (Deep Purple). O Maiden lançou The  First Ten Years, uma caixa com 10 CD’s e vinis duplos, comemorativa dos 10 anos do início da carreira fonográfica da banda. Durante a fase de pré-produção de um novo disco do Iron, o “capo” Steve Harris e o guitarrista Adrian Smith começaram a entrar em rota de colisão porque Smith discordava da direção que a banda estava tomando. Sendo assim, deixou o Maiden e Janick Gers foi chamado para substituí-lo.

Em 1990, com essa nova alteração em seu line up, a banda lançou o álbum No Prayer for the Dying, contando com outra produção de Martin Birch. Neste disco, o destaque fica por conta de Tailgunner (Harris, Dickinson), Holy Smoke (Harris, Dickinson) e Bring Your Daughter… to the Slaughter  (Dickinson), primeiro e único single da banda a ter alcançado a primeira colocação nos charts britânicos. O disco também teve uma ótima colocação nas paradas, ficando em segundo no Reino Unido. A música figurou na trilha sonora do filme A Nightmare on Elm Street 5: The Dream Child (no Brasil, A Hora do Pesadelo 5: O Maior Horror de Freddy. A turnê do álbum se estendeu até setembro do ano seguinte com 118 datas na América do Norte e Europa, incluindo Portugal.

Em 1992, a banda lançou Fear of the Dark, que marcou o derradeiro trabalho de Martin Birch como produtor, encerrando a carreira para uma merecida aposentadoria. É o primeiro disco da banda que não apresenta seu mascote Eddie no traço de seu criador Derek Riggs, sendo desenhado por Melvyn Grant. O dsico marcou a estreia de um tecladista como músico adicional na pessoa de Michael Kenney. A faixa título (composição de Harris), embora seja uma típica porradaria maideniana, virou um hino dos fãs da banda, que a cantam até hoje nos shows ao melhor estilo de Love of My Life do Queen. Há outras porradas como Be Quick or Be Dead (Dickinson, Janick Gers) e From Here to Eternity e a balada agridoce Wasting Love (Dickinson, Gers), tocada à exaustão nas FM’s que conquistou até uma leva de não-apreciadores de Heavy Metal, especialmente no Brasil. O álbum foi outro número 1 nos charts britânicos que entrou para a coleção da banda.

A turnê do disco foi uma das mais licrativas da história da banda, embora tivessem a dura missão de concorrer com a emergente Cena Grunge da década de 90, lotando estádios e casas de shows. Essa excursão trouxe o Iron Maiden novamente para a América do Sul e para o Brasil e teve um antológico fechamento no festival Monsters of Rock daquele ano. Adruan Smith, que havia deixado o maiden em 1990, foi chamado para tocar com a banda o clássico Running Free, mostrando que não havia rusgas entre ele e Harris. No ano seguinte, Bruce Dickinson decidiu deixar o Maiden para seguir carreira solo.

Continua no próximo post

Fear of the Dark: turnês bem sucedida de 1992

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