Rock Brasil Review: Paralamas do Sucesso, parte 3

Em 1985, a participação dos Paralamas do Sucesso no Rock and Rio foi a consagração da banda, seguida de uma bem sucedida turnê. Em 1986, foi lançado Selvagem?, outro álbum que é considerado um clássico dos Paralamas e do Rock Brasil. Em 1987, a banda participou do consagrado Festival de Jazz de Montreux, onde contaram com o “quarto Paralama”, o tecladista João Fera. O show se tornou D, o primeiro álbum ao vivo da banda, que depois fez uma turnê pelos países da América do Sul. Em 1988, saiu o álbum Bora Bora, onde a banda aderiu a um som mais cheio com a inclusão de um competente naipe de metais. Em 1989, lançaram Big Bang, que coroou os Paralamas como uma das bandas da década de 80.

Em 1990, foi lançada a primeira coletânea da banda, Arquivo, que além de mostrar a carreira dos Paralamas desde Cinema Mudo, contém a inédita Caleidoscópio (H. Vianna), que havia sido gravada originalmente por Dulce Quental (ex-Sempre Livre) e uma nova versão de Vital e Sua Moto. Em 1991, a banda começou a embarcar an onda do experimentalismo, o que se tornou visível no álbum Os Grãos, produção de LiminhaCarlos Savalla e Teabag V, com faixas como Trac Trac (Fito Páez), Tendo a Lua, Ah, Maria!, Sábado  (todas de H. Vianna) e a faixa título (Demétrio Bezerra, H. Vianna), o disco teve vendas pífias e foi massacrado pela crítica, sendo considerado a primeira bola fora dos Paralamas. Em 1992, saiu o primeiro álbum solo de Herbert Vianna, Ê Batumaré.

Em 1994, após um hiato de quase três anos sem gravar, a banda voltou ao estúdio para lançar Severino, uma produção do inglês Phil Manzanera (ex-guitarrista do Roxy Music que produziu David Gilmour e John Cale) com um som mais regionalista voltado para o Nordeste (daí o nome). Destaque para Varal (H. Vianna), El Vampiro Bajo en Sol (H. Vianna, Fito Páez), que contou com a especialíssima participação de Brian May (guitarrista do Queen), Dos Margaritas (H. Vianna, Bi Ribeiro) O Rio Severino (H. Vianna). Na versão em CD há um cover dos Titãs, Go Back (Sérgio Britto, Torquato Neto – versão Martim Cardoso).Novamente, os fãs da banda não entenderam a proposta e o disco foi outra “bomba” na carreira dos Paralamas. Na Argentina e nos países hispânicos, porém, onde foi lançado com o nome Dos Margaritas, o disco teve uma ótima recepção e críticas favoráveis. 

Em 1995, embora o disco tivesse sido um fiasco, a turnê de Severino teve uma ótima repercussão, o que fez com que fosse gravado o segundo disco ao vivo dos Paralamas, Vamo Batê Lata. Repleto de músicas conhecidas da banda, algumas faixas trazem citações de outras músicas conhecidas. Meu Erro contou com um trecho de Soul Sacrifice (Santana), Rio Severino fez uma citação do clássico Paraíba de Luiz Gonzaga e Você contou com um trechinho de Gostava Tanto de Você, outro sucesso do grande Tim Maia.

Junto com o disco, foi lançado um EP com as faixas Uma Brasileira (H. Vianna, Carlinhos Brown), homenagem à esposa de Herbert, a inglesa Lucy Needham Vianna, àquela altura “uma brasileira” de fato, que conta com pariticpação do grande cantor e compositor Djavan nos vocais; Saber Amar, a politizada e controversa Luís Inácio (300 Picaretas) metendo o pau no famigerado caso dos anões do orçamento e Esta tarde (todas assinadas por Herbert ). Nesse disquinho, João Fera não atuou,pois Herbert tocou os teclados em todas as faixas. Esse EP acabou sendo um grande sucesso comercial, trazendo os Paralamas de volta à crista da onda.

Em 1996, saiu Nove Luas, álbum que marcou a volta do estilo que consagrou os Paralamas, com músicas fáceis e de apelo popular como Loirinha Bombril, La Bella Luna e Busca Vida. Foi um dos disco mais vendidos do ano e um grande êxito da história da banda. Em 1997, saiu o segundo disco solo de Herbert Santorini Blues e em 1998, os PdS lançaram o álbum Hey Na Na , produzido por Chico Neves, que mistura a sonoridade popular do álbum anterior e o exotismo de Severino só fez aumentar ainda mais o sucesso dos Paralamas [desculpem o trocadilho…] com destaque para os clássicos paralâmicos Ela Disse Adeus e O Amor Não Sabe Esperar. Para se ter uma ideia do êxito, o disco vendeu em uma semana (250.000 cópias) o que Nove Luas vendeu em um mês.

Continua no próximo post

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Arquivado em Biografias, Música, MPB, Rock and Roll

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