Rock Brasil Review: Paralamas do Sucesso, parte 2

Herbert Vianna e Bi Ribeiro chamaram o batera Vital Dias e formaram uma banda em 1977, que durou uns dois anos. Em 1981, com dois vocalistas como frontmen, retomaram o projeto, ao qual batizaram Paralamas do Sucesso. No ano seguinte, adotaram a estética de power trio e dispensaram os cantores. Um cano de Vital num show importante da banda possibilitou a entrada de João Barone, que após algum tempo como “reserva” se tornou batera oficiala após a saída de Vital. A banda enviou algumas demos à Rádio Fluminense e acabou chamando a atenção da gravadora EMI, com que assunaram seu primeiro contrato em 1983 e gravaram seu primeiro álbum Cinema  Mudo. No ano seguinte, saiu O Passo do Lui, que acabou proporcionando o estouro nacional da banda.

Em 1985, os Paralamas continuaram colhendo os frutos do Exito do disco e foram uma das bandas de destaque do Rock in Rio em 1985, grande evento que contou com os gigantes do Rock internacional AC/DC, Queen, Iron Maiden, Whitesnake, Scorpions, Rod Stewart, James Taylor e Ozzy Osbourne e pelos brasileiros Barão Vermelho, Ivan Lins e Pepeu Gomes. A banda foi considerada a grande sensação dentre as atrações nacionais do festival. Depois do RiR, seguiu-se uma bem sucedida turnê pelo país.

Em 1986, saiu o terceiro álbum dos Paralamas, Selvagem?, com produção do consagrado Liminha (que fez parte dos Mutantes e se tornou um dos mais tarimbados produtores do Brasil). Esse disco é um dos mais politizados dos PdS e na maioria composto pela banda (música) e Herbert (letras). Aqui, a banda contou com participação especial de Gilberto Gil, que coescreveu “A Novidade” e fez vocais de apoio em “Alagados”. Destacam-se também os clássicos “Você” (cover do Soulman Tim Maia) e a bem humorada “Melô do Marinheiro” (Bi Ribeiro, João Barone), que faz uma bela homenagem à grande sambista Clementina de Jesus e sua eterna “Marinheiro Só”. Em meio à explosão do Rock Brasil, os paralamas se tornaram a linha de frente daquela cena roqueira. Embora fosse uma unanimidade, a banda tinha seus críticos. O bom e velho Raul Seixas era um deles. Reza a lenda que Raulzito os chamava pejorativamente de “Os Para-choques do Fracasso”.

Em 1987, o Paralamas era uma banda de sucesso no país e chamou a atenção de Claude Nobs, organizador do famoso Festival de Jazz de Montreux, um dos principais eventos musicais da Europa que acabou convidando-os para a edição daquele ano. A novidade nesse antológico show foi a presença de uma quarto elemento na banda. João Fera, um músico de primeira foi recrutado para fazer os teclados. Também contaram com a participação especial de George Israel do Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens (banda de sua então namorada Paula Toller) para tocar sax em SkaO set list era formado de vários clássicos dos Paralamas mais as inéditas Será que Vai Chover?” (H. Vianna) e Charles Anjo 45″ (cover de Jorge Ben). Essa apresentação acabou virando D, o quarto disco da banda e seu primeiro ao vivo. Uma versão em estúdio de “Será que Vai Chover?” entrou como faixa bônus no disco. Depois de Montreux, seguiu-se uma turnê de sucesso pela América do Sul.

Em 1988, a banda voltou para o estúdio e lançou seu quinto álbum (o quarto em estúdio) Bora Bora, gravado em Londres e produzido pelos Paralamas e Carlos Savalla. É o primeiro disco que contém um enérgico naipe de metais que contou com as feras Mattos Nascimento (trombone), Humberto Araújo (sax) e Don Harris (trompete). Também conta com as participações de George Israel (sax), Charly García (piano) e Peter Metro (toast). No disco, destacam-se “O Beco” (Herbert, Bi), com sua corrosiva crítica social, a introspectiva “Quase um Segundo” (Herbert), influenciada pelo fim do romance do vocalista do PdS com Paula Toller e a vibrante música que dá nome ao disco (Herbert). O disco foi um grande sucesso de público e crítica.

Em 1989, eles lançaram Big Bang, produzido também por Carlos Savalla e Paralamas, seguiu a mesma tendência do anterior com detsaque para os clássicos “paralâmicos” “Lanterna dos Afogados” (H. Vianna) e “Perplexo” (Paralamas do Sucesso), além de “Dos Restos” (Liminha, H. Vianna), “Bang Bang” (Herbert Vianna) e “Cachorro na Feira” (Paralamas do Sucesso). o disco foi outro sucesso de público e crítica, consolidando o Paralamas como uma das principais bandas brasileiras nos anos 80.

Continua no próximo post

1989: cosnolidando o sucesso com o álbum Big Bang crédito: http://sataclamametal.blogspot.com.br/2013/03/os-paralamas-do-sucesso-big-bang.html

1989: consolidando o sucesso com o álbum Big Bang
crédito: http://sataclamametal.blogspot.com.br/2013/03/os-paralamas-do-sucesso-big-bang.html

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