Grandes Nomes do Soul: Atlantic Starr, parte 2

Em 1976, alguns músicos novaiorquinos formaram a banda de R&B Newban que se mudou para a Califórnia e após gravar dois álbuns pela Guiness Records, teve algumas alterações em sua formação, contando em seu núcleo os irmãos Wayne, David e Jonathan Lewis. Foram notados em shows em clubes por executivos da A&M Records, onde mudaram seu nome para Atlantic Starr. Sob a produção de Bobby Eli, um conceituado músico ligado ao lendário Som da Philadelphia, gravaram os álbuns Atlantic Starr (1978) e Straight to the Point (1979) que não foram muito bem comercialmente. Em 1981, a mudança na produção (saída de Eli, entrada de James Carmichael) a partir do álbum Radiant fez o Atlantic Starr sentir o gostinho do sucesso.

Em 1982, saiu o quarto álbum da banda, Brilliance, também produzido por James Carmichael e que contou com a pariticpação dos músicos adicionais Albert Jones (trompete, flugelhorn), Dave Cochran (guitarra) e Greg Phillinganes (sintetizador). Neste disco está o grande clássico do Atlantic Starr, Circles ((David Lewis, Wayne Lewis) que foi um grandes sucesso como single, chegando a ficar na vice-liderança dos charts de R&B. Além desta, também há outros destaques como Perfect Love (Phillinganes, Alee Willis) e Let’s Get Closer (Harold Johnson). Chegou ao primeiríssimo ligar na parada R&B (tendo ficado com a 18ª colocação na parafa Pop), ganhando seu primeiro Disco de Ouro. Esse disco foi a consagração do Atlantic Starr como uma das grandes bandas de Soul dos anos 80, junto com o Shalamar de Jodie Watley. O spotlight começou a ser centrado na vocalista Sharon Bryant, apesar de David e Wayne Lewis também  serem excelentes cantores.

Em 1983, foi lançado o álbum Yours Forever, outra produção de James Carmichael, mantendo a linha do anterior com faixas bem dançantes e algumas baladinhas. Greg Phillinganes, que à época era um dos mais requisitados tecladistas do Pop e do Soul também participa desse trabalho, junto com Michael Boddicker (sintetizador) e o nosso Paulinho da Costa (percussões adicionais). Destaque para Yours Forever (D. Lewis), More, More, More (Sam Dees) e Tryin’ (Deborah Thomas, David Cochrane)O disco não teve tanto sucesso quanto seu predecessor, ficando em 10º lugar na parada R&B e em 90º nos charts Pop.

No ano seguinte, o Atlantic Starr sofreu algumas baixas em seu line up. A cantora Sharon Bryant, frontwoman da banda, decidiu sair para trilhar sua carreira solo, deixando os colegas na mão. Para o lugar da vocalista foi recrutada a ótima Barbara Weathers (nascida em 7 de dezembro de 1963). Além dela, saíram os músicos Porter Carrol Jr. (bateria), Clifford Archer (baixo), William Sudderth (trompete) e Koran Daniels, reduzindo a banda a um quinteto formado pelos irmãos Lewis, o percussionista Joseph Phillips e a nova vocalista Barbara Weathers.

Em 1985, a banda lançou seu último álbum pela A&M, As the Band Turns, onde os manos líderes da banda, David e Wayne dividiram a produção com Joey Gallo, Calvin Harris e Wardell Potts Jr. Contaram com os músicos de apoio Derek Organ, Wardell Potts, Jr. e Paulinho Da Costa (bateria, percussões), Barry “Sonjohn” Johnson (baixo), Bill Bottrell, Joey Gallo, Rex Salas, William “Dr. Z” Zimmerman (teclados); Bill Bottrell, Calvin Harris, Derek Nakamoto (programação de teclados), David Cochrane (guitarras e sax), Damon Rentie (sax), Krystal Davis, Dana Meyers, Darryl Phinnessee, Fonzi Thornton (backing vocals), Clare Fischer (cordas sintetizadas) e Gene Page (arranjo de cordas e sopros). Os destaques ficam por conta dos clássicos Secret Lovers, Silver Shadows (ambas escritas por David e Wayne Lewis) e If Your Heart Isn’t In It  (escrita por Hamish Stuart, que tocou com o Average White Band e Paul McCartney). O resultado agradou geral: 3º lugar na parada R&B, 17º nos charts Pop e mais um Disco de Ouro. No ano seguinte, saiu a primeira coletânea da banda, Secret Lovers… The Best Of Atlantic Starr.

Em 1987, o Atlantic Starr fechou com a Warner Brothers e foi lançado o álbum All in the Name of Love, com a produção de David, Wayne e Jonathan junto com o consagrado produtor e percussionista Maurice White (Earth, Wind & Fire). O disco conta a com a especialíssima participação de Duke Jones (flugelhorn), fundador do Newband, que foi a base para a formação do Atlantic Starr. Além dele, deram as caras no disco os músicos de estúdio Danny Atherton, Richard Feldman (bateria), Gary Coleman, Paulinho Da Costa (percussão); Rich Aronson, Rhett Lawrence (teclados, sintetizadores); Andrew Bloch, Fritz Cadet, Charles “Icarus” Johnson, Marlon McLain (guitarras), David Cochrane (baixo, guitarra), Gerald Albright (sax) e Gene Page (regência e arranjos). O grande destaque é Always (David, Wayne e Jonathan Lewis), o primeiro e único grande sucesso mundial do Atlantic Starr, que fez um enorme sucesso, inclusive no Brasil e é cosidarada uma das melhores músicas da década de 80. All in the Name of Love (Sam Dees), faixa que intitula o disco e One Lover at a Time (Richard Feldman, Jimmy Scott) são outros dois destaques. O disco, embora tenha ficado em 4º na parada R&B e em 18º nos charts Pop, conseguiu o Disco de Platina e é considerado um dos melhores álbuns da década de 80.

Conclui no próximo post

O grande sucesso do Atlantic Starr na década de 80 crédito: http://img.maniadb.com/images/album/171/171048_1_f.jpg

O grande sucesso do Atlantic Starr na década de 80
crédito: http://img.maniadb.com/images/album/171/171048_1_f.jpg

1 comentário

Arquivado em Biografias, Grandes Nomes do Soul, Grupos vocais, Música, Soul e R & B

Uma resposta para “Grandes Nomes do Soul: Atlantic Starr, parte 2

  1. Valdeci Pereira Da Silva

    I would like to see barbara weathers and sharon bryant together

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