Rock Brasil Review: Paralamas do Sucesso, parte 1

Começamos aqui uma nova série. Rock Brasil Review vai vislumbrar as bandas e artistas que fizeram parte do grande boom que aconteceu nos anos 80 no Brasil. Para inaugurar esse novo espaço, vamos falar de uma banda que conta com a mesma formação desde seu estouro e pode ser considerada a “irmã mais velha” de outras surgidas nos anos 80, por fazerem divulgação dos colegas emergentes de cena. Seu som tem uma mistura muito particular de Rock com Ska e Reggae , ao melhor estilo do britânico The Police, com um tempero de naupe de metais de Big Bands e R&B. Com vocês, Paralamas do Sucesso

No longínquo ano de 1977, dois amigos de infância, o guitarrista Herbert Vianna (nascido Herbert Lemos de Sousa Vianna no dia 4 de maio de 1961 em João Pessoa, PB) e o baixista Bi Ribeiro (nascido Felipe de Nóbrega Ribeiro no dia 30 de março de 1961 no Rio de Janeiro, RJ), que se conheceram em Brasília e acabaram se reencontrado na Cidade Maravilhosa, resolveram formar uma banda. O cenário do Rock mundial era regido pelo Punk dos Sex Pistols na Inglaterra e Ramones nos EUA. A dupla chamou um conhecido chamado Vital Dias para tocar bateria e no começo era mais uma forma de recreação do que qualquer outra coisa.

Decidiram dar um ponto final na brincadeira em 1979 para se dedicarem ao vestibular. Dois anos depois, a vontade de tocar falou mais alto e eles resolveram reativar a banda. Nessa época, eles costumavam ensaiar num sítio em Mendes, interior do Rio de Janeiro e no apartamento de Dona Ondina, avó de Bi em Copacabana. “Vó” Ondina foi homenageada em uma das primeiras composições da banda, “Vovó Ondina é Gente Fina”. O repertório era callcado em letras sem nenhum sentido como “Pinguins já não os vejo pois não está na estação”, “Mandingas de Amor” e “Reis do 49”. Nessa época a banda tinha dois cantores na linha de frente, Ronel e Naldo e Herbert só tocava guitarra.

Em 1982, as coisas começaram a mudar na banda. A dupla de cantores saiu e eles resolveram assumir a forma de um power trio de Ska e Reggae, influenciados pelo grupo britânico The Police. Herbert acabou assumindo os vocais. Faltava um nome para a banda e aí pensaram nos mais esdrúxulos títulos da paróquia, como Os Cadeirinhas da Vovó. Aó Bi sugeriu, meio que de brincadeira “Paralamas do Sucesso” . Todos riram à beça e acabaram gostando do nome. Outra mudança significativa aconteceu quando Vital deu o cano num show da banda na Universidade Rural do Rio e acabou sendo substituído por João Barone  (nascido João Alberto Barone Reis e Silva no dia 5 de agosto de 1962 no Rio de Janeiro, RJ), um conhecido de um amigo de Bi. Barone agradou em cheio e passou a atuar como “quebra-galho” até ser efetivado com a saída em definitivo de Vital. A amizade com o ex-batera não foi às favas. Tanto que Herbert compôs uma música chamadaVital e Sua Moto” em homenagem a ele. Eles gravaram uma fita demo com essa música mais “Patrulha Noturna”, “Encruzilhada Agrícola-Industrial” e “Solidariedade Não!” (todas de Herbert) e mandaram para a legendária Rádio Fluminense.

Em 1983, a música “Vital e Sua Moto” fez um grande sucesso na programação da rádio, abrindo caminho para que eles começassem a abrir para artistas graúdos da cena roqueira carioca. Seu début aconteceu no show de Lulu Santos no Disco Voador, outro templo do Rock no Rio. A gravadora EMI gostou do desempenho da banda e eles tiveram seu primeiro contrato de gravação. Sendo assim, naquele ano, saiu o primeiríssimo álbum dos Paralamas, Cinema Mudo, produzido por Marcelo Sussekind. As músicas da demo (menos Solidariedade Não!) aparecem no disco com arranjos novos, juntamente com a faixa-título (H. Vianna),  “Química”, composição de Renato Russo, líder da Legião Urbana, banda que daria o que falar no futuro e “O Que Eu Não Disse” (coescrita por Russo junto com Herbert e Barone). O resultado final do disco não agradou ao líder e guitarrista dos Paralamas, que o definiu como “manipulado pelo pessoal da gravadora”. O disco fez um reativo sucesso de vendas.

Em 1984, os Paralamas foram “pras cabeças” com seu segundo álbum O Passo do Lui, produzido pela banda junto com Marcelo Sussekind, onde emplacaram seus primeiros hits em nível nacional: Óculos, Me Liga, Meu Erro, Ska (todas de Herbert) e Romance Ideal (Martim Cardoso, H.Vianna). Além dessas, destacam-se a faixa título (H. Vianna) e Assaltaram a Gramática (Lulu Santos, Waly Salomão). Esse disco recebeu aprovação da banda, teve aclaamaação da crítica, fez bonito nas paradas e foi responsável  pelos Paralamas entrarem em evidência. O clássico Óculos era uma das músicas mais tocadas quando eles se apresentavam em programas de TV.

Continua no próximo post

1 comentário

Arquivado em Biografias, Música, Rock and Roll, Rock Brasil Review

Uma resposta para “Rock Brasil Review: Paralamas do Sucesso, parte 1

  1. Pingback: Rock Brasil Review: Titãs, parte 1 | Musical Review

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s