Grandes Nomes do Rock: Status Quo, parte 6

Em 1982, o Status Quo lançou a compilação tripla From the Makers of…, que consiste de dois disco com grandes sucessos da banda e o terceiro, um show realizado naquele ano. Em 1983, saiu Back to Back, cujo singles tiveram boa colocação nas paradas britânicas. No ano seguinte, por conta do cansaço e stress por causa da concorrida agenda, o SQ anunciou o fim de suas atividades. Em 1985, Francis Rossi e Rick Parfitt lançaram material solo. Bob Geldof conseguiu convencer os membros do Quo a fazer uma reunião para se apresentar no Live Aid. A boa acolhida do público entusiasmou a banda a voltar de vez. Só que problemas entre Rossi e Alan Lancaster acabaram fazendo com que o baixista e o baterista Pete Kircher deixassem a banda. Rossi, Parffit e o tecladista Andy Bown decidiram manter a banda, chamando John “Rhino” Edwards e Jeff Rich para as vagas restantes mas bateram de frente com Lancaster que entrou na justiça para evitar que a denominação Status Quo fosse usada pela banda.

Em 1986, após resolverem o litígio judicial quanto ao uso do nome da banda através de um acordo entre as partes, Rossi e Parffit lançaram In the Army Now, o primeiro álbum inédito do Quo desde 1983. O disco, também sem a pegada pauleira de antanho, contou com a produção de Pip Williams (que voltou a trabalhar com o SQ após um lapso de oito anos), junto com Dave Edmunds, grande nome do Rock setentista. Os destaques do disco são a faixa título (composição de Rob Bolland e Ferdi Bolland), Rollin’ Home (John David, que tocou na banda de Dave Edmunds) e Speechless (Ian Hunter, vocalista do lendário Mott the Hoople). O single que leva o nome do álbum teve muito sucesso, ficando em 2º lugar nos charts britânicos. Foi o último álbum a contar com a colaboração do velho amigo Bob Young, que voltaria a trabalhar com o Quo em 2002. Nesse ano, o SQ voltou ao estádio de Wembley para fazer shows de abertura para o Queen. Também fizeram a mesma dobradinha no famoso Festival de Knebworth. Nesse ano e no ano seguinte, a banda fez diversos shows.

Em 1988, saiu Ain’t Complaining, produzido por Pip Williams, também seguindo a estética pop que a banda vinha abraçando desde 1979. No disco, a banda voltou com o reforço do velho parceiro de composição Bernie Frost (vocais de apoio), Paul “Wix” Wickens, que tocou com Paul McCartney nos anos 90 (teclados adicionais) e Graham Breskett (violino). Os destaques ficam por conta da faixa título (Parfitt, Williams), Don’t Mind If I Do (Rossi, Edwards) e Burning Bridges (Rossi, Parffit). Apesar do álbum não ter tido muito êxito, esta última música foi lançada em single e ficou na 5º colocação nos charts britânicos.

Em 1989, a banda lançou Perfect Remedy, também produzido por Pip Williams, com uma capa mostrando duas guitarras e uma jukebox. As faixas de destaque são Little Dreamer (Rossi, Frost), The Power of Rock (Parffit, Williams, Rossi) e a faixa título (Rossi, Frost). Nas sessões, eles gravaram Anniversary Waltz, um verdadeiro “Rock do Crioulo Doido”uma mistureba de referências roqueiras da banda como Chuck Berry, Fats Domino, Buddy HollyLittle Richard e outros que acabou saindo como bônus track em edições posteriores do álbum. Apesar dessa fagulha roqueira, o disco acabou sendo o maior fiasco da carreira da banda, com vendas fracas e nem sequer um traço nos charts. O tal remédio mostrou ser muito amargo.

Depois de dois anos, o Status Quo entrou de sola na década de 90 com o álbum Rock ‘til You Drop, produzido por Francis Rossi, uma verdadeira volta ao som pauleira que consagrou a banda. Os quofans puderam curtir a banda como se deve, com o volume no talo com músicas como Like a Zombie (Rossi, Frost), Can’t Give you More (Rossi, Young), a faixa título (Bown) e os sensacionais covers Bring It On Home to Me (Sam Cooke), The Price of Love (Everly Brothers) e Let’s Work Together (Wilbert Harrison). Para promover o disco, a banda fez shows em quatro arenas num único dia, entrando para o Guiness Bookppor causa do feito. Uma pena o disco não ter tido um bom retorno comercial.

A partir de 1992, a banda centrou fogo em muitos shows, sendo que uma apresentação em Wembley em 1990 e uma gravação na BBC londrina acabaram virando o discaço Live Alive Quo, o terceiro álbum ao vivo da carreira da banda, depois de Live! (1977) e Live at N.E.C. (1984). Denter os destaques está Roadhouse Medley, um “pout pourri” contendo o clássico dos Doors, Roadhouse Blues, hits do Rock dos 50’s como The Wanderer (Dion & The Belmonts),e The Price of Love (Everly Brothers) e até uns sucessos antigos do Quo como Living on a Island e Margherita Time.

Status Quo: entrando na década de 90 com a sonzeira que o consagrou crédito: http://www.home-of-rock.de/Bildergalerie/25_Jahre_Rock/Pics/Status_Quo_1992.jpg

Status Quo: entrando na década de 90 com a sonzeira que o consagrou
crédito: http://www.home-of-rock.de/Bildergalerie/25_Jahre_Rock/Pics/Status_Quo_1992.jpg

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