Beatles Saga: A Onda do Skiffle

Outra série que andava meio esquecia por aqui é Beatles Saga, que também retomamos a partir deste post. Nos links a seguir, os capítulos anteriores: Prólogo e Dias de Infância.

1956 – Quando o cantor e banjista Lonnie Donegan e seu trio formado por Chris Barber (contrabaixo) e Beryl Bryden (washboard) fizeram uma apresentação na TV inglesa da música Rock Island Line, original do lendário Leadbelly, eles não faziam ideia do furor que causariam entre os jovens britânicos. Da noite para o dia, muitos desses moleques formaram suas bandas, especialmente no norte da Inglaterra (Liverpool e cercanias). O Skiffle, que era uma tendência do Jazz norte-americano muito em voga nos anos 20/30 e que voltava do outro lado do Atlântico com força total.

Como todo garoto liverpudliano, John também quis formar sua banda de Skiffle e conseguiu esse feito graças à mãe. John havia voltado a encontrar a mãe Julia, que o presenteou com discos de Rock e com seu primeiro violão, um genuíno Django Reinhardt para estudo, apesar dos protestos de Tia Mimi que não via futuro para John na música. John começou a estudar em Quarry Bank  e acabou formando sua gangue, que se divertia fazendo caricaturas do rígido professor Pinkerton ou puxando os cabelos das meninas. A verdade é que John, aos 16, era um líder nato, posição que conseguiu sem nunca ter batido em ninguém, sempre se mantendo ao lado dos mais fortes.

Na verdade, John ainda estava muito triste pela morte do seu querido tio George Smith, marido de Mimi, que era um paizão para ele. Ele havia falecido aos 52 anos no ano anterior. John aprendeu os primeiros acordes com a mãe, que o ensinava a tocar violão como se fosse banjo. Julia tocava para o rebento coisas como That’ll Be the Day (Buddy Holly) e Maggie Mae (velha canção liverpudliana). O vizinho de John, Eric Griffiths também praticava junto com o amigo e a mãe Julia.

Paralelamente, Paul e Mike McCartney haviam passado pela trágica e dolorosa perda trazida pela morte da querida mãe Mary Patricia, que tombou vítima de câncer de mama. Paul também tinha afinidade com a música, herança do pai, que tocava no passado e tinha até uma banda. Aos 14 anos, Paul ganhou seu primeiro instrumento musical, um trompete. Desistiu logo pois por não conseguir boa embocadura, acabou machucando a boca. Ganhou então um violão, um Zenith modelo 17. Começou a ouvir Rock americano e era fissurado em Elvis Presley e Eddie Cochran.

George, que nesse ano já estudava no Liverpool Institute e fez amizade com Paul, era apaixonado por guitarras. Seu fascínio pelo Rock começou um ano antes ao ouvir Heartbreak Hotel de Elvis Presley. Pediu dinheiro à mãe e comprou seu primeiro violão, um Dutch Egmond.

No Dingle, um dos mais violentos bairros de Liverpool, Ritchie teve uma infância e adolescência atribuladas por conta de muitas doenças que o acometeram. Por causa disso, não pôde ter estudo normal e começou a trabalhar como garçom aos 15 anos. Mal sabia ler e escrever. Nessa altura da febre do Skiffle, o padrasto Harry Graves comprou para o garoto seu primeiro kit de bateria. Ter uma bateria já era meio caminho andado para entrar em uma das milhares de bandas que foram formadas pelos jovens em 1956.

Fontes:

Wikipedia

http://www.beatlesource.com/savage/main.html

Lonnie Donegan: responsável pelo boom do Skiffle na Inglaterra Crédito: http://www.hillmanweb.com/rock/donegan/don18h4.jpg

Lonnie Donegan: responsável pelo boom do Skiffle na Inglaterra
Crédito: http://www.hillmanweb.com/rock/donegan/don18h4.jpg

 

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