Grandes Nomes do Rock: Status Quo, parte 3

O Status Quo lançou os discos Spare Part (1969) e Ma Kelly’s Grease Spoon (1971) e o tecladista Roy Lynes deu adeus à banda, que voltou a ser um quarteto. Em 1971,  saiu o álbum Dog of Two Head, que foi outro fracasso de vendas, terminando assim a relação com a gravadora Pye Records. Em 1972, a banda assinou com a Vertigo Records e deu um “bico” definitivo na estética pop psicodélica (terninhos coloridos e cabelinhos cortados), abraçando uma nova fase mais voltada ao Hard Rock (camisetas, jeans e cabelos compridos), a partir do disco Piledriver, que teve uma boa atuação nos charts. Em 1973, veio o álbum Hello!, o primeiro de uma série de quatro álbuns que lideraram as paradas britãnicas.

Em 1974, foi lançado o álbum Quo, produzido pela banda, o segundo da série de álbuns que alcançaram o topo dos charts britânicos. Dessa feita, contaram com o competente Tom Parker nos teclados. E tome peso: Backwater (Parfitt, Lancaster), Break the Rules (Rossi, Parfitt, Lancaster, Coghlan, Young) e Don’t Think it Matters (Parfitt, Lancaster). O disco ficou em segundo lugar nas paradas britânicas durante várias semanas e o Status Quo foi pavimentando sua estrada de sucesso no Reino Unido, embora passassem despercebidos nos EUA.

Em 1975, saiu o álbum On The Level, outra porradaria produzida pela banda, terceira parte da tetralogia de álbuns bem colocados nas paradas britânicas. Aqui há o clássico quoniano Down Down, verdadeiro hino do Rock assinado por Rossi e Young, que foi lançada em single numa versão mais curta. Além dela, destacam-se Nightride (Parfitt, Young) e Where I Am (Parfitt), além do fabuloso cover do mestre Chuck Berry, Bye Bye Johnny, com um Quo arrasador. O disco foi líder absoluto dois charts do Reino Unido.

Em 1976, veio Blue For You, “fechando a conta e passando a régua” na série bem sucedida de álbuns que lideraram os charts do reino Unido e alavancaram a carreira do Status Quo, colocando-os no pódio das bandas britânicas dos anos 70. Destacam-se os petardo quonianos Rain (Parfitt) e Mystery Song (Parfitt, Young), além de Mad About the Boy (Rossi, Young) e Ease Your Mind (Lancaster). A partir daqui, o Quo voltou a ser um quinteto, tornando o tecladista Andy Bown membro oficial da banda. Outro número 1 incontestável para a coleção!

Em 1977, lançaram seu primeiro disco ao vivo, Live!, onde eles “quebram tudo” no Apollo Theater em Glasgow, Escócia, tocando verdadeiros “hinos de guerra” da fase mais Hard Rock, levando a massa quomaníaca à loucura. No mesmo ano saiu o novo álbum de estúdio, Rockin’ All Over the World, produzido por Pip Williams. A faixa-título, composição do grande John Fogerty do Creedence Clearwater Revival após o fim da lendária banda, se converteu num verdadeiro clássico do Quo. Além dela, destacam-se Hard Time (Rossi, Parfitt) e Dirty Water (Rossi, Young). Resultado: quinto lugar nas paradas britânicas. Reza a lenda que quando o SQ fez o clipe da música, o baixista Alan Lancaster, que vivia na Austrália se recusou terminantemente a participar das filmagens. A solução para o impasse foi colocar um manequim com um baixo (!!!). Nessa época, o Quo participou da trilha sonora do documentário All  This and World War II, repleta de músicas dos Beatles interpretadas por outros artistas. O Status Quo tocou Getting Better, clássico do opus magnum dos Beatles, Sgt. Pepper’s.

Em 1978, foi lançado o álbum If You Can’t Stand the Heat…, produzido por Pip Williams, onde o Quo pôs o pé no freio e começou a abraçar uma sonoridade mais pop e leve, na contramão do estilo que os consagrou junto aos roqueiros da Terra da Rainha. Embora tenha ótimas músicas como Again and Again (Rossi, Parfitt, Lynton), Accident Prone (Williams, Hutchins) e Long Legged Linda (Bown) e tenha ficado em 3º lugar nas paradas britânicas, o disco não agradou muito aos exigentes fãs da banda, que apreciam um SQ cru e pesado.

Continua no próximo post

Status Quo: rock pauleira!

Status Quo: rock pauleira!
crédito: http://www.vertigoswirl.com/singlecvr/6059184NL.jpg

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