Mestres do Metal: Iron Maiden, finale

Em 1993, Bruce Dickinson topou fazer uma turnê de despedida, que acabou gerando os álbuns ao vivo Real Live One e Real Dead One. Após o fim dos compromissos, o Maiden entrou num hiato de dois anos sem gravar discos, centrando fogo na escalação do substituto de Dickinson. Um dos candidator foi o cantor de Metal brasileiro André Mattos, mas quem acabou ficando com a vaga foi o inglês Blaze Bayley, ex-Wolfasbane, que gravou os álbuns The X-Factor (1995) e Virtual XI (1998). Na turnê do primeiro, o Iron veio ao Brasil pela terceira vez. Em 1999, Bayley enfrentou problemas com a voz, o que obrigou a banda a cancelar algumas turnês. Isso, aliado ao fato de que o vocalista não era bem aceito pelos fãs, fez com que Dickinson voltasse ao Maiden.

A volta de Bruce foi precedida de muitas conversações entre as partes. Além de Bruce a banda contou com a volta de Adrian Smith, que havia deixado o Maiden em 1990. Mas e quanto a Janick Gers? Seria dispensado em prol da reunião da formação clássica da banda? Aqueles que apostaram nisso perderam feio! Mr. Harris não só manteve Gers, a pedido de Smith, como simplesmente criou uma trindade de guitarristas solistas, algo inédito no Heavy Metal. O Maiden virou um sexteto! Os fãs em todo o mundo foram à loucura com o novo (velho) time. Fizeram uma turnê para divulgar a coletânea Ed Hunter.

Em 2000, saiu o novo álbum Brave New World (nome baseado na novela de Aldous Huxley, conhecida no Brasil como Admirável Mundo Novo), produzido por Steve Harris e Kevin Shirley, tendo na capa a figura espectral do velho Eddie pairando sobre Londres. Os destaques ficam conta da faixa título (composição de Dickinson, Harris e Dave Murray), The Wicker Man (Dickinson, Harris, Smith) e Out of Silent Planet (Dickinson, Gers, Harris). Foi à volta do Iron Maiden às primeiras colocações das paradas. Ficou com o 7º lugar nos charts britãnicos e liderança absoluta da paradas finlandesa. Os dois anos seguintes foram dedicadas à turnê do disco e o Iron Maiden veio ao Brasil pela quarta vez, tocando no Rock and Rio 2001. Em 2002, fizeram uma série de concertos em prol do ex-batera Clive Burr, diagnosticado com esclerose múltipla.

Em 2003, em seguida à turnê mundial Give Me Ed… ‘Til I’m Dead Tour, lançaram o álbum Dance of Death, com Eddie na capa mais ameaçador do que nunca, vestindo a toga e com a foice do Ceifador Sinistro, a Morte em pessoa. Outra produção da dobradinha Harris/Shirley, com destaque para Wildest Dreams ((Harris, Smith), Rainmaker (Dickinson, Harris, Murray) e No More Lies (Harris). Outro sucesso em vendagens que foi vice-líder nos charts britânicos e não saiu dos primeiros ligares no resto do planeta. Veio a turnê de divulgação do disco e em seguida, uma tour mundial comemorativa dos 25 anos da banda.

Em 2006, foi lançado o álbum Matter of Live and Death, outra produção da entrosada dupla Harris e Shirley, com a capa desenhada por  Tim Bradstreet (desenhista do Justiceiro e Hellblazer), mostrando Eddie comandando um exército de mortos em cima de um tanque túpico da Primeira Guerra Mundial com destaque para as músicas Different World (Harris, Smith), These Colours Don’t Run (Dickinson, Harris, Snith e Reincarnation of Benjamin Breeg (Harris, Dave Murray). Nova turnê mundial, mais aclamação dos fãs e da crítica de Metal.

Em 2010, foi lançado o último álbum (até o momento), intitulado The Final Frontier, com músicas mais longas do que o de costume, com temas mais voltados ao Metal progressivo, nova tendência da banda. Aqui, Eddie é uma espécie de filhote do Predador com Alien, uma das mais monstruosas metamorfoses da mascote do Iron Maiden em seus trinta anos de existência. Destaque para Satellite 15…The Final Frontier (Harris, Smith), El Dorado (Dickinson, Harris, Smith) e When the World Wind Blows (Harris). Veio outra megaturnê que visitou o Brasil em 2011. No dia 12 de marlo de 2013, Clive Burr, o velho amigo e batera dos primórdios banda banda faleceu. Apesar do nome profético do último disco e turnê, o Iron não está com os dias contados e nem se despedindo dos palcos. Eles parecem ainda ter muita lenha pra queimar e Eddie ainda tem muito o que assustar por aí. Podem acreditar que logo teremos novidades sobre um novo disco. Os fãs da Donzela de Ferro dizem “Amém”.

Fontes:

Wikipedia

http://www.ironmaiden.com/

Iron Maiden: três décadas de puro Metal

Iron Maiden: três décadas de puro Metal

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Arquivado em Biografias, Música, Mestres do Metal, Rock and Roll, Rock Setentista

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