Mestres do Metal: Iron Maiden, parte 5

Em 1988, o Iron Maiden lançou mais um álbum conceitual com guitarras e baixo sintetizado, Seventh Son of a Seventh Son. A banda foi uma das atrações principais do Monsters of Rock daquele ano. Em 1989, durante uma pausa da banda, Adrian Smith e Bruce Dickinson aproveitaram para gravar discos individuais. Em 1990, quando a banda começou a preparar um novo álbum, o baixista Steve Harris e o guitarrista Smith começaram a se desentender por causa das direções que a banda estava tomando. O resultado foi a saída de Adrian, provocando uma alteração no line up, algo que não ocorria desde 1982. Seu substituto foi Janick Gers, ex-Gillan que havia trabalhado com Dickinson no disco solo do vocalista. Vieram os álbuns No Prayer for the Dying (1990) e Fear of the Dark (1992). Na turnê desse último, o Iron voltou a pisar em terras brasileiras. Bruce Dickinson anunciou que queria deixar a banda para seguir carreira solo.

Em 1993, a decisão do vocalista pegou Steve, os colegas e os fãs de surpresa, mas após alguns entendimentos, Bruce aceitou fazer  uma turnê de despedida que resultou na gravação de dois álbuns ao vivo lançadfos naquele ano, A Real Live One (lançado em março) e Real Dead One (saiu após Bruce dexiar a banda). também foi lançado o petardo ao vivo Live at Donnington em CD e vídeo, mostrando a antológica canja com Adrian Smith no ano anterior. Bruce fez seu derradeiro show com o Maiden em agosto de 1993. A banda entrou num hiato de dois anos sem gravar (três, se considerarmos o fato de que o último disco saiu em 1992), período em que foram feitos testes com diversos candidatos que mandaram centenas de fitas demo.

Um dos que enviaram acetatos ao Iron estava o nosso André Mattos do Angra, que segundo reza a lenda era um dos mais fortes candidatos à vaga deixada por Dickinson. Mas quem levou foi o cantor Blaze Bayley (nascido Bayley Alexander Cooke no dia 29 de maio de 1963 em Birmingham, Inglaterra), que era vocalista da banda Wolfsbane, qie havia feito shows de abertura para o Maiden no passado. Dizem (e muitos afirmam que isso é fato verídico) que Bayley foi escolhido por ser britânico e por que jogava futebol melhor que Mattos. Para quem não sabe, Harris e sua gangue são fissurados pelo “velho e rude esporte bretão” (assim chamado pelo grande Nelson Rodrigues) e são verdadeiros craques na bola.

Em 1995, saiu o álbum The X-Factor, produzido por Steve Harris, o mais sombrio trabalho gravado pelo Maiden. Isso se deve aos problemas pessoais enfrentados pelo capitão Harris, que estava se divorciando e teve que lidar com a morte do pai. Felizmente a sonoridade casou bem com a voz do novo vocalista. Destaque para as faixas Sign of the Cross (Harris), 11 minutos de puro Canto Gregoriano, com constantes mudanças no andamento; Lord of the Flies (Janick Gers, Harris) e Man on the Edge (Bayley, Gers). Os fãs foram implacáveis com a nova formação do Iron e esta acabou sendo um dos menos bem sucedidos da banda, embora tenha ficado em 8º lugar nas paradas britânicas e tenha sido eleito o melhor disco do ano na Alemanha e na França. Nos próximos três anos, o Maiden fez inúmeras turnês . marcando um novo hiato em estúdio. Visitou países onde nunca tinham ido antes como África do Sul e Israel, chegando a fazer sua terceira visita ao Brasil. Nesse ínterim, saiu a primeira coletânea da banda, chamada Best of the Beast, que incluía uma faixa inédita Virus (Bayley, Gers, Harris, Dave Murray).

Em 1998, saiu o álbum Virtual XI, produção de Steve Harris e Nigel Green, onde o líder do Maiden também ataca de tecladista em algumas faixas junto com o tecladista titular, Mike Lenney. É a segunda capa onde Eddie aparece desenhado por Melvyn Grant. Os destaques do disco ficam por conta de Futureal (Bayley, Harris), The Angel and the Gambler (Harris) e uma homenagem aos fãs de língua espanhola, Como Estais Amigos (Bayley, Gers). Foi outro álbum da banda que ficou abaixo da média, chegando ao inexpressivo 16º lugar nos charts britânicos (sua mais baixa colocação na história). Por conta de seus problemas vocais, o que obrigou a banda a cancelar inúmeros shows, aliado à frieza dos fãs com relação ao vocalista, a batata de Blaze Bayley começou a assar. No ano seguinte, o Iron contou com a volta do filho pródigo, Bruce Dickinson.

Continua no próximo post

Iron Maiden e seu novo frontman, Blaze Bayley

Iron Maiden e seu novo frontman, Blaze Bayley

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Arquivado em Biografias, Mestres do Metal, Rock and Roll, Rock Setentista

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